Psicologia

FUNDAMENTOS DA PSICOLOGIA
Prof. Francisco Fernandes

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA PSICOLOGIA NA FILOSOFIA

A Relevância do passado para o presente.

Primeira atividade prática:
Qual é a sua história com a Psicologia? Como chegou a este curso e esta universidade?
Quais são as suas expectativas com esta disciplina e com o curso?
Quais são suas perspectivas futuras? O que imagina fazer com o a formação em Psicologia?
Qual é a importância, para o psicólogo, de estudar história da psicologia?
"A reflexão sobre o que é a Psicologia, de onde vem, para quê e a quem serve é algo tão imprescindível para o psicólogo como o conteúdo de suas teorias e o domínio de suas técnicas." (Antunes, 1989, pp. 32-33).

Desenvolvimento da Psicologia:
Criação, desenvolvimento, processo e elaboração e do pensamento humano e da busca de respostas sobre a vida.
Apreensão da totalidade da criação humana: como, por quê e quando foi criada - compreensão do predomínio de linhas teóricas, a eleição dominante de determinada área de atuação, aparecimento
de novas áreas.
Estudar nossa história enquanto homens produtores de conhecimento - posicionamento frente ao mundo e a atuação profissional.

Do pensamento mítico ao filosófico
O que caracterizou os primórdios do pensamento humano?
Quais foram as mudanças que ocorreram desde a forma inicial até a atual? Homo Sapiens Sapiens:

" Origem: há aproximadamente 150.000 anos
" Primeiros sepultamentos: 60.000 aC

Pensamento mítico
Explicação das origens, do Homem e do mundo pelas forças sobrenaturais.

O pensamento psicológico nos filósofos gregos

Mitologia grega
O berço da civilização ocidental - início da filosofia ocidental;
Preocupação inicial: cosmológica: entender e explicar o cosmo.

Período pré-socrático:
Busca da unidade ou elemento simples do universo
Redução do complexo a elementos mais simples - elementismo, atomismo ou monismo

O PENSAMENTO NOS FILÓSOFOS GREGOS

Período pré-socrático:
Tales de Mileto (640 a 548 aC):
Água é o elemento presente em todos os seres vivos;
Não encontrou a unidade fundamental do universo.

Heráclito (540 a 475 aC)
Mundo em constante mudança - o permanente era uma ilusão dos sentidos;
Mais ênfase ao processo;
A guerra é a mãe de todas as coisas;
Fogo como elemento básico do universo.

Pitágoras (570 a 496 aC)
Número como essência permanente das coisas;
Preocupação com o conhecimento quantitativo do mundo;
Sustentava a existência de uma alma imortal.

Anaxágoras (499 a 428 aC).
Não buscava um elemento único que fosse a unidade;

Ele dizia: "tudo está em tudo, pois em cada coisa há uma parte de todas as outras"

Como se unem e se relacionam os elementos - cerne da questão - valorização da ordem e disposição dos elementos no todo;
Defendia a presença de um espírito ordenador do universo - fluido universal que animava tudo o que tinha vida.

Demócrito (460 a 370 aC)
Verdadeiro e último elementista do período cosmológico;
O universo era composto de átomos e materiais indivisíveis;
A alma era constituída de átomos - sujeita à morte;
Os pensamentos e atos do Homem são determinados por agentes externos;
Primeira psicologia materialista lógica.

A natureza não tem causa primeira e existe deste toda a eternidade.

Período antropocêntrico
Os sofistas: professores ambulantes que percorriam as cidades, ensinando ciências e artes aos jovens;
Tentavam substituir a educação tradicional (formação de guerreiros) pela direcionada à formação do cidadão;
Como saber se algo está certo ou errado, é falso ou verdadeiro, é mau ou bom?
Representantes mais importantes:

Protágoras (485-411 aC)
Ele dizia que "não há possibilidade de formulação de uma visão absoluta da realidade".

Górgias (485-380 aC)
Ele dizia que "o conhecimento e a verdade são impossíveis de serem alcançados, pois se nada existe, não pode ser transmitido a outra pessoa (conceito de subjetividade)".

Os Filósofos Clássicos

Sócrates (470-399 aC)
Dedicava-se à educação da juventude;
Os sentidos como vias imperfeitas, sujeitas a ilusões;
Ele dizia que não existe a Filosofia enquanto o Homem não se voltar para si próprio: "conhece-te a ti mesmo";
Busca da verdadeira essência pelo diálogo crítico;
É dele a expressão: "Só sei que nada sei";
Aplicou o Método: maiêutica (em grego, parto) - dar à luz idéias consistentes.

DE PLATÃO A ARISTÓTELES

Os Filósofos Clássicos

Platão (428-348 aC)

O mito da caverna:
" Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados.

" A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes.

" Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

" Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

" Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

" Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.

" Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.

" Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

" Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.

Reflita, a partir do mito:
Qual é a relação entre mundo sensível e inteligível?
Qual é a relação entre conhecimento e conhecimento verdadeiro?
Qual é a relação entre o mito e a história de Sócrates?

Discípulo de Sócrates
Para ele "A alma é o que existe em nós de mais divino";
Fundador da primeira universidade: "Academia" (localizada no bosque Academos);
O mundo sensível aos sentido é ilusório e não representa o verdadeiro conhecimento;
Conhecer seria lembrar, reconhecer;
A alma é eterna, universal e independente da vida no corpo;
"Psicologia platônica": alma como uma parelha de cavalos conduzidos por um cocheiro.
o cocheiro = razão
o Cavalos = energia moral x desejo
o Freud: Id, Ego e Superego.

Aristóteles (384-322 aC)
Família ligada à medicina - influências em seu pensamento;
Foi aluno da Academia de Platão;
Fundou o Liceu - centro de estudos dedicado às ciências naturais;
Ele disse: "Sou amigo de Platão, porém mais amigo da verdade"
Não acreditava na existência da alma sem o corpo;
A mente era vista como uma tábula rasa;
Defendia a sistematização do conhecimento - base para o pensamento científico posterior;
Quatro causas determinam o ser e o vir a ser das coisas:
" Formal: forma ou essência das coisas;
" Material ou matéria: aquilo de que é feita uma coisa;
" Eficiente ou motora: o que promove a mudança e o movimento das coisas;
" Final: o bem de cada coisa Volta a dar ao corpo a importância como fonte de conhecimento.

Criador da lógica;
Autor do primeiro tratado de psicologia científica;
Considerado o verdadeiro fundador da ciência moderna.

FILOSOFIA E MEDICINA NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

A medicina desenvolvida na Mesopotâmia (atual região do Iraque) é talvez a mais antiga;
Surgem as primeiras descrições do corpo humano. O coração é considerado sede da inteligência; e o fígado, o centro da circulação;
Para os povos da Mesopotâmia a interpretação dos sonhos é tida como importante atribuição dos médicos.

Hipócrates (460 a.C a 377 aC)
Sistematização bem feita do saber popular;
Seu trabalho marca o fim da Medicina como manifestação mágica e divina e inaugura a ciência baseada na observação clínica;
Considera que as doenças resultam do desequilíbrio entre o que chama de humores: o sangue, a fleuma (estado de espírito), a bílis (amarela) e a atrabile (bílis negra).

Galeno (131 a 200 dC)
Foi o mais destacado médico de seu tempo e o primeiro que conduziu pesquisas fisiológicas
Demonstrou pela primeira vez que as artérias conduzem sangue e não ar, como até então se acreditava.

ANTIGÜIDADE

Período que vai do século III a.C ao século III d.C.;

" Helenismo: transição da civilização grega para a romana.

Nas ciências e matemáticas, é a melhor obra já produzida pelos gregos;
Apropriação da cultura grega pelos romanos e pelos demais povos mediterrâneos.

Alexandre (356 a.C. a 323 a.C)
Foi aluno de Aristóteles;
Assentou as bases da civilização helenística;
Seu mais ambicioso projeto: a conquista do Império Persa;
Fundou Alexandria, cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da Antigüidade;
Valores morais e éticos colocados em crise pela revolução de Alexandre;
Cidadão ateniense esvaziado e confuso;
Com a perda da importância política, todos se voltam para a busca da felicidade pessoal através da religião, da magia ou da Filosofia.

GRANDES ESCOLAS HELENÍSTICAS

Epicurismo
Primeira das grandes escolas helenísticas;
Fundada por Epicuro (341 - 270 a,C);
Preocupação com a ética fundada no prazer e no afastamento da dor;
Não concordava com Platão nem com Aristóteles;
O homem feliz deve saber escolher prazeres que neutralizem a dor e reduzam a perturbação do espírito;
É necessário se livrar de todas as ansiedades, inclusive o medo dos deuses e o medo da morte.

Estoicismo

Fundado por Zenão (340 - 263 a.C) - influenciado por idéias discutidas no "Jardim de Epicuro";
Prazer e dor não tinham importância;
A virtude é o bem supremo e pode ser atingida pela inteligência (saber o que é bom e mau), pela bravura
(saber o que temer ou não temer), pela justiça (saber o que cabe a cada um) e pelo auto-controle (saber quais paixões moderar ou extinguir).

Ceticismo

Pirro (360 - 270 a.C)

Filósofo que participou da expedição de Alexandre;
Filosofia de ruptura;
As sensações assim como as opiniões não podem ser verdadeiras ou falsas;
Ele dizia que "Alegações extraordinárias exigem prova extraordinária".

Neoplatonismo

Esta escola foi fundada por Amônio Saca (176 - 243 d.C) e organizada por Plotino (205 - 270 D.C).

Apoiou-se nas idéias de Platão;
É tida como uma filosofia greco-oriental;
A alma não está no mundo, mas o mundo está nela;
Ele dizia que "Deus é todas as coisas e nenhuma delas. É aquilo de que provém toda existência, toda vida e todo valor, mas ele próprio é de tal ordem que nada podemos afirmar a seu respeito, nem a vida, nem a essência; é superior a tudo e fonte absoluta de tudo".

Apesar de terem lógicas, origens e motivações diversas estiveram de acordo sobre alguns princípios morais fundamentais e suas mensagens duraram cerca de meio milênio

A CULTURA OCIDENTAL ESTÁ SUSTENTADA SOBRE OS PILARES DO HELENISMO, DO JUDAÍSMO E DO CRISTIANISMO.

O JUDAÍSMO
Povo escolhido para fazer uma aliança de salvação.

O CRISTIANISMO
Explicação da origem e do destino da alma apoiada na convicção de uma vida eterna, conseguida pela vitória sobre o pecado, do ponto de vista da redenção.

Filosofia e Medicina na Idade Média

A Idade Média - noite de 1000 anos
476 d.C. - Queda do Império Romano;
Era romana - época de cultura elevada - sistemas de banhos, esgotos e bibliotecas - declínio.
529 d.C. - a Academia de Platão, em Atenas, é fechada.

O pensamento passa a ser sustentado por uma lógica institucional, com finalidade de firmar uma soberania político-religiosa.

A verdade do cristianismo era um dado praticamente irrefutável.
Será que a fé e o conhecimento poderiam viver em harmonia?

SANTO AGOSTINHO (354-430)
Foi, inicialmente, maniqueu (divisão entre bem e mal; luzes e trevas);
Não aceitou esta divisão e partiu em busca da compreensão da origem do mal;
Influências do Estoicismo e Neoplatonismo;
O mal está na ausência do bem, não existe "em si";
As idéias eternas estão dentro de Deus;
Conhecimento pela introspecção.

SÃO TOMÁS DE AQUINO (1224 -1274)
Verdades naturais;
Podemos chegar a elas pela fé ou pela razão;
Tudo tem uma primeira causa;
Teologia revelada - pela Bíblia;
Plantas - animais - homem - anjo - Deus.

MEDICINA NA IDADE MÉDIA
Durante a Idade Média, este conhecimento foi abandonado em nome da demonologia - espíritos que tentavam dominar a alma e deveriam ser expulsos;
Doenças físicas e mentais reaparecem com grande intensidade.

A IMPORTÂNCIA DO RENASCIMENTO E DA REFORMA RELIGIOSA PARA PSICOLOGIA

Renascimento
Nascimento de novo da arte e da cultura da Antigüidade;
Início no final do século XIV;
Do norte da Itália rumo ao norte pelos dois séculos subseqüentes;
Nova visão do Homem, que volta a estar no centro.

O homem renascentista
Marcado pelo individualismo;
Na arte, representação de nus humanos;
Interesse na anatomia do corpo humano;
Ocupa-se com todos os aspectos da vida, da arte e das ciências Marcos renascentistas;

Gutenberg (1394-1468): prensa tipográfica - acesso da maioria aos livros;
Aperfeiçoamento dos relógios e painéis mecânicos;
Estudos de anatomia: Andreas Vesalius - relações entre vários órgãos e sistemas;

Copérnico - retira a Terra do centro do universo (geocentrismo) e coloca o Sol no centro (heliocentrismo);

Galileu - suporte às teorias de Copérnico pelas observações empíricas com uso de telescópios.

A REFORMA - Século XVI
Burguesia comercial em expansão - inconformada, pois os clérigos católicos estavam condenando seu trabalho;
O lucro e os juros eram vistos como práticas condenáveis pelos religiosos o que contrastava com as arrecadações de indulgências e abusos no uso do dinheiro e do poder pela Igreja;
Perda da identidade da Igreja católica: gastos com luxo e preocupações materiais;
Desrespeito de elementos do clero às regras religiosas;
No campo político, os reis estavam descontentes com o papa, pois este interferia muito nos comandos que eram próprios da realeza;
Trabalhadores urbanos, com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre as coisas do mundo;
O novo pensamento renascentista também fazia oposição aos preceitos da Igreja;
O homem renascentista, começava a ler mais e formar uma opinião cada vez mais crítica;
Um pensamento baseado na ciência e na busca da verdade através de experiências e da razão.

Martinho Lutero (1483- 1546)
Monge alemão - um dos primeiros a contestar fortemente os dogmas da Igreja Católica;
Afixou na porta da Igreja de Wittenberg as 95 teses que criticavam vários pontos da doutrina católica;
Condenava a venda de indulgências e propunha a fundação do luteranismo (igreja luterana );
A salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé
Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época;
Em suas teses, condenou o culto à imagens e revogou o celibato;
Foi excomungado e cassado;
Suas idéias foram difundidas por toda a Europa.

João Calvino
Causou a reforma calvinista;
João Calvino começou a Reforma Luterana na França, no ano de 1534;
A salvação da alma ocorria pelo trabalho justo e honesto;
Tais idéias atraíram muitos burgueses e banqueiros para o calvinismo;
Muitos trabalhadores também viram nesta nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade;

A Reforma Anglicana
Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após este se recusar a cancelar o casamento do rei;
Henrique VIII funda o anglicanismo e aumenta seu poder e suas posses, já que retirou da Igreja Católica uma grande quantidade de terras.

A Contra-Reforma
Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas reúnem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento ) com o objetivo de traçar um plano de reação;
No Concílio de Trento ficou definido:
" Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos jesuítas;
" Retomada do Tribunal do Santo Ofício - Inquisição : punir e condenar os acusados de heresias
" Criação do Index Librorium Proibitorium ( Índice de Livros Proibidos ) : evitar a propagação de idéias contrárias à Igreja Católica.

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA MODERNA NA FILOSOFIA

Francis Bacon (1561-1626)
Considerado o pensador do Renascimento;
A aquisição do conhecimento se processa por intermédio da experiência Influência para o empirismo britânico.

Críticas a Aristóteles:
" O verdadeiro filósofo natural deveria fazer a acumulação sistemática de conhecimentos mas também descobrir um método que permitisse o progresso do conhecimento;
" A realidade não pode ser vista como supostamente fixa, ou obediente a uma ordem divina, eterna e perfeita;
" O saber deveria ser ativo e fecundo em resultados práticos - ênfase no controle da natureza.

Propõe método experimental e rigoroso, a saber:
Descrever todas as circunstâncias em que um fenômeno ocorre;
Avaliar os casos em que não ocorre;
Examinar detalhadamente os diversos casos particulares e a relação entre eles para chegar a formulações gerais - indução.

Apresenta uma abordagem indutiva da ciência, a saber:
Indução
Conclusões gerais a partir de fatos particulares - observações minuciosas de casos levando as afirmações gerais;

Dedução
Conseqüência tirada de um princípio ou de uma lei;
A experiência é sobretudo a possibilidade de utilizar os fatos da natureza para o proveito do homem;
"Saber é Poder".

SÉCULO XVII
Espírito mecanicista;
Relógio - modelo para a leitura do universo físico: regularidade, previsibilidade e exatidão - conceito do determinismo;
Reducionismo: redução das coisas às suas partes mais simples ou componentes básicos, com o objetivo de compreendê-las;
Isso poderia ser aplicado aos animais, inclusive aos seres humanos?
Animais não dotados de sentimentos - concepção básica para o estímulo a pesquisas feitas com animais vivos.

René Descartes (1596-1650)
Descartes aplicou a noção do mecanismo do relógio ao corpo humano;
Antes dele, a mente era vista como um manipulador, puxando as cordas do corpo;
Sua maior contribuição à Psicologia foi a tentativa de resolver o problema mente-corpo;
Para ele, a mente e o corpo influenciam-se mutuamente, mas têm diferentes essências;
Teoria do ato reflexo: movimento não comandado ou não determinado pela vontade consciente;
Precursor da psicologia behaviorista (E - R);
Tendência à hipótese de previsibilidade do comportamento humano.

Doutrina das idéias de Descartes
Idéias derivadas: dependem de um estímulo externo;
Idéias inatas: surgem da mente ou da consciência: Deus, eu, a perfeição e o infinito.

MATERIALISMO, ESPIRISMO E POSITIVISMO

Materialismo
Descrição dos fatos do universo em termos físicos;
A consciência humana também poderia ser explicada em termos físicos: estruturas anatômicas e fisiológicas do cérebro.

Empirismo
Todo o conhecimento resulta da experiência sensorial;
Principal papel nas bases da ciência psicológica.
A mente evolui com o acúmulo progressivo das experiências sensoriais, o que contradiz o conceito das idéias inatas de Descartes.

Empiristas
" John Locke
" George Berkeley
" David Hume
" James Mill

John Locke (1632-1704)
Considera a mente como uma tábula rasa;
Todas as idéias decorrem da experiência;
Qualidades primárias e secundárias: "a dor não está na faca, mas na experiência do corte";
O homem ao nascer não possui nenhum conhecimento;
Todas as idéias são fruto da aprendizagem;
O conhecimento se dá pelo acúmulo de experiências sensoriais.

George Berkeley
Concordava com Locke quanto à origem do conhecimento do mundo, na experiência;
Discordava das qualidades primárias e secundárias;
Todo o conhecimento depende da percepção do indivíduo;
Nunca conhecemos a natureza física dos objetos, somente a percepção que temos deles.

David Hume (1711-1776)
Impressões: fortes e vívidas;
Idéias: cópias fracas das impressões;
Princípio da associação de idéias: combinação de idéias simples para a formação de idéias complexas;
Se todo o conhecimento do mundo exterior é adquirido mediante nossas idéias e portanto indiretamente, então não é possível realmente afirmar se existe ou não um mundo exterior.

James Mill (1773-1836)
Não há subjetividade;
A mente não passa de uma máquina;
Pai de John Stuart Mill:
- 3 anos: lia Platão em Grego
- 11 anos: primeiro trabalho científico
- 18 anos: máquina lógica
- 21 anos: depressão profunda
Idéias complexas são mais do que a soma das idéias simples;
Alegou ser possível a realização de um estudo científico da mente.

Positivismo

Auguste Comte (1798-1857)
Pesquisa sistemática do conhecimento humano;
A pesquisa pode se basear somente em dados observáveis;
As ciências sociais deveriam abandonar as explicações metafísicas.

AS INFLUÊNCIAS FISIOLÓGICAS NA PSICOLOGIA
A importância do observador humano:
Nem sempre há correspondência exata entre a natureza de um objeto e a nossa percepção deste objeto.

Os avanços iniciais da fisiologia:
Os cientistas começam a estudar os órgãos dos sentidos humanos;
Estudo da sensação;
Filósofos interessados na experimentação da mente;
Fisiologistas queriam entender os mecanismos por trás dos fenômenos mentais.
O mapeamento interno das funções cerebrais
Delimitação das áreas especializadas do cérebro;
Refinamento nos métodos de pesquisa

MÉTODOS
Extirpação
Técnica utilizada para determinar a função de uma parte específica do cérebro, removendo-a ou destruindo-a e observando as mudanças no comportamento.

Clínico
Exame pós-morte das estruturas do cérebro para verificar a área lesionada, quando o indivíduo apresentava, em vida, alguma manifestação comportamental curiosa.

Estimulação elétrica
Aplicação de fracas correntes elétricas para a exploração do córtex cerebral, a partir das respostas motoras obtidas.

Franz Josef Gall (1758 - 1828)
Dissecava cérebros de animais e pessoas mortas;
Fundador da cranioscopia - que depois daria origem à frenologia;
Formato do crânio associado a características emocionais e intelectuais;
Protusão ou saliência correspondentes às àreas controladoras de determinadas características;
Entrelaçamento de linhas;
Mecanicismo também predominante na fisiologia do séc XIX;
Tentativa de explicação de todos os fenômenos pelos princípios da física;
Fortes influências do empirismo.

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA EXPERIMENTAL

A abordagem científica alemã:
" fisiologia experimental alemã bem desenvolvida;
" temperamento alemão adaptável ao trabalho de classificação e descrição;
" ênfase na indução - das partes para o geral;
" estímulo da Alemanha à pesquisa.

Hermann von Helmholtz
Um dos pesquisadores fundamentais para o início da psicologia experimental;
Órgãos sensoriais humanos como máquinas;
Apreciava analogias técnicas;
Primeira medição empírica da velocidade de condução do impulso nervoso;
Estimulou o nervo motor e o músculo anexo da perna de um sapo e observou o tempo de reação para diversos comprimentos de nervos;
Velocidade de condução do impulso neural: 27 m/s
Com os seres humanos, não deu certo - houve enormes diferenças individuais
Apesar de não estar interessado no significado psicológico, seu trabalho foi considerado um dos primeiros passos na experimentação e medição de um processo psicofisiológico;
Estudou sentidos como a visão e a audição.

Ernst Weber (1795 - 1878)
Explorou as sensações cutâneas e as musculares;
Brincadeira da cócega no braço;
Limiar entre dois pontos: ponto em que é possível distinguir duas origens separadas de estímulo;
Diferença mínima perceptível: menor diferença entre dois estímulos físicos;
Estudos sobre os limiares e a medição da sensação foi de grande importância para a psicologia.

Gustav Theodor Fechner (1801-1887)
Assistiu aulas de Weber sobre fisiologia;
Feriu os olhos ao olhar diretamente para o sol através de lentes coloridas;
Sofreu de grave depressão, que teve a cura atribuída ao sonho de uma amiga e depois a um sonho seu (presunto marinado e número 77);
Ligação mente e corpo: a dimensão da sensação (qualidade mental) depende da quantidade de estímulos (qualidade física).

Como medir a sensação?
" Determinar se o estímulo está presente ou ausente;
" Medir o limiar absoluto: ponto de sensibilidade abaixo do qual as sensações não são detectadas e acima do qual elas são percebidas;
" Definir o limiar diferencial da sensibilidade: o ponto no qual a menor alteração em um estímulo provoca a mudança de sensação.

A psicofísica

Estudo científico das relações entre os processos mentais e físicos;
Psicofísica interna: relação entre a sensação e a reação cerebral e nervosa;
Na época não foi possível medir com precisão os processos psicológicos Internos.

Fechner optou por lidar com a psicofísica externa - relação entre o estímulo e a intensidade subjetiva da sensação, medida por meio de seus métodos.

Importância de Fechner

No início do séc XIX, Kant afirmava que a psicologia nunca poderia ser considerada ciência por não ser possível a experiência com os processos psicológicos. Fechner trouxe as bases para a psicologia experimental, que viria a seguir.

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA EXPERIMENTAL

Entrelaçamento de linhas
Mecanicismo também predominante na fisiologia do séc. XIX;
Tentativa de explicação de todos os fenômenos pelos princípios da física;
Pensamento atomístico, apoiado na também na química e na biologia;
Fortes influências do empirismo.

A abordagem científica alemã:
Fisiologia experimental alemã bem desenvolvida;
Temperamento alemão adaptável ao trabalho de classificação e descrição;
Ênfase na indução - das partes para o geral;
Estímulo da Alemanha à pesquisa.

A PSICOLOGIA EXPERIMENTAL

Wilhelm Wundt (1832-1920)
Tinha como objetivo promover a psicologia como uma ciência independente;
Sua importância está também na experimentação sistemática promovida por ele;
Criou revistas especializadas e teve uma produção de textos impressionante (mais de duas páginas diárias).

A nova psicologia de Wundt
Exigia o exame científico da experiência consciente humana;
Dois programas principais;
O exame da experiência consciente "imediata" (sensação e percepção), por meio de métodos experimentais de laboratório;
Estudo de processos mentais superiores (aprendizagem e memória), por meio de métodos não laboratoriais.

A psicologia cultural
Dedicou mais de 10 anos de estudos à psicologia cultural;
Exerceu pouco impacto sobre a psicologia americana, apesar de ter sido seu interesse até o final da vida

Principal objeto de estudo
Consciência;
Não aceitava a idéia de os elementos da consciência serem estáticos;
Acreditava no papel ativo da consciência;
Voluntarismo: capacidade de organização da mente - ato ou força de vontade.

A essência do método experimentalL
Variar as condições da situação de estímulo e observar as mudanças nas experiências do sujeito.

A experiência imediata
Aquela que é usada como meio para conhecer algo distinto da própria experiência;
O estudo da experiência tinha de ser realizado por introspecção, autoobservação controlada do conteúdo da consciência, em condições experimentais.

Ciência da experiência imediata
Problema: analisar os processos conscientes em seus elementos básicos, descobrir como esses elementos estão interligados e determinar suas leis de conexão.

Temas de suas pesquisas mais valorizadas pelos americanos:
Sensação e percepção;
Atenção;
Sentimento;
Reação;
Associação.

Teoria tridimensional do sentimento
Prazer/desprazer;
Tensão/relaxamento;
Excitação/depressão;
Emoções como um composto complexo de sentimentos elementares;
Redução aos elementos mentais.

A percepção
Processo de organização de fenômenos mentais formando uma unidade;
O todo é diferente da soma das partes - síntese criativa - correspondente na química: combinação de elementos produz compostos com propriedades não encontradas nos originais.

Críticas à psicologia de Wundt
Introspecção realizada por diferentes observadores - resultados distintos;
Qual é o resultado correto?
Wundt defendia que o treinamento e a experiência dos observadores aprimorariam o método.

ESTRUTURALISMO E FUNCIONALISMO

Estruturalismo
Edward Bradford Titchener (1867-1927);
Estudou dois anos com Wundt, mas desenvolveu a maior parte de seus estudos nos Estados Unidos;
Clara visão dualista - separava o mundo da física do mundo da psicologia;
O problema da psicologia era a análise dos fenômenos mentais: sensação, imagens e sentimentos.

Trabalhos do sujeito experimental em psicologia
Nomear a sensação;
Identificar a intensidade com que ela se apresenta;
Registrar sua duração;
Decompor os elementos percebidos até o irredutível.

Erro de estímulo
Confusão entre o processo mental e o objeto da observação:
Fruta maçã x elementos como cor, brilho e forma.

Diferenças entre mente e consciência
Consciência: soma das experiências em determinado momento;
Mente soma das experiências ao longo do tempo.

A psicologia para Titchener
Uma ciência pura, sem interesses utilitários ou aplicados, sem a preocupação com patologias, sistemas sociais ou econômicos ou condições culturais.

Objetivo de Titchener
Descobrir os chamados átomos da mente:

Observadores
Quando devidamente treinados, seriam máquinas neutras e imparciais - não haveria subjetividade;

Críticas ao estruturalismo
Introspecção: os treinamentos conduziam a observações parciais;
Acusado de artificial e estéril: a experiência não ocorre na forma de sensações, imagens ou estados individuais, mas em uma totalidade unificada.

Contribuições do estruturalismo
O objeto de estudo era claramente definido - a experiência consciente;
Métodos de pesquisa: cientificamente tradicionais;
Método da introspecção - atualmente, o relato oral baseado na experiência - ainda é empregado em pesquisas em psicologia.

Funcionalismo
Não havia a intenção de se iniciar uma nova escola de pensamento;
Prospera nos Estados Unidos graças ao temperamento americano;
Atitude geral pragmática e teoria evolucionista como pano de fundo;
Não havia a intenção de se iniciar uma nova escola de pensamento;
Prospera nos Estados Unidos graças ao temperamento americano;
Atitude geral pragmática e teoria evolucionista como pano de fundo;
Não existiu uma psicologia funcional única;
Houve psicologias funcionais que coexistiram e apresentaram algumas diferenças;
As semelhanças se deram no compartilhamento da ocupação com os objetivos e utilidade das funções da consciência.

Herbert Spencer (1820-1903)
Ênfase na aplicação da teoria evolucionista à natureza humana e à sociedade "Darwinismo Social";
Capacidade individual = sobrevivência dos mais capazes;
Defesa do individualismo.

William James (1842-1910)
Principal precursor americano da psicologia funcional;
Paradoxalmente, era considerado uma força contrária ao desenvolvimento da psicologia científica - interesse em telepatia, clarividência, comunicação com os mortos, etc.;
Visão central do funcionalismo americano: "a psicologia não tem como meta a descoberta dos elementos da experiência, mas o estudo da adaptação dos seres humanos ao seu meio ambiente" (SCHULTZ, 2005, p. 161);
Consciência - vital para a evolução humana;
Pessoas também dotadas de emoção e paixão, além de pensamento e razão;
As pessoas não são seres totalmente racionais.

Fluxo de consciência
A consciência é um fluxo constante e qualquer tentativa de reduzi-la a elementos pode distorcê-la;
Não é possível experimentarmos o mesmo pensamento ou a mesma sensação mais de uma vez.

Ênfase na intenção

Distinção entre escolha e hábito:
" Escolha: a consciência está em cena;
" Hábito: involuntário e não consciente.

John Dewey (1859-1952)
Reflexo como um círculo e não um arco - a percepção e o movimento devem ser vistos como uma unidade;
Propõe que o objeto de estudo mais adequado à psicologia seria a análise do organismo inteiro e seu funcionamento no ambiente, sem reduções a elementos básicos.

James Angel (1869-1949)
A tarefa do funcionalismo é descobrir o funcionamento do processo mental;
Funções da consciência, do julgamento e da vontade para a adaptação e sobrevivência;
Não faz distinções entre mente e corpo;
Pergunta dos funcionalistas: para quê é a consciência? - psicologia para a solução de problemas cotidianos.

Harvey A. Carr (1873-1954)
Alegava ser a psicologia funcional a psicologia americana;
Definiu a atividade mental como objeto de estudo da psicologia.

Críticas ao funcionalismo
Funcionalistas acusados de inconsistentes e ambíguos;
A palavra "função" descrevia atividade e também utilidade;
Discussão sobre a ciência pura e a aplicada.

As contribuições do funcionalismo
Aplicação prática da psicologia aos problemas cotidianos;
Incorporação da pesquisa do comportamento animal ao estudo da psicologia;
Estudos sobre bebês, crianças e adultos com dificuldades mentais (método introspectivo complementado com testes, descrições objetivas, questionários, etc.).

A herança do funcionalismo
Psicologia clínica;
Os testes psicológicos;
Psicologia industrial e organizacional.

BEHAVIORISMO

Precursores do Behaviorismo;
Tradição objetivista e mecanicista;
Psicologia funcional;
Psicologia animal;
A psicologia animal;
Tentativa de demonstrar a existência da mente nos organismos inferiores Continuidade entre a mente animal e a humana.

Thorndike (1874-1949)
Conexionismo: conexões entre as situações e as respostas;
Lei do efeito: atos que produzem satisfação tornam-se associados à situação e tendem a ocorrer novamente com a repetição da situação;
As conseqüências da recompensa a uma resposta são mais eficazes do que a mera repetição Puzzleboxes.

Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936)
Médico - pesquisador;
Pesquisas com nervos cardíacos e com glândulas digestivas primárias;
Noção de reflexo condicionado - descoberta acidental;
Deu crédito a Descartes pela idéia de reflexo nervoso;
A salivação não era reflexiva, mas aprendida;
Reflexo condicionado: reflexo condicional ou dependente na formação de uma associação ou ligação entre estímulo e resposta;
Suas técnicas possibilitaram a redução do comportamento complexo a unidades de estudo.

Vladimir M. Bekhterev(1857-1927)
Ajudou a desviar a área para a observação objetiva do comportamento;
Movimento reflexo não é apenas resultado de estímulo não condicionado, mas pelo estímulo associado ao estímulo original - reflexo associado;
Movimento reflexo não é apenas resultado de estímulo não condicionado, mas pelo estímulo associado ao estímulo original - reflexo associado.

John B. Watson (1878-1958)
Organizou e promoveu algumas idéias já vigentes: mecanicismo, psicologia animal e psicologia funcional;
Behaviorismo como ramo puramente objetivo da ciência natural;

Objetivo: previsão e controle do comportamento;
Não há linha divisória entre o homem e o animal;
Fim da carreira acadêmica;
Psicólogo no campo da publicidade;
Controle do comportamento do consumidor;

Conselhos aos pais:
Nunca abraçar e beijar as crianças;
Jamais deixar que elas sentem no colo;
Quando necessário, beijar somente uma vez na testa;
Pela manhã, cumprimentar somente com um aperto de mão;
Ser perfeitamente objetivo com os filhos.

Métodos psicológicos:
1. Observação, com ou sem uso de instrumentos;
2. Testes;
3. Relatos verbais;
4. Reflexo condicionado.

Críticas:
O programa de Watson omitia componentes importantes, como os processos perceptuais e sensoriais

Contribuições:
Tornou a metodologia e a terminologia da psicologia mais objetivas

NEOBEHAVIORISMO E SOCIO BEHAVIORISMO

NEOBEHAVIORISMO (1920-1930)
Linha dominante na psicologia experimental norte-americana;
Convergências e divergências entre os neobehavioristas.

Convergências:
Princípio evolucionista - o que se aplica a uma espécie deve se aplicar às demais;
A aprendizagem é essencial à compreensão de um comportamento - maior tendência ao adquirido do que ao inato - proximidade com o empirismo britânico;
Busca da aplicação prática - herança do funcionalismo.

Edward Chace Tolman (1886-1959)
Comportamento molar X molecular - observação dos padrões amplos do comportamento e não somente uma série de reações de movimentos individuais - mapa geral do caminho;
"o cérebro se parece mais com uma sala de controle de mapas do que com uma antiquada conexão telefônica";
Behaviorismo intencional - a finalidade é uma característica universal do comportamento aprendido
Variáveis intervenientes: sede, fome, etc. (não são vistas diretamente, mas a existência pode ser percebida como conseqüência da criação de uma condição de estímulo);
Aprendizagem latente: a descoberta de comida na saída do labirinto não afetava diretamente a aprendizagem do rato - somente influía na motivação do animal para sair mais rapidamente;
O reforço afetava o desempenho e não a aprendizagem;
"Precisamos, em resumo, submeter nossos filhos e a nós mesmos (como o experimentador generoso faz com seus ratos) às condições ideais de motivação moderada e ausência de frustrações desnecessárias sempre que nos colocarmos todos diante deste grande labirinto divino que é o mundo de nós homens" (Tolman, 1948);

Críticas recebidas:
Preocupação excessiva com a mente do rato e pequena com os comportamentos.

Contribuição significativa:
Elo entre o behaviorismo e a psicologia cognitiva;
Maior importância: conjunto de valores e atitudes demonstradas; luta pelos direitos humanos e contra as guerras.

B. F. Skinner (1904-1990)
Defendia um behaviorismo mais indutivo e descritivo;
Dois únicos objetivos da psicologia: previsão e controle do comportamento;
Modelagem do comportamento pelo ambiente;
Distinção entre condicionamento clássico e operante.

Condicionamento Clássico
Comportamentos reflexos controlados por variáveis antecedentes, ou seja, um S que provoca uma R do O.
o luz intensa (S eliciador) contração da pupila (R do O)
o barulho do motor do dentista esquiva
o Pareamento de estímulos

Condicionamento Operante
Ele é emitido e não induzido;
O comportamento do organismo é condicionado pelo reforçador que o acompanha;
Consiste em aumento na probabilidade da resposta ocorrer ao ser seguida por um reforçador;

O que define um reforçador?
Reforçador positivo: apresentação de um estímulo - alimento, água, sexo, descanso, contato físico, gosto doce, etc.
Reforçador negativo: retirada de um estímulo aversivo.

Em ambos os casos, a probabilidade de recorrência da reação aumenta
Aproximações sucessivas: reforçar cada parte do comportamento desejável até que ele seja obtido;
Programas de reforço: reforço intermitente.


SOCIOBEHAVIORISMO

Albert Bandura
Reforço vicário: aprendizado pode ocorrer por observação do comportamento de outras pessoas.
Auto-eficácia: percepção do indivíduo sobre sua auto-estima e a competência em lidar com os problemas da vida.

PSICANÁLISE

Antecedentes
Forte herança acadêmica no pensamento psicológico;
Métodos e conceitos aprimorados em laboratórios, bibliotecas e salas de conferências.

Diferenças principais
Surge dentro da medicina, a partir do tratamento de pessoas consideradas doentes mentais;
Apresenta-se de forma distinta ao pensamento psicológico vigente na época em relação aos objetivos, aos métodos e ao objeto de estudo;
Enfoca o inconsciente, que era praticamente ignorado pela psicologia.

Visões anteriores sobre o ICS
Wundt e Titchener - método introspectivo - o inconsciente não poderia ser reduzido a elementos sensoriais
Funcionalistas - centrados no estudo da consciência, apesar de admitirem a existência do inconsciente, não viam validade em seu uso e estudo.
Watson - não considerava nem a importância do consciente, menosprezando totalmente o inconsciente.

Sigmund Freud
Nasceu na Morávia, em 1856;
Mudou-se, aos quatro anos, com a família, para Viena;
Formou-se em medicina em 1881;
Especializou-se em Neurologia;
Teorias da mente inconsciente;
Teoria da evolução;
Idéias sobre a psicopatologia;
Teorias da mente inconsciente;
Diferentes graus de consciência - do completamente inconsciente ao claramente consciente.

Teoria da evolução
Estudos de Darwin sobre as forças biológicas do amor e da fome, base de todo o comportamento;
Continuidade do comportamento emocional da infância à fase adulta;
Surgimento do impulso sexual em bebês.

Psicopatologia
Reconhecimento da doença mental: 2000 a.C.;
Babilônicos - possessão demoníaca - tratamento por magia e orações;
Antigas culturas hebraicas: punição pelos pecados - cura também religiosa;
Filósofos gregos: desorganização do pensamento - cura pela força das palavras;
Idade média: retorno da demonologia - cura pela tortura e execução;
Séc. XV a XVII: Inquisição - perseguição à heresia e à bruxaria;
Séc. XVIII: doença mental vista como irracional - pessoas confinadas ou exibidas em circos;
Final do séc. XVIII e início do séc. XIX - tratamento mais humano;
Pinel (França): tratamento moral - tirou-os das correntes e ouvia suas queixas.

O mesmerismo e a Hipnose
Séc. XVIII - Franz Anton Mesmer - médico:
Concepção de que forças magnéticas afetavam diretamente os seres humanos
Procedimento para tratar a histeria - alimentos com altas doses de ferro e passagem de imãs pelo corpo;
Pacientes entravam em transe e voltavam curados - cura pelo magnetismo animal.

Do mesmerismo à hipnose
Mesmerismo considerado anti-científico;
Curas atribuídas ao poder de sugestão do médico;
No séc. XIX, o médico escocês James Braid percebeu que o transe era semelhante ao estado de sono e cunhou o termo: neurohipnologia (do grego: neurón - nervo; hynós - sono).

Jean Martin Charcot (1825 a 1893)
Histeria - deriva da palavra grega que significa útero - associado às mulheres, apesar de haver registros de casos em homens;
Percebeu a histeria como distúrbio psicológico e procurou buscar sua causa;
Associou a histeria à capacidade de deixar-se hipnotizar;
Seu trabalho chamou a atenção de um jovem médico de Viena.

Sigmund Freud (1856 - 1939)
Inicialmente interessado pela anatomia do sistema nervoso;
Concentra-se nos estudos sobre a histeria;
Utilização da hipnose como alternativa aos tratamentos médicos correntes (hidroterapia, eletroterapia, massagens e cura pelo repouso).

Encontro com Breuer

Caso Ana O. (Bertha Pappenheim):
Lado direito do corpo aparentemente paralisado e insensível;
Persistente tosse nervosa;
Déficit visual e auditivo;
Hábitos alimentares bizarros;
Perda da capacidade de falar a língua materna (Alemão),substituindo-a por Inglês;
Hidrofobia.

Método catártico e cura pela palavra:
Quando recordava, em transe hipnótico, a primeira ocorrência do sintoma, ocorria uma liberação emocional e os sintomas cediam;
Abandono da hipnose e opção pela técnica das associações livres.

PSICANÁLISE

Conceitos
A importância do sonho;
O inconsciente;
Pulsão X instinto;
Resistência, defesa e recalcamento;
Sonho como manifestação distorcida de desejos recalcados;
Trabalho onírico = restos diurnos + condensação + deslocamento;
Análise dos sonhos.

Formulação de teorias
Inconsciente - determinismo psíquico (atos falhos, sonhos, chistes, etc.);
Pulsão - pressão ou carga energética X instinto - comportamento animal;
Resistência, defesa e recalcamento.

Sexualidade humana

Formulação de teorias
Sexualidade infantil;
Até a época de Freud a sexualidade infantil não existia dentro das concepções sociais, morais e éticas, isto é, o instinto sexual só era percebido pela comunidade a partir da puberdade.
Freud mostrou que esta concepção não era verdadeira e que a sexualidade começava com o nascimento.

A psicanálise hoje
A) Um método de investigação que consiste em evidenciar o significado inconsciente das palavras, ações e produções imaginárias (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito;
B) Um método psicoterápico baseado nesta investigação;
C) Um conjunto de teorias psicológicas e psicopatológicas em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de investigação e tratamento.


PSICOLOGIA DA GESTALT

Criada entre 1910 e 1912 - Kurt koffka, Wolfgang Köhler e Max Wertherimer;
Associada exclusivamente à percepção, mas muitas foram as contribuições à psicologia do pensamento e da resolução de problemas;





Max Wertheimer (1880 -1943)
Problema perceptual do movimento aparente (cinema);
Fenômeno fi: o que se percebe são as figuras inteiras, providas de sentido, e não os elementos que se juntam para formar o todo;

Conte os pontos pretos ! ! ! He,he...

O todo é diferente da soma das partes e, além disso, os processos parciais são determinados pela natureza intrínseca do todo.

Princípios da organização perceptual:
Proximidade;
Continuidade;
Semelhança;
Preenchimento;
Simplicidade;
Figura-fundo.

A PSICOLOGIA NO BRASIL

A PSICOLOGIA NO BRASIL PRÉ-COLONIAL

A criança da sociedade indígena
Amor dos índios pelas crianças;
Parto/amamentação;
Participação das crianças na vida da comunidade;
Participação social da mulher índia.

Brasil colonial

Conceitos psicológicos nas instituições escolares
o Idéias psicológicas em tratados pedagógicos.

O ensino religioso no Brasil
o Católicos contra-reformados - Companhia de Jesus tornou-se o principal agente educador;
o Os filhos de colonos e descendentes dos habitantes nativos eram o principal alvo da ação educativa dos padres, com vistas a catequizá-los, educar a elite nos colégios secundários e formar novos religiosos.

Conhecimentos psicológicos no ensino religioso no Brasil
o Conceito de infância: criança que para viver necessita de socorro alheio - diferenciação infância/adolescência;
o Recomendação da amamentação das mães às crianças;
o Determinismo ambiental - educação vista como fundamental - conceito da tábula rasa: "a boa doutrina emenda a má natureza";
o A valorização dos jogos e brincadeiras infantis;
o A punição física como método educativo - indicada na época até para o ensino universitário - é abandonada em nome da "punição moral".

Mudanças no ensino religioso no Brasil
o Os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira até 1759, quando foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho, o marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal de 1750 a 1777.

Ruptura histórica no modelo educacional brasileiro
o Dos interesses da fé defendidos pelos jesuítas, à escola organizada para servir aos interesses do Estado.

Influências do iluminismo Francês
o Relação de causalidade entre os fenômenos;
o Estados físicos determinam os fenômenos psíquicos;
o Normas higiênicas e remédios físicos para males psíquicos.

A medicina como saber objetivo
" Descobrindo-se na confissão, as chagas todas do coração humano facilmente são conhecidas e podem ser inteiramente curadas pelos médicos"
(Mello Franco, 1794)

Três pecados - Doenças orgânicas
o A lascívia;
o A cólera;
o A bebedice;
o "uma vida sexual imperativa determinaria um enfraquecimento e decomposição das fibras nervosas cerebrais";
o Substituem-se a culpa e o castigo pela infração e o distúrbio.

A PSICOLOGIA NO BRASIL DO INÍCIO DO SÉCULO 20

O Brasil na virada do século
Colocação dos trilhos dos Bondes R.Direita - 1900;
Teorias raciais - conceito de degeneração da raça;
A primeira república no Brasil é antiliberal, moralista, xenófoba e racista.

Conceitos e idéias importadas
Famosa greve dos trabalhadores em 1917 - Imigrantes como verdadeiros "Cavalos de Tróia";
Liga Brasileira de Higiene Mental;
Psicohigiene defendida e concretizada pela educação moral;
Algumas idéias defendidas por intelectuais: esterilização dos "anormais" (leprosos, sifilíticos, tuberculosos, doentes e deficientes mentais e os pobres);
A psicanálise chega às escolas - departamentos de ortofrenia (mente reta) e higiene mental escolar;
Práticos-psicologistas: empregos de técnicas psicológicas e psicoterápicas.
Educação para tirar das ruas: "Escola cheia, cadeia vazia"
Fernando Azevedo: "É preciso fazer a revolução nas escolas antes que o povo a faça nas ruas" - temor do protesto, da reivindicação, do caos social".;
Cadeira de Psicologia na Escola Normal de São Paulo;
Disciplina também ensinada nos cursos de Filosofia, Ciências Sociais e Pedagogia;
Ação precedia a teorização: "para saber fazer é necessário, inicialmente, fazer saber" (Maria Helena Souza Patto, 2005);
Regulamentação da profissão - 1962

JUNG E ADLER

Carl Gustav Jung (1875 a 1961)
Sonhos - conteúdos míticos;
Inconsciente coletivo;
Arquétipos:
o Persona
o Anima
o Animus
o Sombra
o Self.
Persona - máscara;
Anima e animus;
Sombra;
Self - equilibra os demais.

Atitudes: extrovertido
A energia da pessoa flui de maneira natural para o mundo externo de objetos, fatos e pessoas, em que se observa: atenção para a ação, impulsividade (ação antes de pensar), comunicabilidade, sociabilidade e facilidade de expressão oral;
O indivíduo extrovertido vai confiante de encontro ao objeto. Esse aspecto favorece sua adaptação às condições externas, normalmente de forma mas fácil do que para o indivíduo introvertido.

Atitudes: introvertido
Direciona a atenção para o seu mundo interno de impressões, emoções e pensamentos.
Observa-se uma ação voltada para o interior, o pensar antes de agir; postura reservada, retraimento social, retenção das emoções, discrição e facilidade de expressão no campo da escrita.

Funções:
o Pensamento;
o Sentimento;
o Sensação;
o Intuição.

Pensamento: significado e compreensão
Relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos.
o grande planejador e tende a se agarrar a seus planos e teorias, ainda que seja confrontado com evidências contrárias.

Sentimento: ponderação e avaliação
o Orientado para o aspecto emocional da experiência. Prefere emoções fortes e intensas ainda que negativas, a experiências apáticas e mornas.

Toma decisões de acordo com julgamentos de valores próprios - bom/mau, certo/errado, agradável/desagradável, ao invés de julgar em termos de lógica ou eficiência.

Sensação: percepção cs
o Enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos.
o Reporta-se ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência.
Tende a responder à situação vivencial imediata, e lida eficientemente com todos os tipos de crises e emergências.
o Trabalha melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos.
Intuição
o As implicações da experiência (o que poderia acontecer, o que é possível) são mais importantes para os intuitivos do que a experiência real por si mesma.
o Processa informações muito depressa e relaciona, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata.

Sincronicidade
o "Cada um desses indivíduos - esquizofrênicos ou marginais de vários gêneros - possui suas peculiaridades, mas todos têm contato íntimo com as forças naturais, brutas, virgens do inconsciente. Que hajam configurado visões, sonhos,vivências nascidas dessas forças primígenas, eis um dos mistérios maiores da psique humana."

Alfred Adler ( 1870 -1937)
Também questionou a teoria sexual de Freud;
Enfatizava a unidade da personalidade além da força inata e dinâmica para atingir um grande objetivo
Sentimento de inferioridade como motivador para a vida - busca de superação;
Complexo de inferioridade: indivíduo incapaz de enfrentar os problemas da vida - resultado de excesso de mimo ou rejeição.

Ordem do nascimento:
Primeiro: inseguro e hostil
Segundo: ambicioso, rebelde e ciumento
Terceiro ou caçula - mimado e predisposto a problemas comportamentais

PSICOLOGIA HUMANISTA

A terceira força
Surge na década de 60 nos EUA;
Desejo de suplantar as duas maiores forças da psicologia - o behaviorismo e a psicanálise;
Enfatiza o poder do homem, as aspirações positivas, a experiência consciente, o livre-arbítrio, a plena utilização do potencial e a integridade da natureza humana.

Influências
Críticas ao reducionismo e ao mecanicismo;
Abordagem gestáltica da consciência como um todo;
Teóricos dissidentes da psicanálise, como Adler - queixas contra o determinismo psíquico;
Sentimento de descontentamento contra o materialismo da cultura ocidental;
O movimento "hippie";

A natureza da Psicologia Humanista
_ O foco no comportamento manifesto é desumanizador - visão reducionista do humano;
_ Oposição à forma como a consciência era minimizada na psicanálise;
_ Críticas aos estudos exclusivos das patologias;
_ Ênfase na saúde e nas qualidades positivas do ser humano.

Principais autores do Humanismo
Abraham Maslow (1908 - 1970)
Carl Rogers (1902 - 1987)

Abraham Maslow (1908 - 1970)

Foi aluno de Titchener - achou o curso desanimador - "não tinha nada a ver com as pessoas";
Interessou-se pelo behaviorismo watsoniano;
Conheceu e admirou os psicanalistas e psicólogos da Gestalt fugidos da Alemanha;
Acabou sendo isolado pela comunidade behaviorista;
Tornou-se celebridade na década de 60 - herói da contracultura.

Pirâmides das necessidades
a) Necessidades fisiológicas: necessidades vegetativas relacionadas com a fome, o cansaço, o sono, o desejo sexual etc. - necessidades que dizem respeito à sobrevivência mais imediata do indivíduo e da espécie, constituindo pressões fisiológicas que levam o indivíduo a buscar ciclicamente a sua satisfação.
b) Necessidades de segurança: levam o indivíduo a proteger-se de qualquer perigo real ou imaginário, físico ou abstrato. A procura de segurança, o desejo de estabilidade, a fuga ao perigo, a busca de um mundo ordenado e previsível são manifestações dessas necessidades de segurança. Como as necessidades fisiológicas, as de segurança também estão relacionadas com a sobrevivência do indivíduo.
c) Necessidades sociais: relacionadas à vida associativa do indivíduo com outras pessoas. A ação e a participação levam o indivíduo à adaptação social, às relações sociais e mesmo às ações conjuntas de cidadania.
d) Necessidades de estima: relacionadas ao ego. Orgulho, auto-estima, auto-respeito, progresso, confiança, necessidades de reconhecimento, apreciação, admiração etc.
e) Necessidades de auto-realização: relacionadas com o desejo de cumprir a tendência que cada um tem de realizar seu potencial (auto-desenvolvimento, auto-satisfação).

Carl Rogers (1902 - 1987)
Nasceu em Chicago (EUA);
Sentiu-se reprimido pelos pais durante toda a infância;
Phd em psicologia clínica e educacional;
Pela sua história de vida, convenceu-se de que as pessoas deveriam dar rumo às próprias vidas com base em suas interpretações pessoais dos acontecimentos.

Experiência
Jovens com questões de ajuste, inteligentes e comunicativos;
Não tratou jovens com distúrbios emocionais graves.

Força motivadora da personalidade
Atenção positiva: amor incondicional da mãe pelo bebê.

Pessoas saudáveis
Mente aberta para aceitar qualquer tipo de experiência e novidades;
Capacidade para se orientar pelos próprios instintos e não pelas opiniões ou razões de outras pessoas;
Senso de liberdade em pensamento e ação;
Alto grau de criatividade;
Necessidade contínua de maximizar o seu potencial.

Psicoterapia centrada na pessoa
Apesar de não ter se tornado uma escola de pensamento, contribuiu para a Psicanálise e a Psicologia Cognitiva;
A função do terapeuta não é diagnosticar e tratar, mas criar uma atmosfera saudável.

Atributos do terapeuta
Ser autêntico, estar saudável emocionalmente;
Ter um olhar positivo incondicional - aceitar o valor da pessoa pelo simples fato de ser um humano;
Ter empatia: tentar compreender como o outro vê as coisas. Esta compreensão nunca será total, mas deve ser sempre buscada;
"Todas as razões nos levam a supor que a relação terapêutica é apenas um exemplo de relação interpessoal (...). Podemos levantar a hipótese de que, se os pais criarem com os filhos uma atmosfera psicológica como a que descrevemos, esses filhos se tornarão mais centrados em si mesmos, mais socializados e mais maduros."

A PSICOLOGIA APLICADA AO PROFESSOR
Dr. Francisco de Assis Fernandes do Nascimento

Introdução
Como já sabemos, os professores são agentes de transformação social através do processo educacional. Eles são formadores de consciência e opinião.

Não só isso, os professores são de fato educadores. Eles não só transmite informação; não só instrui, educa.

Diante das muitas afirmações, vemos a importância do equilíbrio psíquico nos professores para que os mesmos possam corresponder aos grandes desafios e os esforços exigidos na execução de sua tarefa.

Mas diante do eu foi dito, necessitamos de dados para justificar o tema. Para tanto apresentamos o seguinte dado:

Levando em consideração a situação do professor no mundo, podemos constatar que na área de saúde, conforme a OIT – Organização Internacional do Trabalho, em termos de doença ocupacional adquirida em decorrência do exercício da profissão, os professores sé perdem para os mineiros, enquanto categoria profissional, incluindo aí desde alergia a giz, calos nas cordas vocais, varizes, gastrite, labirintite, reumatismo, estafa, stresse, neuroses diversas e esquizofrenia.

Em São Paulo, o serviço de atendimento médico e hospitalar indicam que a Secretaria de educação é, em relação ao número de funcionários que tem, uma das que mais se utilizam desses serviços.

As neurose, ansiedade, depressão e esquizofrenia afastam em média, 33 professores, por dia letivo, das salas de aula.

Ou melhor, o professor mais do que ninguém deve cuidar de sua saúde.

Mas, não só isso, tudo o que o professor realiza dentro da sala de aula requer dele uma postura psicológica equilibrada, pois do contrário, ele esbarra em dificuldades que comprometerão suas tarefas educativas.

Quando abordamos o tema “psicologia aplicada ao professor” temos que lançar da Psicologia, bem como de outras ciências afins, a saber: psiquiatria e psicanálise.

A Psicologia trata em geral do comportamento do professor para consigo mesmo, para com o educando e para com o processo educativo.

A Psiquiatria trata das doenças orgânicas, as chamadas doenças estruturais, como: depressão severa, psicoses (esquizofrenia) e outros transtornos.

A Psicanálise trata das doenças não orgânicas, as chamadas doenças não estruturais, como as neuroses. A neurose pode assumir diversas formas clínicas, como a neurose de angústia, a neurose histérica, a neurose fóbica e neurose obsessivo-compulsiva.

Abordaremos o tema sugerido seguindo em termos gerais, as partes citadas, visando um melhor aproveitamento da matéria.

TRAÇOS DE PERSONALIDADES DOS PROFESSORES

AS BASES PARA AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES
Fazendo um resumo das bases que ajudam numa avaliação geral dos professores, temos os seguintes itens:

PRIMEIRO, CAPACIDADE NA ÁREA DE CONTEÚDO – DOMÍNIO DE CONTEÚDO
• Escolaridade em geral, medida pelos certificados de conclusão de cursos;
• Pontos obtidos em testes de conteúdo;
• Habilidade na leitura;
• Cultura geral básica.

SEGUNDO, CAPACIDADE NO USO DE TÉCNICAS – USO ESTRATÉGIAS E METODOS
• Habilidade geral no uso das técnicas de instrução escolar;
• Habilidade no relacionamento aluno x professor;
• Habilidade na organização do material educacional;
• Conhecimento das práticas e técnicas profissionais.

TERCEIRA, CAPACIDADE EMOCIONAL - PERSONALIDADE EQUILIBRADA
• Habilidade em lidar com conflitos;
• Habilidade para compreender as dificuldades sociais;
• Personalidade agradável;
• Personalidade amistosa.

QUARTA, CAPACIDADE PARA IDENTIFICAR FATORES PSICOLÓGICO – CONHECIMENTO DE PSICOLOGIA
• Habilidade para diferenciar as várias personalidades, bem como as varias escolas psicológicas;
• Habilidade para conhecer os transtornos psíquicos;
• Habilidade para perceber as diferenças psíquicas existentes em sua classe;
• Conhecer a si mesmo.

TRAÇOS DO BOM PROFESSOR
• Muitos são os traços que identificam os bons professores, vejamos:
• Conhecimento da matéria;
• Habilidade de ensino;
• Explica as lições com clareza; dá exemplos e ajuda os alunos;
• Capacidade para acompanhar o progresso dos alunos;
• Tem senso de humor; é alegre e feliz;
• Tem voz agradável;
• Vestem-se bem;
• É humano e amistoso;
• Interessa-se pela vida do aluno e procura compreendê-lo;
• Desperta a vontade de trabalhar;
• Impõe respeito; é rigoroso;
• Imparcial, não tem maior predileção por este ou por aquele aluno;
• Não é resmungão, rabugento, mal humorado;
• Tem uma personalidade agradável: é paciente, bondoso e simpático;
• É justo nas notas e promoções, aplicando testes adequados.

TRAÇOS DO MAU PROFESSOR
• Muitos são os traços que identificam os bons professores, vejamos:
• Mal humorado, rabugento;
• Não planeja a lição, não explica e nem ajuda o aluno;
• Parcial, só chama os seus prediletos;
• Arrogante, superior, faz que não conhece o aluno fora da escola;
• Intolerante, mesquinho, rigoroso demais;
• Injusto nas notas;
• Faz provas inadequadas;
• Trata os alunos aos gritos;
• Não tem consideração pelos sentimentos do aluno;
• Não se interessa pelos alunos; não os compreende;
• Não controla a classe;
• Não sabe manter disciplina;
• Fala muito de si;
• Conversa demais tendo em vista ganhar tempo.

COMO OBTER SUCESSO NO MAGISTÉRIO
Existem duas leis básicas eu devem ser respeitadas pelos professores, a saber: A LEI DO EGOCENTRISMO E A LEI DA INDUÇÃO

A LEI DO EGOCENTRISMO = leva em conta que cada aluno, em especial a criança é o centro do seu próprio mundo de experiência e ação;

A LEI DA INDUÇÃO = leva em consideração o comportamento de uma pessoa e tende induzir o comportamento correspondente em outras.

O CONTEUDO DA LEI DO EGOCENTRISMO (EU COMO CENTRO)
O que os professores devem colocar em prática no seu dia a dia:
• Mostrar respeito pelo aluno;
• Dar responsabilidade ao aluno;
• Indaga ao aluno se ele ajuda na solução dos seus problemas;
• Admite os naturais enganos do estudante;
• Ser generoso;
• Ajudar o educando a manter o seu amor próprio;
• Permitir perguntas em suas aulas;
• Exigir somente o que é certo;
• Levar os alunos a se interessarem pelo que ele se interessa;
• Manter a disciplina com a sua sabedoria e não com ameaças e punições.

O CONTEÚDO DA LEI DA INDUÇÃO (PERCEPÇÃO INDUTIVA)
O que os professores devem colocar em prática no seu dia a dia:
• Estudar a si mesmo e aos outros;
• Ser honesto, sincero, carinhoso, interessado e perseverante;
• Estar sempre agindo e exigindo ação;
• Comandar os alunos apenas em último caso, pois eles devem ir aprendendo a se dirigir;
• Só fazer alusões a homens e mulheres quando puder extrair algo de prático para a formação moral e social dos alunos.

OUTRAS COISAS QUE DEVEM SER OBSERVADAS ALÉM DAS LEIS JÁ APRESENTADAS
• Conhecer algumas coisa da história e da situação presente das crianças e de sua classe;
• Observar acuradamente as necessidades, interesses e valores dos alunos;
• Trocar impressões sobre seus alunos com os demais professores cultos, a fim de obter dados objetivos sobre as dificuldades dos alunos.

OS TRANSTORNOS MAIS COMUNS ENTRE OS PROFESSORES
• Ansiedade
A síndrome e o transtorno orgânico de ansiedade são caracterizados por ataques de pânico ou ansiedade generalizada proeminentes e recorrentes, atribuíveis a algum fator orgânico claramente definido.

Vários estimulantes do sistema nervoso central podem causar ansiedade maçiça. Uma ampla classe de drogas simpatomiméticas, como adrenalina, noradrenalina, anfetaminas, cafeínas e cocaína, estão incluídas neste grupo. Outras drogas como atropina e escopolamina, podem causar excitação devida à idiossincrasia ou à administração da droga para pessoa com dor.

A ansiedade também pode ser causada por hipertireoidismo, hipotireodismo, hipoparatireodismo e deficiência de vitamina B12.

As características da ansiedade em geral são parecidos com transtornos de pânico e de ansiedade generalizada.

A presença de ansiedade crônica ou paroxística deve levar o clínico a suspeitar de uma etiologia orgânica. Ataques paroxísticos de hipertensão sugerem feocromocitoma, e, tais casos, são encontrados níveis elevados de catecolaminas urinárias.

A experiência persistente e duradoura de ansiedade pode ser extremamente incapacitante, inerferindo em todos os aspectos do funcionamento – social, ocupacional e psicológico.

No entanto, é bom que se diga que a ansiedade, como sintoma, está associada com muitos transtornos psiquiátricos.

• Neuroses
A vida mental de cada ser humano funciona através da integração de uma atividade cerebral consciente e uma atividade inconsciente. A parte inconsciente pode expressar-se na parte consciente através dos sonhos, dos atos falhos e dos sintomas ansiosos e neuróticos.

Estes sintomas decorrente de uma interação entre as três estruturas ou componentes psíquicos do ser humano, conforme a formulação criada por Sigmund Freud: o ID, o EGO e o SUPEREGO.

O comportamento animal instintivo de sobrevivência individual (agressividade e nutrição) e da espécie(reprodução sexuada) são representadas pelo ID, o qual é regulado ou controlado pelo EGO, que exerce uma função reguladora ou de síntese e expressão psíquica. O ID e o EGO organizador atuam sempre em interação com as exigências elaboradas por uma estrutura crítica e censora, representada pelo SUPEREGO, formado a partir do aprendizado e solicitações da realidade externa.

O EGO executa a difícil tarefa de conciliar os impulsos e desejos dos instintos (ID), das proibições (SUPEREGO), formado a partir do aprendizado e solicitações da realidade externa. Toda pessoa normal tem conflitos intrapsíquicos e utiliza-se de mecanismos de defesa para se adaptar e se proteger da ansiedade e da angústia. Estas são um produto inevitável do processo pelo qual uma pessoa aprende a ser membro da sociedade.

O fato de que o ser humano possa sentir medo permite que este aprendizado ocorra. É neste processo que a ansiedade ocorre. Apenas quando se torna grave a ponto de ser incapacitante ou não tem causa determinante ou identificada, uma intervenção clínica está indicada.

O mesmo é válido para outros mecanismos de defesa como dor, febre, inflamação e resposta imunológica.

A neurose ocorre quando os conflitos do interior psíquico se tornam exagerados e descompensam devido a insuficiência ou inadequação dos mecanismos de defesa. Os sintomas decorrem de e representam os conflitos entre o(s) desejos(s) e a(s) defesa(s).

A neurose pode assumir diversas formas clínicas, como a neurose de angústia, a neurose histérica, a neurose fóbica e neurose obsessivo-compulsiva.

O estresse, o medo e a ansiedade tendem a interagir no ser humano. Os principais componentes da ansiedade são psicológicos, como a tensão, o medo, a dificuldade de concentração, a apreensão, e somáticos, como taquicardia e palpitações, a sudorese, os tremores.

Outras manifestações orgânicas podem ocorrer, particularmente gastrointestinais (diarréia) e respiratórios(dispnéia). Fadiga e distúrbios do sono são queixas comuns e as manifestações devido a uma maior atividade simpáticomimética servem para estabelecer um sistema de retroalimentação positivo para aumentar a ansiedade. Esta ansiedade pode ser aguda ou crônica e mesmo incapacitante.

Quando os mecanismos de defesa atuam de forma intensa, a expressão da ansiedade ocorre através de fobias, reações de conversão, estados de dissociação, obsessões e compulsões.

Muitas pessoas apresentam um quadro transitório de ansiedade, particularmente nos fins de semana, devido à falta de uma estrutura psicológica, que teme e fica insegura com a solidão ou o tédio. Isto é comum com pessoas que ficam desempregadas ou aposentadas quando ainda ativas e dinâmicas.

• Depressão – Distúrbios do humor
As depressões representam a área mais importante dos chamados transtornos afetivos (qualificados mais recentemente como distúrbios do humor), conceito em que se incluem os transtornos mentais caracterizados por uma alteração significativa do estado de ânimo, primordialmente composta de depressão e ansiedade, mas também manifestada como euforia e excitação.

Os transtornos depressivos são, junto com os estados de angústia, as alterações mentais mais prevalentes na população geral, e constituem um dos principais problemas de saúde pública.

Os transtornos depressivos devem ser distinguidos dos sentimentos transitórios de tristeza ou infelicidade que todo mundo pode sofrer durante sua vida em relação com fracassos pessoais, acontecimentos desagradáveis ou infelizes.

A depressão clínica é de maior severidade e duração do que estes episódios transitórios. Trata-se de uma tristeza profunda, encarnada no corpo, que o enfermo experimenta como algo que parte de suas próprias entranhas.

Os indivíduos afetados por uma enfermidade depressiva não se recuperam, apesar da passagem do tempo, e desenvolvem sintomas específicos que se manifestam em seus sentimentos, condutas e pensamentos.

A depressão se caracteriza por um estado de ânimo dominado pela tristeza e pelo desânimo. O deprimido se sente desesperançado, desanimado, descoroçoado, incapaz de desfrutar das coisas que o cercam. Perde o interesse pelo meio ambiente e fica difícil concentrar-se. Algumas vezes, o estado de ânimo predominante não é a tristeza, mas a disforia, mostrando-se os pacientes irritáveis, preocupados, temerosos, frustados e com sensação de desassossego interior.

Em casos extremos, alguns pacientes relatam uma incapacidade para reagir afetivamente com o meio ambiente, o que é chamado de “sentimento da falta de sentimentos”.

Com freqüência o paciente apresenta flutuações em seu estado de ânimo ao longo do dia. Nos casos mais manifestos desta ritmicidade, o paciente se levanta sentido-se muito deprimido, desesperançado e lento, para ao longo do dia ir melhorando em seu estado de ânimo.

A alteração do sono é comum dos quadros depressivos, sobretudo a insônia. Esta pode manifestar-se numa dificuldade em conciliar o sono ou num sono interrompido por vários despertares durante a noite.
Em um grande número de casos o enfermo deprimido apresenta uma diminuição do apetite e, embora não tão freqüentemente, perda de peso.

Outro sintoma característico da depressão é o cansaço, a dificuldade inclusive para realizar as tarefas mais simples, chegando alguns enfermos a descuidar de seu asseio pessoal.

• Esquizofrenia
A esquizofrenia é uma enfermidade relativamente freqüente que afeta mais ou menos 1% da população. Caracteriza-se principalmente pela desorganização mental a que dá lugar(de fato, o termo esquizofrenia significa divisão da capacidade mental) e cursa geralmente com várias manifestações ou episódios que voltam a se tornar agudos, que em alguns casos provocam um verdadeiro estrago mental.

A esquizofrenia é uma enfermidade de começo juvenil que, por sua tendência à cronicidade, produz um importante sofrimento tanto no paciente como em seus familiares. Constitui também um problema sanitário de grande envergadura, com importantes implicações econômicas.

Na verdade, a enfermidade não é fácil de definir, e hoje em dia se tende a falar de esquizofrenias, no plural, em vez de empregar o termo singular, o que expressa seu enfoque como um grupo heterogêneo de transtornos em relação com sua etiologia, manifestação clínica, prognósticos e resposta ao tratamento.

Para muitos especialistas a esquizofrenia pode consistir em uma só doença ou pode incluir muitas doenças com causas diferentes.

O indivíduo com esquizofrenia crônica(contínua ou recorrente) freqüentemente não recupera integralmente suas funções normais e necessita, em geral, de tratamento a longo prazo, o que inclui medicamentos para controlar sintomas.

CAUSAS DOS TRANSTORNOS MENTAIS ENTRE PROFESSORES
• Dentre as muitas causas dos transtornos mentais entre os professores podemos destacar os seguintes:
• Dificuldade financeiras (Falta de dinheiro, salário baixo, muitos filhos para manter);
• Dívidas contraídas (empréstimo, gatos imprevisto, etc);
• Doenças sérias entre parentes ou amigos, inclusive morte;
• Progresso insatisfatório dos alunos, que provoca o sentimento de inferioridade e impotência;
• Problemas de saúde (úlcera, etc);
• Vida de solteiro, sem a normais relações familiares, principalmente as afetividades;
• Problemas de disciplina (discussão com um aluno, falta de colaboração da classe);
• Crítica de um superior;
• Perda de posição;
• Vida de casado frustada, infeliz ( que muitas vezes leva a uma solução irreal, ao vício, etc)
• Questões religiosas (intolerância e pressões religiosas as vezes da liderança da escola, outras vezes dos alunos, outra vezes dos pais)

Conclusão
Para concluir o assunto deixamos claro que os professores mais do que nunca deve levar em consideração os conhecimentos da psicologia para melhor desempenhar suas atividades.

A psicologia não só pode se aplicada aos professores, como também aos alunos, visando o melhor desempenho do processo educacional.

Os professores jamais devem esquecer de cuidar de sua saúde mental, pois pior pode ser evitado.

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