terça-feira, 4 de novembro de 2014

DROGAS (INCLUINDO O ÀLCOOL) & OS TRANSTORNOS MENTAIS

 
Os transtornos ou doenças mentais causadas pelo uso de drogas são vários, incluindo aqui o uso do álcool que é uma droga, queiramos ou não.

Para começar o próprio uso da droga, incluindo o álcool já que é uma dependência já é classificada como uma doença mental e/ou transtorno mental que tem influência generalizada em todo o organismo do ser humano.

Mas não só isso, além da dependência que já ser uma enfermidade mental, por si só, ela também atraem outras enfermidade mentais, físicas e orgânicas, que poderiam ser evitadas caso a pessoa fosse fizesse abstinência.

O certo é não fazer uso de drogas, incluindo o abuso do álcool, pois além dos prejuízos na vida acadêmica, profissional, social e familiar, sem contar que o uso prolongado dessas substâncias pode causar câncer na cavidade oral, esôfago, faringe, fígado e/ou vesícula biliar; hepatite, cirrose, gastrite, úlcera, danos cerebrais, desnutrição, problemas cardíacos, problemas de pressão arterial, além de transtornos psicológicos.

Abordarei somente as enfermidades mentais que podem surgir a mais numa pessoa que já tem uma enfermidade mental que é a dependência química.

Vamos lá:
O que vou citar aqui vale para todo tipo de drogas, licitas e ilícitas, com um destaque pelo uso do fumo, que variantes menos intensas, mas prejudiciais também.

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas -  álcool - intoxicação aguda.
Estado consequente ao uso de uma substância psicoativa e compreendendo perturbações da consciência, das faculdades cognitivas, da percepção, do afeto ou do comportamento, ou de outras funções e respostas psicofisiológicas.

As perturbações estão na relação direta dos efeitos farmacológicos agudos da substância consumida, e desaparecem com o tempo, com cura completa, salvo nos casos onde surgiram lesões orgânicas ou outras complicações.

Entre as complicações, podem-se citar traumatismo, aspiração de vômito, delirium, coma, convulsões e outras complicações médicas.

A natureza destas complicações depende da categoria farmacológica da substância consumida assim como de seu modo de administração.

Estados de transe e de possessão na intoxicação por substância psicoativa.
Intoxicação alcoólica aguda. Intoxicação patológica. "Más viagens" (drogas).

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - uso nocivo para a saúde.
Modo de consumo de uma substância psicoativa que é prejudicial à saúde.

As complicações podem ser físicas (por exemplo, hepatite consequente a injeções de droga pela própria pessoa) ou psíquicas (por exemplo, episódios depressivos secundários a grande consumo de álcool).

Abuso de uma substância psicoativa.

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - síndrome de dependência.
Conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de uma substância psicoativa, tipicamente associado ao desejo poderoso de tomar a droga, à dificuldade de controlar o consumo, à utilização persistente apesar das suas consequências nefastas, a uma maior prioridade dada ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações, a um aumento da tolerância pela droga e por vezes, a um estado de abstinência física.

A síndrome de dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou o diazepam), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.
 
Alcoolismo crônico, Dipsomania, Toxicomania.

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - síndrome [estado] de abstinência.
 
Conjunto de sintomas que se agrupam de diversas maneiras e cuja gravidade é variável, ocorrem quando de uma abstinência absoluta ou relativa de uma substância psicoativa consumida de modo prolongado.

O início e a evolução da síndrome de abstinência são limitados no tempo e dependem da categoria e da dose da substância consumida imediatamente antes da parada ou da redução do consumo.

A síndrome de abstinência pode se complicar pela ocorrência de convulsões.

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - síndrome de abstinência com delirium.
Estado no qual a síndrome de abstinência se complica com a ocorrência de delirium.

Este estado pode igualmente comportar convulsões. Delirium tremens (induzido pelo álcool).

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - transtorno psicótico.
Conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o consumo de uma substância psicoativa, mas que não podem ser explicados inteiramente com base numa intoxicação aguda e que não participam também do quadro de uma síndrome de abstinência.

O estado se caracteriza pela presença de alucinações (tipicamente auditivas, mas freqüentemente polissensoriais), de distorção das percepções, de idéias delirantes (freqüentemente do tipo paranóide ou persecutório), de perturbações psicomotoras (agitação ou estupor) e de afetos anormais, podendo ir de um medo intenso ao êxtase.

O sensório não está habitualmente comprometido, mas pode existir certo grau de obnubilação da consciência embora possa estar presente a confusão mas esta não é grave. Alucinose.

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - síndrome amnésica.
Síndrome dominada pela presença de transtornos crônicos importantes da memória (fatos recentes e antigos).

A memória imediata está habitualmente preservada e a memória dos fatos recentes está tipicamente mais perturbada que a memória remota.

Habitualmente existem perturbações manifestas da orientação temporal e da cronologia dos acontecimentos, assim como ocorrem dificuldades de aprender informações novas.

A síndrome pode apresentar confabulação intensa, mas esta pode não estar presente em todos os casos.

As outras funções cognitivas estão em geral relativamente bem preservadas e os déficits amnésicos são desproporcionais a outros distúrbios.

Psicose ou síndrome de Korsakov, induzida pelo álcool ou por outra substância psicoativa ou não especificada.

Transtorno amnésico induzido pelo álcool ou por drogas.
Psicose ou síndrome de Korsakov não-alcoólica.

Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - transtorno psicótico residual ou de instalação tardia.
Transtorno no qual as modificações, induzidas pelo álcool ou por substâncias psicoativas, da cognição, do afeto, da personalidade, ou do comportamento persistem além do período durante o qual podem ser considerados como um efeito direto da substância.

A ocorrência da perturbação deve estar diretamente ligada ao consumo de uma substância psicoativa.

Tratamento
Os tratamentos para dependentes são bastante variados porque existem múltiplas perspectivas para essa condição.

Não se deve confundir o tratamento do alcoolismo com o tratamento apenas da síndrome de abstinência. O tratamento de dependentes químico é complexo, multiprofissional e longo dependendo da persistência do paciente e sua rede social de apoio para o processo de cura.

A maioria dos tratamentos geralmente preferem uma abstinência de tolerância zero; entretanto, alguns preferem uma abordagem de redução de consumo progessiva.

A efetividade dos tratamentos para dependentes químicos varia amplamente. Quando considerada a eficácia das opções de tratamento, deve-se considerar a taxa de sucesso daquelas pessoas que entraram no programa, não somente aqueles que o completaram.

Como o término do programa é a qualificação para o sucesso, o sucesso entre as pessoas que completam um programa é geralmente perto de 100%.

Também é importante se considerar não somente a taxa daqueles que atingiram os objetivos do tratamento, mas também a taxa daqueles que tiveram recaídas.

Psicoterapia
Pessoas que perdem o emprego e não conseguem arrumar outro por causa da dependência acabam entrando em um ciclo vicioso auto-destrutivo.

Após a desintoxicação, diversas formas de terapia em grupo ou psicoterapia podem ser usadas para lidar com os aspectos psicológicos subconscientes que são relacionados à doença da dependência quimica, assim como proporcionar a aquisição de habilidades de prevenção às recaídas como assertividade e técnicas de relaxamento mais saudáveis.

O aconselhamento em grupo através de ajuda mútua é um dos meios mais comuns de ajudar os dependentes a manter a sobriedades. Muitas organizações já foram formadas para proporcionar esse serviço, como os Alcoólicos Anónimos, etc.

A terapia cognitivo comportamental é feita individualmente, mas pode convidar familiares e amigos para participar caso o paciente aceite, e tem como objetivos.

• Desenvolver aprendizagem e prática de novos comportamentos substitutos para o comportamento de beber através de treinamento de habilidades intrapessoais (auto-identificação) e interpessoais (sociais);
• Ensinar estratégias de enfrentamento que podem ser usadas para lidar com situações de alto risco (internas e externas) que poderiam levar ao comportamento adictivo;
• Estabelecer estratégias gerais de mudanças no estilo de vida que ajudem o paciente a atingir seus objetivos acadêmicos, profissionais, sociais e familiares de forma mais eficiente;
• Desenvolver estratégias que favoreçam a manutenção do processo de mudança nos hábitos produzidos pelo tratamento.

Psicólogos cognitivos comportamentais também fazem planos emergenciais para uma variedade de situações de estresse que podem surgir de maneira inesperada e planejam com o paciente estratégias para resolvê-las.

Durante a terapia é comum que outros transtornos como fobia social, depressão maior, transtorno bipolar, hiperatividade, transtorno de personalidade limítrofe, transtorno de ansiedade generalizada, anorexia nervosa ou outro transtorno de humor, ansiedade ou alimentar sejam identificados como a causa do alcoolismo.
Postar um comentário