segunda-feira, 18 de junho de 2018

CONFLITOS NA ADOLESCÊNCIA


Quando falamos sobre conflitos na adolescência precisamos compreender os termos, a saber:

CONFLITOS E ADOLESCÊNCIA
Conflitos
O conflito surge quando há a necessidade de escolha entre algumas situações que podem ser consideradas incompatíveis. Todas as situações de conflito são antagônicas e perturbaram a ação ou a tomada de decisão por parte da pessoa ou de grupos.

Kurt Lewin define o conflito no indivíduo como:

"a convergência de forças de sentidos opostos e igual intensidade, que surge quando existe atração por duas valências positivas, mas opostas (desejo de assistir a uma peça de teatro e a um filme exibidos no mesmo horário e em locais diferentes); ...”
“ou duas valências negativas (enfrentar uma operação ou ter o estado de saúde agravado);...”
... ou uma positiva e outra negativa, ambas na mesma direção (desejo de pedir aumento salarial e medo de ser demitido por isso".
(Kurt Lewin)

Como estamos falando de um Conflito que acontecer durante o desenvolvimento do ser durante a passagem de uma faixa etária, entende-se:

Choque de duas grandes forças antagônicas, "que podem ser exteriores ao indivíduo (conflito entre indivíduo e sociedade);...”
“ou intrapsíquicas (forças conflitantes do interior do indivíduo que se dão, por exemplo, entre os impulsos de separação, individuação e autonomia e os impulsos de integração, comunhão e submissão".
(Salvatorre Maddi)

Logo, o termo “Conflito” empregado, indica um processo de adaptação de um ser a uma determinada faixa etária.

Adolescência
Adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta.

Caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, orgânica, mental e social - e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamentos e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto, havendo divergências quanto a idade exata, por questões culturais e de legislação, no entanto, aceita o período da adolescência entre 12 – 18 anos.

Portanto, vamos focar na adolescência e nos conflitos próprios dessa faixa etária.

CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÕES DA ADOLESCÊNCIA
As definições dependem de diferentes critérios, a saber:

Critério cronológico
Adolescência é um período da vida humana que se estende dos 10-12 aos 20-21 anos.

Critério do desenvolvimento físico
Etapa da vida compreendida entre a puberdade e a idade viril; período de transição durante o qual o jovem ou a jovem se tornam adultos.

Critério sociológico
Período da vida de uma pessoa durante o qual a sociedade em que vive deixa de encará-lo como criança e não lhe confere plenamente os status, papéis e funções de adultos.

Critério psicológico
Período de extensa reorganização da personalidade, que resulta de mudanças no status bio-social entre a infância e a idade adulta.

CARACTERÍSTICAS DA ADOLESCÊNCIA
As características variam, no entanto a maioria aponta para uma fase de conflito, portanto, não existe uma obrigatoriedade para que isso seja um fato em todos os adolescentes.

Vejamos algumas características:

1. Alterações morfológicas, que levam o jovem a certa desorientação a respeito de sua aparência;
2. Alterações dos sentimentos vitais, com bruscas mudanças do humor e instabilidade resultantes da falta de base cenestésica e hormonal sólida;
3. Erotização do campo de consciência e procura do complemento, isto é, do companheiro de sexo oposto;
4. Busca ansiosa do mistério da vida e da morte, com preocupação crescente pelo futuro;
5. Independência ou desmame psicológico do lar, marcada por oposição e negativismo;
6. Fixação do papel social  profissional: planificação da vida, escolha de estudos e/ou profissão, distrações, etc.

NORMAL X ANORMAL
Para Anna Freud, (psicanalista, filha de Freud) afirma que a adolescência  é um período de transtornos e rebelião e que as tensões e alterações devem ser consideradas normais e que ajustes interiores estão ocorrendo.

Aqueles que, durante a adolescência permanecem dóceis e submissos aos pais, são “bons filhos” normalmente exibem resistência em crescer e muitas vezes precisam de ajuda psicoterápica para remover restrições que os impedem a trilhar o caminho do desenvolvimento normal. 

TAREFAS EVOLUTIVAS
As tarefas evolutivas surgem em certo período da vida do indivíduo, cuja realização, se bem sucedida, conduz à felicidade e ao êxito em tarefas posteriores, enquanto o fracasso produz felicidade, desaprovação da sociedade e dificuldade na realização de tarefas posteriores.

AS PRINCIPAIS TAREFAS EVOLUTIVAS
1. Aceitar e aproveitar ao máximo o próprio corpo;
2. Estabelecer relações sociais mais adultas com companheiros de ambos os sexos;
3. Chegar a ser independente dos pais e de outros adultos, dos pontos de vista emocional e pessoal;
4. Escolha de uma ocupação e preparação para a mesma;
5. Preparação para o noivado e matrimônio;
6. Desenvolvimento de civismo;
7. Conquista de uma identidade pessoal, uma escala de valores e uma filosofia de vida.

As tarefas evolutivas citadas são lições que o adolescente deve necessariamente aprender dentro do período em que se encontra, dependendo disso o seu desenvolvimento de modo satisfatório.

TIPOS DE ADOLESCENTES
Tipo 1
Marcado por crises e conflitos e resulta em verdadeira mudança de personalidade: o adolescente, ao atingir a maturidade, vê-se a si mesmo como uma outra pessoa.

Tipo 2
Desenvolvimento envolve um processo lento, gradual, contínuo, de passagem pela adolescência; não ocorrem transformações básicas na personalidade.

Tipo 3
Caracterizado por autocontrole e autodisciplina, corresponde a um tipo de desenvolvimento do qual o próprio adolescente participa de modo consciente e ativo.

Outros
Extremamente dóceis à imposição do meio;
Extremamente rebeldes;
Mistos e intermediários.

A PSICANÁLISE E A ADOLESCÊNCIA
Apesar Freud, pai da Psicanálise não estudar tão profundamente a Adolescência, ele nos trás algumas contribuições que ajudam a entender a adolescência.

Para a Psicanálise a personalidade é constituída, basicamente, por impulsos inatos, positivos ou negativos, que levam o indivíduo a procurar satisfazer suas necessidades.

Freud também apresentou as fases do desenvolvimento psicossexual que serve de base para a personalidade humana, colocando a adolescência como FASE GENITAL, que vem após a FASE DE LATÊNCIA.

FATORES DO DESENVOLVIMENTO DA ADOLESCÊNCIA
Genético
Propriedades fisiológicas do ovo fertilizado.

Químico pré-natal
Influência nutritiva ou tóxica no ambiente uterino.

Químico pós-natal
Influência nutritiva ou tóxica: alimento, água, oxigênio, drogas, etc.

Sensorial, constante
Experiência pré e pós-natal normalmente inevitável para todos os membros da espécie.

Sensorial, variável
Experiência que varia de um membro da espécie para outro.

Traumático
Eventos físicos que tendem a destruir células: uma categoria de eventos “anormais” a que o animal jamais pode se expostos, ao contrário do que ocorre com os fatores 1 e 5.

DIVISÃO DA ADOLESCÊNCIA
Dos 10 aos 12 anos – Pré adolescência;
Dos 13 aos 15 anos – Adolescência Inicial;
Dos 16 aos 18 anos – Adolescência Média;
Dos 18 aos 21 anos – Última adolescência.

FONTES DE CONFLITOS NA ADOLESCÊNCIA
AS CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS DA ADOLESCÊNCIA
Para alguns estudiosos a adolescência é algo “normal anormal”, pois a pessoa nem é criança e nem é adulta. Vive um dilema entre a adequação e inadequação.

Vejamos as principais características psicológicas dessa fase etária:
Busca de si mesmo e da identidade;
Tendências grupais;
Necessidade de intelectualizar e fantasiar;
Crises religiosas;
Deslocamento temporal;
Evolução sexual do autoerotismo à heterossexual ou homossexualismo;
A curiosidade sexual pode levar os adolescentes a ter interesse pela masturbação, havendo em alguns casos o exibicionismo e voyeurismo;
Atitude social reivindicatória;
Contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta;
Separação progressiva dos pais;
Constantes flutuações do humor;
Desenvolvimento cerebral e suas reações.

OS PROBLEMAS DA ADOLESCÊNCIA
Os problemas da adolescência são devidos à própria personalidade do rapaz ou da moça, e ao ambiente, e emergem da forma como se estabelecem e são ou não satisfeitas as necessidades.

 As dificuldades estão relacionadas a:
Interesses hetero-sexuais;
Diminuição da masturbação;
Escolha de amigos;
Compreensão gradativa da maturidade física;
Emancipação do lar, que leva o adolescente a tomar decisões sem o controle dos pais e a ver nestes mais amigos que protetores;
Planejamento dos trabalhos e divisão do tempo para estudo, trabalho, esportes, namoro, diversão, etc;
Amadurecimento emocional, que vai permitir reações objetivas, menos inocentes, e que levam o rapaz ou a moça a eliminar medos e ansiedades infantis;
Estabelecimento de modos de encarar as críticas sem ressentimentos;
Amadurecimento social, que determinará o sentimento de segurança;
Habilidade em participar da vida social, integrar ou deixar de integrar um grupo;
Desenvolvimento do sentimento de tolerância em relação à família, professores, grupos sociais e indivíduos de raça, nacionalidade, religião ou classe social diferente da sua;
Início da independência financeira, que obriga o adolescente a avaliar suas capacidades e realizações, o treino vocacional e a escolha de uma carreira profissional;
Desejo de conhecimentos e aprimoramento de suas habilidades;
Dúvidas quanto à autoridade de que estão investidas as pessoas e as organizações;
Desenvolvimento de passatempos que não exigem muito esforço;
Dedicação aos esportes;
Filiação a um clube ou organização social;
Preocupação com o significado da vida;
Compreensão do lugar que ocupa no mundo e da importância da própria personalidade.

 RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS NA ADOLESCÊNCIA
Assim como os conflitos outros, para ter uma solução pacífica, necessitam de todos os meios possíveis de negociação das controvérsias, sendo  executadas com diplomacia, bons ofícios, arbitragem e conciliação, o mesmo acontece na resolução dos conflitos presentes na adolescência.

CONCLUSÕES
Os conflitos presentes na Adolescência devem ser vistos como algo natural e administrados como tal, pois os mesmos resultam das tentativas e tentativas do ser em se adaptar a nova faixa etária.

O conflito, no entanto, pode ter efeitos negativos como positivos, mas em certos casos e circunstâncias, como fator motivacional da atividade criadora.

O que teremos na fase adulta após a fase da adolescência, vai depender muito como cada ser lida com esses conflitos, ou melhor, como você vai lidar com os novos conflitos que vão surgir nas próximas faixas etárias, vai depender do equilíbrio que você encontrar, como encontrou ou não nas faixas anteriores.

No entanto, é bom que se diga, isso não depende só do individuo, do ser, mas de todo um conjunto consciente e inconsciente, material e imaterial; cerebral e mental, emocional e sentimental e até espiritual, em alguns casos.

O importante em tudo isso é o equilíbrio, o caminho do meio.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A IMPORTÂNCIA E OS BENEFÍCIOS DAS TERAPIAS COMPLEMENTARES/ALTERNATIVAS/HOLÍSTICAS


Antes de falarmos sobre a importância das terapias complementares, vejamos algumas definições para que possamos entender melhor o assunto.

TERAPIA COMPLEMENTARES X TERAPIAS ALTERNATIVAS X HOLÍSTICAS
Terapia = Método usado para tratamento de certa enfermidade;
Complementar = Complementa algo;
Alternativa = Possibilidade, caminho, escolha, opção, optação, preferência;
Holístico = Problema tratado como um todo.

TERAPIAS COMPLEMENTARES
Como o nome já diz são terapias que complementam, o termo é muito usado pelos profissionais médicos, deixando entender que as terapias outras complementam a Medicina Convencional.

O termo deixa entender uma dependência das terapias complementarem da terapia médica.

TERAPIAS ALTERNATIVAS
Como o nome já diz são terapias alternativas, ou melhor, fora da Medicina que podem ser usadas junto ou em conjunto com a terapia médica.

O termo deixa entender uma independência das terapias alternativas da terapia Médica.

TERAPIAS HOLÍSTICAS
Terapia holística é o nome dado a qualquer terapia que siga os princípios do holismo. 

Ou seja: que aborda o problema a ser tratado como um todo, não através de uma visão fragmentada do real.

RESUMINDO: Os termos medicina alternativa, complementar ou holística são comumente usados para descrever práticas médicas adversas da medicina convencional.

As terapias complementares, alternativas, holísticas são reconhecidas como MEDICINA PREVENTIVA.

A IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO
RESOLUÇÃO DO SUS
A importância do assunto se encontra no fato do SUS dispor atualmente das terapias complementares/alternativas para a população, hoje no total de 29, sendo que as últimas práticas foram anunciadas no dia 12 de março 2018.

As últimas práticas foram as seguintes:
Apiterapia 
Método que utiliza produtos produzidos pelas abelhas nas colmeias como a apitoxina, geléia real, pólen, própolis, mel e outros.

Aromaterapia
Uso de concentrados voláteis extraídos de vegetais, os óleos essenciais promovem bem estar e saúde.

Bioenergética 
Visão diagnóstica aliada à compreensão do sofrimento/adoecimento, adota a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos. Ajuda a liberar as tensões do corpo e facilita a expressão de sentimentos.

Constelação familiar 
Técnica de representação espacial das relações familiares que permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou membros da família.

Cromoterapia 
Utiliza as cores nos tratamentos das doenças com o objetivo de harmonizar o corpo.

Geoterapia
Uso da argila com água que pode ser aplicada no corpo. Usado em ferimentos, cicatrização, lesões, doenças osteomusuculares.

Hipnoterapia 
Conjunto de técnicas que pelo relaxamento, concentração induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado que permite alterar comportamentos indesejados.

Imposição de mãos 
Cura pela imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente. Promove bem estar, diminui estresse e ansiedade.

Ozonioterapia 
Mistura dos gases oxigênio e ozônio por diversas vias de administração com finalidade terapêutica e promove melhoria de diversas doenças. Usado na odontologia, neurologia e oncologia.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) dispõe de:

Ayurveda; Homeopatia; Medicina Tradicional Chinesa; Medicina Antroposófica; Plantas Medicinais /Fitoterapia; Arteterapia; Biodança; Dança Circular; Meditação; Musicoterapia; Natuterapia; Osteopatia; Reflexiologia; Keiki; Shantala; Terapia Comunitária Integrativa; Termalismo Social/Crenoterapia; Yoga; Apiterapia; Aromaterapia; Bioenergética; Constelação familiar; Cromoterapia; Geoterapia; Hipnoterapia; Imposição de mãos; Ozonioterapia; Iridologia.

RECOMENDAÇÃO DA OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE
As terapias integrativas são recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como prática terapêutica, além de ser fundamental na recuperação da saúde. 

Este modelo pode ser chamado também de medicina preventiva.

A IMPORTÂNCIA DAS TERAPIAS COMPLEMENTARES, ALTERNATIVAS OU HOLÍSTICAS
A importância das terapias complementares, alternativas ou holísticas se encontra naquilo que elas podem oferecer aos indivíduos e em especial à saúde da humanidade.

Citaremos alguns, a saber:
LEVA AS PESSOAS A CONHECEREM OUTROS MÉTODOS E TÉCNICAS ALÉM DAS QUE SÃO OFERECIDAS PELA MEDICINA CONVENCIONAL.
Existe por parte da população uma falta de informação e conhecimento sobre os métodos e as técnicas além das que são oferecidas pela Medicina Convencional atualmente.

Muitas pessoas ainda acha que os resultados obtidos pelas práticas complementares, alternativas e holísticas são mágicos. 

As terapias complementares, alternativas ou holísticas oferece uma oportunidade de mudar essa situação.

TRATA A PESSOA, O SER, EM VEZ DA ENFERMIDADE.
Na medicina convencional é comum confundir a pessoa com a enfermidade, trata-se os sintomas, mas não as causas e isso tem gerado uma geração de pessoas enfermas.

As terapias complementares, alternativas ou holísticas oferece uma oportunidade de mudar essa situação.

CONSIDERA O SER HUMANO COMO:
Um TODO. Um SER composto de Corpo, Mente e Espirito/Alma;
Um SER com energia que uma vez equilibrada pode gerar o bem estar;
Parte de um sistema, logo, parte do UNIVERSO;
Digno de ser tratado com total igualdade.

CAUSA A DESMISTIFICAÇÃO DOS MEIOS, MÉTODOS E TÉCNICAS, TIDAS COMO MÁGICAS E FENOMENAIS.
Os métodos e as técnicas oferecidas pelas terapias complementares, alternativas ou holísticas colaboram com a desmistificação dos resultados obtidos. 

Por incrível que pareça muitas pessoas ainda acham que os métodos e as técnicas das terapias complementares, alternativas e holísticas tem haver com o obscuro, oculto, mágico.

As terapias complementares, alternativas ou holísticas oferece uma oportunidade de mudar essa situação.

DIMINUI EM MUITO:
O consumo de remédio industrializado que tem causado inúmeras mortes e milhares de outras enfermidades;
O número de internamentos;
Despesas hospitalares e com profissionais da área de saúde que custam muito aos cofres públicos.

COMPLEMENTA AS LACUNAS DA MEDICINA MODERNA
Apesar do constante progresso, a medicina moderna ainda não conseguiu resolver muitos dos problemas que atingem o ser humano, por exemplo, doenças como as espondiloses, as periartrites degenerativas, as colagenoses e outras auto-imunes. 

As terapias complementares, alternativas ou holísticas oferece uma oportunidade de mudar essa situação.

OFERECE A OPORTUNIDADE DE A POPULAÇÃO REVER O HÁBITO DE CONSUMIR MEDICAMENTOS. 
Atualmente, o uso de drogas está se tornando abusivo, com frequentes intoxicações, sem que se consigam resultados terapêuticos ideais. 

O consumo de medicamentos tem causado inúmeros prejuízos a população brasileira, em especial, a medicação tida como controlada. Tudo isso em decorrências dos efeitos colaterais que quase toda medicação alopata trás para que usa esse tipo de medicação.

As terapias complementares, alternativas ou holísticas oferece uma oportunidade de mudar essa situação.

ABRE OPORTUNIDADES PARA NOVAS DESCOBERTAS NA ÁREA DA SAÚDE.
No momento que a Medicina Convencional se abre, ela desfruta de novas descobertas, bem como a confirmação de práticas milenares que até então não eram reconhecidas.

Os métodos e as técnicas das várias terapias complementarem, alternativas e holísticas colaboram para o progresso da medicina em todas as áreas.

OFERECE OPORTUNIDADES PARA NOVOS PROFISSIONAIS.
Há no Brasil uma carência de profissional na área de saúde, e em especial, devido o fato de que, a nossa população só tem valorizado o profissional médico, deixando de lado outros profissionais na área da saúde.

As terapias complementares, alternativas e holísticas oferece uma oportunidade de mudar a situação e tem mudado e muito, pois só no ano passado foram formados mais de 30 mil novos profissionais na área.

As terapias complementares, alternativas ou holísticas oferece uma oportunidade de mudar essa situação.

FOLGA O SISTEMA DE SAÚDE ATUAL.
O atual sistema do SUS é por demais cheio, basta ir a UPA, ao Pronto Socorro, Emergência, Urgência ou no qualquer hospital, que pode ser vista a quantidade de pessoas em busca de atendimento médico.

As terapias complementares, alternativas ou holísticas podem ajudar em muita folga e diminuir a fila de espera existente nos órgãos de saúde custeado pelo SUS.

COOPERA PARA O BEM ESTAR DA HUMANIDADE.
As terapias complementares, alternativas ou holísticas podem cooperar em muito para o bem estar da população, em especial, devido o fato de elas trabalharem o todo, o ser, não enaltecendo a enfermidade, trabalhando as causas, em vez dos sintomas.

CONCLUSÃO
No Brasil, ainda não há estatísticas oficiais, mas nos Estados Unidos, aproximadamente, 40% da população faz uso da medicina alternativa como complemento à medicina tradicional.

O que se espera é que em breve a mesma coisa esteja acontecendo no Brasil, pois existe uma grande necessidade que as terapias complementares, alternativas ou holísticas cheguem a todos os usuários do SUS.

Pois é um fato: as terapias complementares, alternativas ou holísticas não só são importantes, mas também trazem inúmeros benefícios às pessoas.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

COMPLEXO DE NAPOLEÃO: DEFINIÇÃO, SINTOMAS E COMO LIDAR COM PESSOAS QUE TEM O COMPLEXO


O termo Complexo de Napoleão é usado em Psicologia para designar aquelas pessoas que tem a ilusão egocêntrica de grandeza.

A origem vem dos livros de história, trata-se de Napoleão Bonaparte, imperador francês, que apesar de sofrer uma imensa derrota diante dos Russos volta França como se fosse o vencedor.

A ORIGEM DO TERMO
Conta a História que:
Napoleão Bonaparte saiu de Paris em 23 de julho de 1812 rumo a Rússia, como 500 mil soldados do total de 600 mil soldados da Grande Armada Francesa, com objetivo de derrotar os dois exércitos russos e incluir a Rússia na sua lita de territórios conquistados.

Napoleão Bonaparte chegou na Rússia em 14 de setembro, depois de três meses, com 100 mil soldados, perdendo 400 soldados ao longo do trajeto.

Napoleão Bonaparte regressou a Paris, na França, com menos de 10 mil soldados, isso em menos de um ano, perdendo quase meio milhão de soldado, no entanto Napoleão ainda declarou que sua campanha tinha sido vitoriosa e sua entrada em Paris teve toda a pompa e com honra de uma campanha miliar extremamente vitoriosa.

Napoleão Bonaparte mesmo um perdedor e derrotado declarou vitória sobre a Rússia, celebrando a derrota de Moscou.

Resumindo, Napoleão Bonaparte acreditou em sua realidade e não a realidade, mas na sua própria realidade, dai o nome: Complexo de Napoleão.

Não resta dúvida que a autoconfiança é logo bom, devidamente equilibrada, mas passando disso se torna algo prejudicial.

E é o que tem acontecido em nossos dias, muitas pessoas, organizações estão apostando suas economias da vida em um palpite e isso lhes tem custado caro.

A REALIDADE CO COMPLEDXO DE NAPOLEÃO NA ATUALIDADE
O complexo de Napoleão está presente  em  funcionários públicos, como políticos que encaram o povo e nega a verdade, acreditando que está acima da lei e que os fins justificam os meios.

Pode ser encontrado em jovens que não aceitam a realidade de que outra pessoa venceu a competição que tinham certeza de que ganhariam.

Em homens e mulheres que arriscam tido o que tem e perdem, porém não conseguem ver que essa perda está diretamente vincula a sua incapacidade de avalia a situação com objetividade em razão do excesso de autoconfiança.

Em pessoas outras que usam as redes de comunicação para ostentação, fazendo de conta que tudo anda as mil maravilhas e que estão tendo uma vida de sucesso de desenvolvimento, quando na realidade não desfrutam do básico para ter uma vida de qualidade.

O EXCESSO DE AUTOCONFIANÇA É O NÚCLEO DO COMPLEXO DE NAPOLEÃO
Quem tem excesso de autoconfiança costuma apresentar uma personalidade dominante e agressiva.

O comportamento dominante a agressivo se encontra presente em muitas carreiras e atividades consideradas atraentes hoje em dia, além de profissões mais tradicionais, como executivos de vendas e marketing.

Muitas vezes, as pessoas excessivamente autoconfiantes exercem um forte magnetismo e sempre parecem ter resposta para tudo.

No entanto, o excesso de confiança, que normalmente é o núcleo do complexo de Napoleão pode ser uma limitação e causar danos irreparáveis.

COMO PENSA, AGE E SE COMPORTA UMA PESSOA QUE TEM O COMPLEXO DE NAPOLEÃO
Pessoas que tem o Complexo de Napoleão normalmente pensam, agem e se comportam das seguintes formas:
·         Eu sou um dos principais fatores de sucesso e dos feitos realizados pelas equipes das quais participo;
·         Dificilmente vão encontrar alguém que tenha um desempenho tão bom quanto ao meu;
·         Quando tenho uma ideia nova, levo-a a diante e não peço conselhos aos demais para decidir o melhor rumo;
·         Não me preocupo muito com o que as pessoas pensam ou sentem com relação a mim;
·         Algumas pessoas às vezes me acham arrogante, mas eu simplesmente digo as coisas como são;
·         Eu realmente acredito nos meus palpites, mesmo quando os fatos não os confirmam;
·         Não é raro as pessoas me dizerem que parece que não dou ouvidos a elas;
·         Quando preciso admitir a culpa, aceito parte dela, mas enfatizo as falhas das outras pessoas;
·         Quando entro em discórdia com alguém, raramente paro e reflito de forma objetiva ou pergunto à outra pessoa exatamente de que forma contribui para o conflito;
·         Às vezes assumo um jeito de superioridade ao expressar minhas opiniões.

OS DANOS CAUSADOS PELO COMPLEXO DE NAPOLEÃO
Vejamos alguns:
O excesso de confiança de Napoleão impediu que ele percebesse a realidade do que estava fazendo.

Por exemplo: como é possível que alguém passe diariamente ao lado de milhares de homens mortos, cavalos abatidos e outros milhares morrendo de tifo e de fome, e ainda assim não perceber que algo está terrivelmente errado?

Concluindo: O excesso de autoconfiança é uma força que cega e pode ser fatal.

Além da cegueira o excesso de confiança leva a pessoa a não ouvir outras pessoas e a única voz que ainda lhe resta que é a sua própria voz, pois ela leva o individuo a ser solitário e ludibriador, sobretudo se a pessoa achar que sempre tem razão.

Napoleão não dava ouvidos a ninguém e nem precisava pois ele se considerava infalível.

Quando uma pessoa fica cega e surda para si e para os outros, tudo de ruim pode acontecer e é isso que acontece com pessoas que tem o complexo de Napoleão.

COMO LIDAR COM PESSOAS QUE TEM COMPLEXO DE NAPOLEÃO
Algumas dicas são importantes para que possamos lidar com pessoa com o Complexo de Napoleão, vejamos:
·       Mostre para a pessoa que você tem admiração pelo seu jeito de ser, pois afinal, a autoconfiança é importante para uma pessoa vencer as dificuldades normais do dia a dia, no entanto, o excesso pode ser prejudicial e é isso que você quer que a pessoa veja.

·       Use técnicas dando parecer que a ideia que você tem vem ou veio dela, como por exemplo: “Você disse isso um tempo atrás e eu estou desenvolvendo a ideia agora”.

·      Escute a pessoa, ouça o que ela tem a dizer, concorde e explique que você tem mais alguma coisa para ajudar a complementar a ideia dela.


sábado, 12 de maio de 2018

PREOCUPAÇÕES QUE CAUSAM PERDA DE TEMPO E ENERGIA.


Você sabia que existem pessoas tentam resolver problemas que não existem, dizendo histórias que nunca aconteceram e procurando soluções que elas não precisam?

Conta-se uma história...
“Um homem vai ao médico, pega um assento e começa a bater no joelho com seus dedos. Depois de um tempo, o paciente diz: “Doutor, dói quando eu bato no meu joelho com meus dedos desse jeito, olha!...”
O médico pergunta: “Não passou pela sua cabeça que se você parar de fazer isso, talvez pare de doer?” 
“Bem...”, o paciente pensou por um tempo e disse: “Mas qual o propósito de eu vir nessa consulta, então?”

Como psicanalista tenho testemunhado isso sempre, pessoas que estão preocupadas com coisas que não deveriam estar.

Vejamos alguns casos de problemas que, na verdade, não existem, mas a maioria das pessoas tem. 
Entretanto, elas não precisam tê-los.

1. FICAR PREOCUPADO COM O QUE OS OUTROS VÃO PENSAR.
Você não sabe, mas 99% do que você pensa sobre o outro, já que você não tem poder telepático, não influenciam quase nada o que as pessoas são e pensam. 

Lidar com problemas que estão fora do seu controle só causa frustração e isso pela simples razão de que você não pode controlar o que se encontra fora e não por causa do sofrimento real causado por tal questão.

Por exemplo, você imagina no que seu colega pensa de você, mas você o encontra uma vez por semana no máximo, não existe relacionamento profundo entre vocês e, na verdade, você nem se importa com ele. E ai? O que realmente você encontra de importante nisso?

Parafraseando o princípio de Pareto, 20% das pessoas na sua vida causam 80% da sua boa recompensa, ao passo que 1% dessas pessoas da sua vida é responsável por 99% das suas emoções negativas. 

E tem mais, o que existe de fato é um mecanismo de projeção: você imagina o que os outros pensam de você, sem perceber que isto é o que você pensa de si mesmo! 

É provado que se você está com medo, acha os outros mais perigosos do que eles realmente são, e se você é submisso, vai enxergar os outros mais dominadores do que eles realmente são. 

Isto quer dizer que o que você está fazendo, na verdade, é culpar os outros do que acha de si mesmo.

O que os outros pensam de você não é problema seu, e você pode controlar isso somente até certo ponto. 

Entretanto, na tentativa de fazer os outros pensarem bem de você, pode estar se enganando e perder uma coisa muito mais valiosa chamada ‘a imagem que você tem de si mesmo’. E isso sim é uma coisa que você pode controlar.

2. FICAR PREOCUPADO SE VAI SER ACEITO PELOS OUTROS
Provavelmente não, principalmente se você agir de uma forma longe de ser considerada normal.

Tentar ser aceito pelos outros, encontrar aceitação, amor ou conquistar alguém não vão te levar a lugar algum a não ser à perda de concentração e traição de seus ideais.

O mundo está cheio de pessoas diferentes. Algumas delas são particularmente resistentes a mudanças. 

Portanto, esperar aceitação de uma pessoa que é focada somente em suas crenças é perda de tempo e energia.

Existirão, também, pessoas que digam que você não é o que elas esperavam e que vão tentar lhe mudar até que você se encaixe no que elas consideram ideal. 

Maridos tentando mudar esposas ou esposas tentando mudar seus maridos – isso, geralmente, leva ao conformismo e lhe leva a viver uma vida que vai contra o seu jeito de ver as coisas. 

Na vontade de que outras pessoas gostem de você, inconscientemente você se torna uma pessoa comum, ordinária. O problema é que uma pessoa ordinária, sem uma personalidade distinta, não será lembrada. 

Se você foca nas coisas que tem que fazer na sua vida, para de viver para os outros e começa a viver sua própria vida, baseada na sua própria intuição. 

Além do mais, se suas ações entram em conflito com a cultura do meio em que você está, deve estar preparado para receber críticas e se você pudesse controlar tal coisa isso seria formidável, só que não pode.

Daí siga em frente seja o que você é sem esperar que seja aceito pelos outros.

3. FICAR FRUSTADO POR DESCOBRIR QUE O SEU COMPANHEIRO NÃO ERA COMO ELE PENSAVA QUE FOSSE.
Bem, ele ou ela nunca serão. 

Afinal, esta provavelmente não é a razão de você ter decidido estar com ele ou ela. 

São as diferenças entre você e seu parceiro que encorajam a evolução da relação e, sem elas, você ficaria entediado no mundo do relacionamento estável. 

Tentar mudar seu parceiro até que ele corresponda à imagem que quer que ele tenha, na maioria dos casos, leva a uma ou duas situações. 

A primeira é, infelizmente, quando você atinge seu objetivo. 

Neste caso, seu parceiro (ou parceira) muda mesmo sob pressão das suas expectativas e, na maioria das vezes, contra a vontade, então, ele ou ela não respeitam mais eles mesmos e deixam de ser atrativos pra você. 

A segunda situação é o conflito, porque o ego do seu parceiro ou parceira, mudado ao seu gosto, se rejeita e se ataca, ativando o mecanismo de defesa. 

Mudanças como esta são, a um certo nível, um ato de violência contra o que seu parceiro ou parceira entende por o que é ser aceitável ou não pra você, fazendo com que ele ou ela pense que agora sim é o parceiro perfeito pra você. Seu conceito é, no entanto, geralmente idealizado e inspirado em histórias de romance e contos de fadas contados por avós desapontadas com seus próprios maridos, ou inspirado na expectativa que seu parceiro lhe ame, assim como seu pai ama você. 

Entretanto, se você olhar através do olhar do seu pai, nenhum homem vai amar sua mulher da mesma forma que o pai dela a ama.

Igualmente, nenhuma esposa vai conquistar sua sogra se sua imagem sobre seu filho for distorcida. 

É mais maduro entender que as pessoas mudam quando elas nos veem como um exemplo de mudança sobre o que elas pensam e agem para, assim, agir e pensar diferente.

4. FICAR PREOCUPADO EM DESCOBRIR POR QUE AS PESSOAS FAZEM DETERMINADAS COISAS.
Você não consegue entender porque você não sabe quais motivos o levaram a ter essa atitude, sua vida pessoal, sua crença, seu jeito de ser e pensar. Se você não o faria, nunca saberá por que tal pessoa fez aquilo, especialmente se fazer aquilo vai contra sua visão sobre a vida. Serial Killers, como Henry Lee Lucas, culpam seus assassinatos pela condição de vida que tiveram. 

Outros (como Jeffrey Dahmer) culpam seus atos por uma carência que existe dentro deles mesmos ou pelo tempo passado na cadeia (Carls Panzram).

Racionalizar posteriormente, ou seja, pensar no que você acabou de fazer, permite sua mente inventar qualquer história convincente que sirva como explicação para sua ação (por exemplo, tentar explicar a você mesmo o porquê de estar comprando uma coisa que não precisa), embora você não esteja consciente desse processo. 

E, mais que isso, outras pessoas podem, talvez, não entender sua explicação. Isso é a mesma coisa que contar mentiras.

Todo mentiroso tem sempre uma explicação convincente da sua mentira e, mesmo eles sabendo disso, ainda acham que mentir é mais benéfico do que dizer a verdade. 

Qual é a conclusão? 

Você não entende sempre por que uma pessoa fez alguma coisa. 

Bem, você não precisa! É suficiente se você entrar em acordo com os fatos e responder a essas pessoas sem julgá-las.

5. FICAR PREOCUPADO EM SER UMA PESSOA QUE DEVERIA SER.
Você provavelmente nunca será este tipo de pessoa, mas isso é realmente um problema? 

O processo de evolução humana não terminou ainda, e quanto mais ambicioso você é, maior a discrepância entre o tipo de pessoa que você acha que pode ser e o tipo de pessoa que é. 

Sucesso é acompanhado de grandes problemas e, também, grandes ‘demônios’ para derrotar. 
Quanto mais inteligente você é, mais sente que estupidez machuca (nunca machuca se você é estupido, porque você só consegue perceber isso se for inteligente). 

Quanto mais você conhece seu potencial, menos tolera a indolência e mais quer alcançar seus objetivos. 

Perfeccionismo só confirma que “o máximo não é o ótimo” – o fato de você poder ir a 250km/h não significa que você deve dirigir sempre a essa velocidade. 

O tempo, por exemplo, pode lhe fazer baixar para 40km/h e, se essa for a velocidade ótima, será o melhor a se fazer.

Especialmente hoje em dia, quando o valor de uma pessoa é baseado em suas conquistas (diplomas, dinheiro e habilidades), é fácil cair na armadilha de se menosprezar e pensar “eu ainda não cheguei aonde quero chegar”. 

Sucesso assim é tóxico. 

Você vai achar saudável quando entender que ‘Eu sou bom e posso ser melhor’.

6. FICAR PREOCUPADO COM A RUINDADE EXISTENTE NO MUNDO.
Isto lhe fará se sentir frustrado, pois esse pensamento é baseado em dissonância cognitiva, ou seja, a diferença entre como você espera que as coisas sejam e como as coisas realmente são. 

O mundo é o que é. O ser humano está sempre num certo estágio de desenvolvimento de sua consciência e – dependendo do ponto de referência, pode ser tanto primitivo, quanto evoluído. 

Olhando sob a perspectiva do mundo atual, o costume de afogar as mulheres que eram suspeitas de bruxaria na Idade Média é primitivo. 

Similarmente, as futuras gerações não serão capazes de acreditar que uma vez o homem determinou seu valor baseando-se no seu número de bens materiais. 

A decomposição moral do mundo, na maior parte das vezes motivada pela cultura ou religião, pelo ‘bem’ ou pelo ‘mal’, leva a visões extremistas e falta de aceitação de uma certa ordem ou curso das coisas, o que deveria ser natural na evolução de cada espécie em cada estágio de desenvolvimento. 

O que era bom no passado não precisa ser bom agora, e o que é bom pra mim pode não ser bom pra você. 

A quantidade do que é bom é sempre proporcional à quantidade do que é ruim, e a vida é muito mais fácil se você basear menos sua vida em visões extremistas e mais em fatos, e se suas ações forem adequadas.

7. FICAR PREOCUPADO EM EVITAR OS PROBLEMAS.
Você não pode porque problemas são mais causados pelo seu cérebro do que pelo mundo exterior. 

Afinal, você não pode escapar de si mesmo. Não há tal estímulo no mundo que possa matar, mas uma pessoa motivada por suas ideias e conceitos é até capaz de tirar a própria vida. 

Por exemplo, apesar de o risco de morrer num acidente de avião ser de 1 em 11 milhões, o risco de ser morto por um tubarão ser de 1 em 3.7 milhões e o risco de morrer num acidente de carro ser de 1 em 5000, as pessoas tem mais medo de viajar de avião do que de carro. 

Os problemas são maiores na nossa imaginação do que na realidade e evitá-los lhe trará mais problemas do que encará-los. 

A estratégia de perder benefícios para eliminar problemas (por exemplo: “eu não vou viajar de avião para não morrer) não funciona e a quantidade de problemas na sua vida será sempre a mesma. 

Os pobres reclamam que não tem nenhum dinheiro, e os ricos tem medo de perder o deles. Uma modelo brasileira tem mais complexos do que um desdentado que mora embaixo da ponte, apesar de a qualidade de vida da modelo ser incomparavelmente melhor que a do pobre homem. 

Não importa quão rico ou pobre você é, o número de problemas na sua vida será sempre proporcional ao número de benefícios. É muito mais importante o modo como você conduz sua vida.

8. FICAR PREOCUPADO COM A IRRITAÇÃO QUE OS OUTROS LHE CAUSAM.
Não são os outros, mas seu pensamento de que eles deveriam ser isto ou aquilo e o tipo de pessoa que você queria que eles fossem. 

É por isso que você está irritado. Manias como “se a pessoa X pudesse mudar...” não vão levá-lo a lugar nenhum, porque X não vai mudar ou vai ser substituído por um Y que, no final, vai ser a mesma coisa. Mesmo se olharmos para as coisas estatisticamente, é mais fácil mudar o mundo do que mudar você mesmo. 

Não são os outros os responsáveis por suas reações emocionais, porque é seu julgamento sobre as ações delas que vai gerar certas experiências emocionais. 

Uma pessoa pode ficar comovida com o choro de uma criança e outra não (por achar que criança chorando é absolutamente natural nesta idade). Outra pessoa poderia até se sentir orgulhosa por seu filho saber já expressar suas próprias emoções. 

Ao invés de dizer: “X me irrita”, diga “a impressão que eu tenho daquela pessoa me irrita”, e assim você será capaz de controlar as coisas de novo. 

Os judeus já diziam: “Não seja o objeto das atividades do mundo, seja a causa delas”. Isto vai lhe ajudar a recuperar o controle que trará novamente para você o senso de responsabilidade.

9. FICAR PREOCUPADO POR QUE AS EXPECTATIVAS NÃO CORRESPONDEM A VIDA QUE LEVA.
E nunca corresponderá, a menos que você cuide dela. Reclamando, resmungando, culpando os outros pelas suas falhas, culpando os políticos por regerem mal o seu país, xingando seu chefe porque ele paga pouco, ficar contra Deus porque está em uma maré de azar na vida ou se revoltar com seus pais pela educação que lhe deram – tudo isso lhe faz fugir da responsabilidade da vida.

Se você não gosta dos políticos do seu país, entre para um partido político que o agrade. Se seu salário é muito baixo, arrume um novo emprego. 

Se você não gosta do seu país, deixe-o, etc. 

Você é a única pessoa responsável pela sua vida e, se ainda não se deu conta disto, existem pouquíssimas pessoas no mundo que realmente se importam com você. 

Seus parentes diretos até podem, mas todos os outros seres vivos do planeta o veem como um corpo qualquer (um homem, uma mulher, um velho). 

Se você não retomar as rédeas da sua vida, outra pessoa o fará. Nunca se arrependa de fazer alguma coisa, mas sim de não fazer.

10. FICAR PREOCUPADO EM BUSCA DE RESPOSTAS PARA A PERGUNTA: POR QUE ISSO ACONTECE COMIGO?
Por que justo comigo? Por que minha esposa me deixou? Por que eu fui escolhido pelo câncer? 

Bem, de que maneira você gostaria que o mundo respondesse isso pra você? 

Se é da maneira Budista, tudo é determinado pelo tipo de pessoa que você foi em vidas passadas e isto é o Karma. Se é da maneira católica? Bem, é o que Deus reservou a você. 

De maneira intelectual? Porque isso é o efeito de uma certa causa. Lide com as coisas que você pode controlar e deixe o resto para o Buda/Deus/Karma/destino. 

A verdade é que certas coisas estão além do seu controle e você não tem ideia de como nem porque algumas coisas acontecem (por exemplo, a queda do avião da Malaysia Airlines). 

Talvez um dia você consiga a resposta. 

Mas até lá, você não pode controlar certas coisas. Se você desistir do seu senso de oposição e deixar que as coisas aconteçam, será capaz de se adaptar às novas situações mais rapidamente e agir de modo correto no futuro.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

CRIANÇAS QUE MORDEM: AS CAUSAS, COMO EVITAR E LIDAR COM AS SITUAÇÕES.


Quem não já sofreu em ver que seu filho ou filha foi mordido ou mordida na escola,  ou então, enquanto brincava com outras crianças?

Na verdade,  todo pai e toda mãe tem uma dor no coração, quando não, nasce uma vontade de tomar satisfação com a criança que mordeu seu filho ou tomar satisfação com os pais dessa criança.

No entanto, sabemos que este comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento normal dos pequenos (normalmente entre 1 ano e meio a 3 anos de idade). 

E nessa fase do desenvolvimento do comportamento infantil é normal a presença de chutes, mordidas, pontapés, dentre outros, que acabam sendo uma alternativa quando as crianças ainda não conseguem comunicar-se perfeitamente e possuem pouco controle sobre os impulsos, porém, têm uma vontade enorme de se tornarem independentes. 

Além disso, nessa fase a criança é egocêntrica e acredita que o mundo funciona e existe em função dela.

No entanto, todos nós, mesmo sabendo que apesar da agressividade faz parte do desenvolvimento de qualquer criança, não podemos ignorar e aceitar essas atitudes em nossos filhos, mesmo sendo normal nessa fase. 

Temos que mostrar à eles que agredir os outros não é algo admissível e ensiná-los outros jeitos de expressarem a irritação momentânea.

Vejamos alguns pontos importantes sobre o assunto:

AS RAZÕES PELAS QUAIS AS CRIANÇAS PODEM MORDER
São varias as razões pelas quais as crianças podem desenvolver o hábito de morder outras crianças, vejamos:

A CRIANÇA AINDA NÃO TEM AS HABILIDADES LINGUÍSTICAS:
Não possuem habilidades linguísticas necessárias para expressar necessidades importantes ou fortes sentimentos como raiva, frustração, alegria entre outros. 

Logo, o morder é uma substituição da linguagem que a criança não pode expressar. expressar.

A CRIANÇA PODE ESTAR SENDO OPRIMIDA OU SOFRENDO INFLUENCIA DO LOCAL ONDE ELA ESTAR INSERIDA:
O meio em que a criança habita pode estar oprimido a criança. Essa opressão pode ser interna e externa.

No que diz respeito ao lado interno a criança pode ter dificuldade de se habituar ao convívio social, pode ser extremamente egoísta e agressiva, fazendo com que a criança reaja de maneira não gentil para com as outras crianças.

Situações externas também podem influenciar a criança a ter o hábito de morder, como por exemplo, o excesso de sons ou níveis de luz inadequados, temperatura, quantidade de criança na sala, etc. Essas situações podem levar uma criança a ter um comportamento agressivo para com outras crianças, vindo dai o habito de morder.

A CRIANÇA SE ENCONTRA NA FASE DE EXPERIMENTAÇÃO:
Simplesmente para ver o que vai acontecer.

A CRIANÇA SE ENCONTRA NA FASE ORAL:
Explicada pela psicanálise por Sigmund Freud, a mordida é um dos mais primitivos estágios do desenvolvimento infantil, quando a criança acredita que o mundo funciona e existe por sua causa.

Dessa forma tudo que deseja precisa ser prontamente atendido, quando isso não ocorre: morde!

A CRIANÇA PODE ESTAR PASSADA POR PROBLEMAS EMOCIONAIS
Quando uma criança morde, pode ser um sinal de que esteja sofrendo algum problema emocional. 

Pode ser parte do desenvolvimento normal da criança morder de vez em quando, mas o morder persistentemente é um sinal de que a criança tem problemas emocionais ou de comportamento.

Enquanto muitas crianças brigam ocasionalmente com outras ou lhes batem, a agressão física frequente e/ou severa pode significar que a criança tem sérios problemas emocionais ou de comportamento que requerem uma avaliação e intervenção profissional.

A CRIANÇA PODE ESTAR QUERENDO SE DEFENDER
Em alguns caso a criança pode estar se defendendo diante do comportamento da outra criança que ela julga se ameaçador.

A CRIANÇA PODE QUERER CHAMAR A ATENÇÃO
Outra coisa que pode ser a causa e as vezes não é levada em consideração é que algumas crianças podem morder para chamar a atenção, dai o cuidado que os professores e cuidadores devem ter para dar atenção a todas as crianças em sala.

OUTROS FATORES:
Excesso de cansaço, início da dentição, necessidade de estimulação oral, obter de forma rápida algum objeto, entre outros.

Outra coisa importante, às vezes a criança tem o hábito de morder tendo em vista o fato de estar sofrendo algum tipo de agressão física dentro da própria família, logo a criança repete essa carga de agressividade através da mordida em outras crianças.

Algumas crianças mordem porque se sentem infelizes, ansiosas, ou ciumentas, e outras, simplesmente para dizer 'estou aqui'.

QUANDO A CRIANÇA COMEÇA A CRIAR O HÁBITO DE MORDER?
Muitas crianças começam a morder agressivamente durante os três primeiros anos de vida, podendo também desenvolver o hábito de brigar em sala, ou insultar outras crianças, tentando com isso manter o controle do grupo.

AS CONSEQUÊNCIAS GERADAS PELO HÁBITO DE MORDER
São várias as consequências geradas pelo hábito de morder, entre eles citamos:
Consequências físicas (traumas) e psicológicas na criança que sofre a agressão;
Desconfiança na direção, coordenação, professores e cuidadores de crianças;
Sentimento de culpa nos profissionais que as vezes se sentem impotentes e surpreendidos pela forma como as mordias acontecem e o que elas causam, como hematomas, cortes e sangramento;
Raiva por parte dos pais que recebem seus filhos mordidos, com hematomas visíveis, o que lhes causam dor e comoção;
Desentendimento dos pais com outros pais, bem como com a direção da creche, escola, incluindo aqui professores e cuidadores;

O QUE FAZER PARA EVITAR QUE A CRIANÇA MORDA
Os professores e cuidadores de crianças quando perceber que uma criança está prestes, ou que tem o hábito de morder as outras crianças devem:
Distraia a criança com um brinquedo ou outro objeto, peça que olhe para  janela ou chame-a para dar passeio pelo local ou fora dele. O objetivo é reduzir a tensão e desviar a atenção da criança.
Sugira a criança que poderá lidar com a situação de outra forma, sem a necessidade de morder. Você poderá dizer, por exemplo, que se ela quer um brinquedo de outra criança poderá pedi-lo!
Se estiver relacionada a fase de dentição, ofereça mordedores apropriados ou alimentos que possa morder.
Sempre propor formas de se comunicar, o objetivo é transformar a atitude corporal em linguagem. Essa atitude precisa ser ensinada desde cedo, para que não cresçam e mantenham essas atitudes para conseguir o que querem.

OUTROS CUIDADOS QUE PROFESSORES E CUIDADORES DEVEM TER DIANTE DE CRIANÇAS QUE TEM O HÁBITO DE MORDER
Fique atento e identifique as crianças que tem o hábito de morder as outras.
Monte uma estratégia para evitar as mordidas, lembrando que toda atenção com crianças é pouco.
Imediatamente diga-lhe: “NÃO”, em tom calmo, mas firme e com cara de desaprovação. Os maus hábitos devem ser cortados pela raiz.
Cuide da pessoa que sofreu a mordida e a acolha. Se o seu filho tem mais de 3 anos de idade, chame-o para que te ajude a cuidado da pessoa machucada. Ele precisa conhecer as consequências dos seus atos.
Evite que se estigmatize o seu filho como ‘a criança mordedora’.
Ao bebê que começa a caminhar (1 a 2 anos), simplesmente o afaste do outro bebê que esteja tentando morder.
À criança pequena (2 a 3 anos), diga-lhe: “Não é correto morder porque machuca as pessoas”.
NÃO se deve de forma alguma, MORDER A CRIANÇA para mostrar-lhe como se sente quando ela morde. Isso a ensinará que tenha um comportamento agressivo.
Se deve ter paciência e persistência para educar as crianças que mordem. Elas não aprenderão de um dia para o outro. Os pais devem repetir e repetir que MORDER NAO É BOM.
Se a criança persistir em morder aos outros, não a leve nos braços nem brinque com ela por uns 5 minutos, após ela ter mordido. Assim a ensinará que mordendo não te chamará a atenção.

O QUE FAZER SE A CRIANÇA MORDER OUTRA CRIANÇA
Dentre as muitas orientações dos especialistas no assunto, destaco as seguintes:
Primeiramente manter a calma e controle de seus sentimentos, há vários motivos para criança morder como já descrito;
Mostrar a importância do respeito e do tratar bem o amigo que ficou triste por ter sido mordido;
Utilize um tom firme para dizer “Não” e que “Morder dói”. 
Mudar o foco da atenção para acolher a criança que foi mordida, isso também demonstrará para criança que mordeu que essa atitude não resulta em mais atenção;
Explique o que a criança poderá fazer da próxima vez ao invés de morder;
Entenda que aprender um novo comportamento pode levar tempo, ou seja, a criança poderá apresentar a atitude de morder novamente, você deverá continuar acompanhando de perto e estimulando a linguagem;
Se perceber que a mordida foi ocasionada por sentimentos como raiva, oriente a criança a expressar esse sentimento de outras formas como “pular”, “imitar um leão”, ou outras coisas que são aceitáveis;
Algumas crianças apresentam maior sensibilidade ao som, luzes e excesso de estímulos, o que poderá resultar em mordida, neste caso reduza as luzes, diminua o volume da televisão ou rádio, oriente os profissionais envolvidos no cuidado com a criança sobre o excesso de estímulo sensorial;
Dê a criança um “urso” para abraçar quando perceber que está apresentado estresse ou agitação a ponto de morder, isso poderá sentir-se reconfortada;
Atenção especial precisa ser dada, quando as crianças apresentam mordidas frequentes, podem representar insatisfação, ansiedade, sentimento de rejeição, entre outros. Se apresentar esse comportamento na escola, é importante acompanhar com os professores e buscar ajuda de um psicólogo;
A criança quer foi mordida poderá apresentar hematoma na região, utilize uma compressa fria no local, tomando cuidador para não resfriar demais a pele e causar lesão. Também podem ser utilizadas compressas frias de chá de camomila, que diminuem a vermelhidão e acalmam a pele.
Confira o passo-a-passo sobre como acolher uma criança após a mordida e promover o alívio da dor na matéria: O que fazer após a ocorrência da mordida na escola?

O PAPEL DOS PAIS QUANDO TEM FILHOS QUE TEM O HÁBITO DE MORDER OUTRAS
Os pais podem em muito evitar que seus filhos criem o hábito de morder as outras crianças, sejam na creche, na escola ou quando brinca com outras crianças.

A primeira providencia é não tolerar o hábito de morder do seu filho, mas sem ser agressivo e sem bater, agressividade não se combate com agressividade.

Vejamos algumas dicas que podem ajudar os pais:
Se o seu filho tem o costume de morder, é muito importante que o vigie e avise aos professores e ou cuidadores.
Se pode, tome algumas medidas para que as mordidas não cheguem a acontecer.
Ensine desde cedo ao seu filho as regras do bem viver, como por exemplo:
o Compartilhar;
o Pedir desculpa;
o Esperar, etc.
Anime o seu filho a conversar e falar com você, através de um jogo, de um desenho, de algum trabalho manual, etc.
Quando o seu filho estiver brincando com outra criança, esteja sempre atenta a ele. 
Vigie o comportamento do seu filho e oriente a melhor forma de brincar com as outras crianças.
Evite situações que possam irritá-lo ou cansá-lo, com frequência, seja exemplo de gentileza.
Evite gritar, ameaçar ou bater em seu filho, pois ele pode repetir esse modelo com os colegas.
Evite tomar satisfação com os pais das crianças que tem  os hábitos de morder, eles não tem culpa.