quarta-feira, 5 de agosto de 2020

OS NÍVEIS NEUROLÓGICOS




Níveis Neurológicos (PNL) é uma poderosa ferramenta de transformação pessoal e uma nova forma de encarar os problemas do dia a dia.  

Ela foi criada por Robert Dilts (um dos grandes nomes da PNL) e Todd Epstein a partir dos estudos de aprendizagem de Gregory Bateson.

Esta ferramenta da PNL generaliza e pressupõem que nós atuamos em 6 níveis neurológicos, essas camadas que compõe o modo como vivemos.

Usar esse modelo de 6 níveis neurológicos te ajuda a compreender de uma forma clara e estruturada porque alguém se comporta de determinado modo.
 
Desse modo, seguindo a hierarquia destes níveis, partindo do mais baixo ao mais alto, temos: Ambiente, Comportamentos, Capacidades, Crenças, Identidade e Espiritual.

Alguns autores fazem algumas mudanças e adaptações nos níveis neurológicos, uns acrescentam, outros mudam os termos, mas no fim tudo tem o mesmo objetivo.

OS 6 NÍVEIS NEUROLÓGICOS


SEXTO NÍVEL:
ESPIRITUAL (VISÃO, PROPÓSITO E MISSÃO)
Tudo aquilo que está além de nosso EU. Onde a pessoa está indo com a sua vida, as pessoas, as atividades e lugares que são fundamentais para a visão da sua vida, talvez, como ela pretende fazer para o mundo.

O Espiritual compreende não apenas nossa espiritualidade como religião, mas sim sistemas que vão além dos nossos papéis, crenças e valores, estratégias, comportamentos e ambientes. 

Em quantos sistemas estamos envolvidos? Familiares, Profissionais, Religiosos, etc. 

Quando pensamos no nível Espiritual nos referimos à forma como influenciamos e somos influenciados pelo sistema. 

De várias formas, e em praticamente todos os momentos, estamos influenciando e sendo influenciados por algo que vai além de nós mesmos.

Como um exemplo dos Níveis Neurológicos, podemos pensar num relojoeiro. 

Ele precisa observar as características do relógio que deve ser arrumado e quanto tempo ele pode dispor para isso (ambiente). 

Ele precisa utilizar principalmente as mãos para manusear ferramentas, abrir o relógio, substituir peças por outras (comportamento), mas para saber o que ele deve substituir, ele precisa conhecer o relógio, saber em qual sequência executar esses passos, quanto de força aplicar para não danificar (capacidades), respeitar o cliente, saber que é importante executar aquele trabalho da melhor forma, saber que há consequências caso o trabalho não seja feito corretamente (crenças e valores), ser um relojoeiro (identidade).

Responde à pergunta QUEM MAIS?

Outras perguntas: Para quem? Para quê? Quais sistemas eu pertenço e influencio.

QUINTO NÍVEL:
IDENTIDADE (Papel)
A autoestima dela, o senso do EU, a forma como se identifica e como ela interpreta os eventos em termos da sua própria autoestima.

Nossa Identidade envolve questões mais profundas. A forma que nos vemos como pessoa e nossa missão. 

A identidade consolida todo o sistema de crenças e valores num senso de self (eu). Durante nossa vida, possuímos muitas identidades (papéis), como profissão, condição social, gênero, ideologias políticas, nacionalidade, etc. 

Cada uma das nossas identidades possui um sistema de Crenças e Valores, que são inerentes àquela identidade. 

Nosso senso de identidade, desde bebês é formado muito antes das nossas crenças e mapas e estratégias mentais. 

É nossa forma especial de estar no mundo.

Responde à pergunta QUEM?

Outras perguntas: Quem eu sou; O que represento; Como me enxergo e me identifico.

QUARTO NÍVEL:
CRENÇAS E VALORES (Motivação)
Crenças:
Se ela acredita que algo é possível ou impossível, se acredita que é necessário ou desnecessário.  As pessoas fazem determinadas coisas porque acreditam (crença) em alguns princípios.

As Crenças são nossas verdades e as coisas que consideramos importantes sobre algum assunto. 

Quando dizemos algo parecido com “tenho que…”, “isso significa que…” ou “isso causa…” estamos falando sobre crenças. 

Elas não são necessariamente uma regra que ocorre em nível do ambiente. É mais como uma expectativa sobre algo.

Nossas Crenças podem ser limitantes ou fortalecedoras.

As crenças são algo que vão além do pensamento.

Valores:
Os Valores são as coisas que buscamos ou tentamos evitar quando tomamos uma decisão. 

Uma pessoa pode dizer que para ele o que há de mais importante é a saúde, ou a família, ou a riqueza. Esses conceitos são os valores. 

Todas as pessoas possuem uma escala de valores e graus de importância que determinam quais escolhas irão tomar. 

Por exemplo quando acreditamos que algo é impossível, não conseguiremos desenvolver ou desbloquear nossas capacidades de forma que as capacidades gerem um comportamento daquele tipo em um determinado ambiente. 

Também podemos acreditar que mesmo que algo seja possível, não é possível para nós, ou que não somos merecedores daquilo. 

Responde à pergunta POR QUÊ?

Outras perguntas: Quais minhas crenças? Quais minhas escalas de valores?

TERCEIRO NÍVEL:
CAPACIDADES E HABILIDADES (Mapas e Planos)
São as capacidades e habilidades aprendidas para lidar apropriadamente com um tema. 

Também está relacionado com as estratégias utilizadas pelas pessoas de acordo com suas habilidades (inerentes ou adquiridas).

As capacidades são as estratégias, mapas mentais ou planos que dão direcionamento aos Comportamentos.

Nossas capacidades direcionam nossos comportamentos. 

São tanto nossas estratégias mentais, as imagens que visualizamos antes de fazer uma coisa, ou os sons que ouvimos e dizemos pra nós mesmos, ou os recursos ou estados internos que nos colocamos em determinados momentos. 

Criar imagens mentais, sons ou sensações de situações que já ocorreram ou que ainda não ocorreram também estão no nível de capacidades.

Elas representam o que uma pessoa é capaz de fazer, ou não.

Responde à pergunta COMO?

Outras perguntas: Quais minhas capacidades? Quais minhas estratégias? Quais minhas criatividades? Quais meus estados?

SEGUNDO NÍVEL:
COMPORTAMENTO (Ações e Reações)
São as ações que a pessoa pode executar em um determinado ambiente.

Nossos Comportamentos acontecem no ambiente. 

São coisas que fazemos e que também podem ser observadas ou filmadas. 

O que fazemos, o que falamos pertencem ao nível dos comportamentos. 

Como já dito, os comportamentos podem ser meramente um reflexo de algum estímulo gerado pelo ambiente, nesse caso dizemos que esse comportamento não possui uma estratégia ou mapa mental.

Outro tipo de comportamento é aquele que possui uma estratégia, ou mapa mental. Essas estratégias estão no nível das Capacidades. 

Responde à pergunta O QUE?

Outras perguntas: O que fiz e o que tenho feito? Quais meus comportamentos específicos?

PRIMEIRO NÍVEL
AMBIENTE (Restrições e Oportunidades)
As pessoas e os lugares com os quais ela está interagindo, fisicamente onde a pessoa atua.

O Ambiente representa aquilo que nossos sentidos são capazes de captar e representar, o que podemos ver, ouvir, sentir, cheirar e degustar. 

No ambiente estão contidas nossas restrições e oportunidades, que podem ter a ver com o espaço, tempo, quantidade de pessoas. 

Ambientes também podem ser “julgados”, como costumamos ouvir pessoas falando sobre ambientes seguros, ou ambientes hostis, etc. 

O Ambiente é o “quando” e o “onde” de um espaço problema. Ou seja, os fatores que estão relacionados ao contexto. 

O nível do Ambiente não se refere ao “mundo real físico” e sim à nossa percepção do mundo.

Responde às perguntas QUANDO? ONDE?

Outras perguntas: Quem? Quais os fatores ambientais externos?

POR QUE USAR OS NÍVEIS NEUROLÓGICOS?
Essa é uma ferramenta que fornece uma forma estruturada de entender o que está acontecendo em qualquer sistema, inclusive nos seus relacionamentos, também é uma ótima forma de fazer uma autoanálise de uma “situação problema”.

Usando essa ferramenta dos níveis neurológicos é possível reconhecer em que nível está ocorrendo um problema e atuar diretamente nele, por exemplo uma alteração no ambiente pode interferir no mais alto nível lógico que é o da nossa espiritualidade,  mas se nossa mudança ocorrer diretamente em um nível superior, como o Espiritual ou o da Identidade, invariavelmente causará mudanças nos níveis abaixo.

Como exemplo da imagem abaixo, mudamos o conceito que temos acerca de nós mesmos imediatamente teremos novas crenças, novos comportamentos e capacidades que nos farão rever os ambientes nos quais nos envolvemos.

PROGRAMANDO MUDANÇAS NOS NÍVEIS NEUROLÓGICOS
Com base nisso, pare um pouco e reflita sobre uma determinada atividade:
Onde estão os ambientes que você frequenta? (ambiente)
O que você faz nestes ambientes? (comportamentos)
Como você faz? (capacidades)
Por que você faz? (crenças e valores)
Quem é você? (identidade)
Quem mais isto afeta? (visão/missão/espiritualidade)

APLICAÇÃO OS NÍVEIS NEUROLÓGICOS
Exemplo 1:  Seu objetivo é estudar para uma prova importante…

Se sua mesa de trabalho e estudos está uma bagunça (Nível de Ambiente) e isto limita as suas ações (Nível de Comportamentos) interfere em seu desempenho de estudos (Nível de Capacidades), fazendo você acreditar que não pode ou não consegue fazer algumas das tarefas mais importantes relacionados aos estudos (Nível de Crenças), o que pode interferir sobre o que você pensa de si mesmo quando diz a respeito de ser estudioso (Nível de Identidade), prejudicando o seu relacionamento com os outros nesse cenário (Nível do Espiritual).

Neste exemplo percebemos que se limparmos o ambiente de estudo, isto pode potencializar as nossas capacidades, fazendo com que tenhamos novos comportamentos e pode mesmo interferir em nossas crenças sobre nossa identidade como “estudante”, potencializando a nossa missão de vida.

Exemplo 2: Seu objetivo é cozinhar...
A panela, os utensílios, os ingredientes, o local e o fogão que usará estão no nível de ambiente;
Ligar o fogo, os consequentes atos de juntar os ingredientes e mexer o que está na panela com a colher estão no nível de comportamento;
Seguir a receita, controlar a temperatura e mexer os ingredientes são as estratégias que você acha necessárias para um delicioso prato… e algo que está no nível das capacidades e habilidades;
Acreditar que uma refeição une as pessoas à mesa está no nível das crenças e valores;
Ser um excelente cozinheiro e identificar-se como tal está no nível da identidade;
Ter desenvolvido a sua identidade de cozinheiro com a família de donos de restaurante e influenciar o seu filho a aprender é algo que está no nível do espiritual (de sistemas, conexões);

ALINHAMENTO DOS NÍVEIS NEUROLÓGICOS
É possível alinhar ou realinhar os níveis neurológicos. 

A teoria é que no decorrer de nossa vida, com nossos compromissos e agitações, os níveis neurológicos se desalinham conforme nos envolvemos com tarefas e funções que compõe nosso dia a dia. 

Infelizmente é comum vivermos uma vida que não é a nossa, fazendo coisas que nos contrariam, pois vão contra os nossos valores e crenças pessoais e perante as quais criamos resistência, por mais importantes que sejam estas tarefas. 

Nem sempre estamos em uma profissão que nos agrade, por exemplo, assim como é fácil encontrar pessoas que estão casadas, mas sem encontrar felicidade no casamento.

Outro exemplo: a mãe ama o seu filho, mas não gosta de ter que ficar com ele no hospital, pois o que ela deseja é que ele tenha saúde e não precise recorrer à internação. 

Mas se o filho ficar doente e precisar ficar internado, mesmo a mãe não gostando disso, ou seja, de ver o filho doente e precisar interná-lo, submete-se voluntariamente a esta tarefa no objetivo de restituir a saúde ao filho.

Fontes de pesquisas:
https://ispnl.com.br/niveis-neurologicos-de-aprendizagem/
https://crieseudestino.com/niveis-neurologicos/
https://rmcholewa.com/2017/11/23/niveis-neurologicos-e-a-diferenca-entre-ser-e-estar/