terça-feira, 6 de outubro de 2020

A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO COM PACIENTES ONCOLÓGICOS


O diagnóstico de um câncer é sempre um divisor de águas na vida de uma pessoa, causando um impacto grande e devastador tanto para a pessoa como para sua família e pessoas outras de sua convivência.

Após o diagnóstico, uma vida tranquila e confiante passa a experimentar um clima de angustia e incertezas surgindo o medo e a ansiedade com um potencial de causar um desequilíbrio tanto na pessoa como nos familiares.

É nesse cenário obscuro que surge um profissional que pode ajudar em muito uma pessoa portadora de câncer, o profissional da psicologia, de preferência um com especialidade na área, como por exemplo, um Psicólogo especializado em Psico-Oncologia.

O COMEÇO...

O profissional deve começar a desenvolver o seu trabalho de acompanhamento a partir do momento em que o diagnóstico de câncer é confirmado.

A ESCUTA ATIVA...

Com base no diagnóstico o profissional faz o acolhimento durante a pré-consulta, momento da chegada do paciente ao Hospital Oncológico, passando após a confirmação do diagnóstico, a realiza a “escuta ativa”, despertando a segurança e o apoio que o paciente encontrará no profissional sempre que precisar. 

O ACOLHIMENTO...

O acolhimento deve ser realizado de modo humanizado para que o paciente se sinta totalmente amparado e consiga obter novamente o equilíbrio, bem como ganhar confiança para iniciar o tratamento proposto pelo especialista.

O PROCESSO COM O PACIENTE...

Durante o processo do tratamento oncológico, o profissional especialista em Psico-Oncologia tem como objetivo oferecer suporte psicológico ao paciente, para que o mesmo consiga elaborar o diagnóstico do câncer e buscar forças para não desanimar e se entregar à doença.

Não só isso, durante o processo do tratamento oncológico é normal que comecem a despertar no paciente diversas dúvidas e questionamentos, devendo o profissional ter conhecimento sobre o caso em questão, para poder esclarecer o que está acontecendo; qual o tratamento a que será submetido; os resultados esperados; os devidos efeitos colaterais e os desafios que terá que enfrentar. 

O profissional da psicologia busca trabalhar a superação do paciente desde o momento do diagnóstico, sendo este um dos momentos mais difíceis em relação à aceitação e o desequilíbrio emocional, como também outros fatores como:

As más notícias que vão surgindo durante o processo do tratamento, que levam o mesmo à desesperança; 

As mudanças dos procedimentos do tratamento que, dependendo de sua gravidade e local, obrigam a algumas alterações, causando no paciente o esgotamento físico; 

As expectativas que os pacientes começam a criar diante de alguns resultados obtidos durante o tratamento, que muitas vezes são frustradas com o surgimento de alguns resultados negativos; 

Os resultados que são ansiosamente esperados pelos pacientes, sendo eles negativos ou positivos, e os processos terminais.

Na fase terminal, o psicólogo desenvolve os cuidados paliativos, o ato de cuidar e amparar; é necessário esquecer-se da doença e olhar somente para o paciente como um indivíduo, um ser humano, oferecendo uma qualidade de vida e uma morte tranquila.

O PROCESSO COM A FAMÍLIA...

Juntamente com os pacientes oncológicos, os familiares começam a adoecer aos poucos, e o desequilíbrio psicológico vai adquirindo espaço entre os familiares, causando os esgotamentos, os temores e as preocupações diante de um familiar com o câncer. 

O suporte psicológico também deve ser estendido aos membros das famílias dos pacientes que se encontram em tratamento oncológico, pois estes também necessitam de respostas e esclarecimentos sobre o que está acontecendo com o seu familiar. 

Muitos se sentem muitas vezes aflitos e temerosos, com medo do que poderá acontecer, ainda mais quando se trata de um paciente em fase terminal, onde toda a família é desestruturada pelo fato da possível perda de alguém muito querido, na qual os familiares começam a viver o processo de luto antecipatório e, na maioria das vezes, não sabem como lidar com a morte e com a ideia de ter que viver com a ausência do seu familiar, ainda mais quando este é um pai de família que sempre foi o responsável por tudo. 

Em muitos casos ocorre uma desorganização total dos familiares que terão que assumir todos os compromissos dos quais, até então, não tinham conhecimento, sendo necessário se readaptarem a um novo estilo de vida.

 Ou no caso de pacientes terminais com filhos pequenos, a dor é uma via de mão dupla, tanto para os filhos pela perda da mãe ou pai, como para o ou a paciente por ter que deixar seus filhos com seus familiares e entre outros casos.

OS BENEFÍCIOS...

O ato de esclarecer as dúvidas faz com que os pacientes “abram um leque” com várias possibilidades de enfrentamento, sendo necessário o acompanhamento do profissional para que esses mecanismos não se tornem em obstáculos durante o tratamento.

O grande benefício é a mudança da antiga visão do modelo biomédico - no qual o paciente era visto apenas como uma máquina - e começarmos a entender que, por trás de todos aqueles aparelhos hospitalares, existe um indivíduo que ainda pode escolher e decidir por si. 

Estudos apontam que os pacientes que tiveram acompanhamento psicológico durante o tratamento do câncer tiveram melhora no seu estado geral de saúde bem como melhora na qualidade de vida, na tolerância aos efeitos adversos do tratamento, como a quimioterapia, radioterapia e cirurgia, e também melhora na comunicação com os familiares e equipe de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, etc.).

Os pacientes também tiveram influência positiva no ajuste emocional e alívio de alguns sintomas físicos, como náusea e fadiga, e que houveram menores intercorrências clínicas durante o tratamento, e consequentemente maior tempo de vida.

RESUMINDO...

Resumindo, o Psicólogo é aquele profissional que, diante do sofrimento do paciente oncológico, vai desenvolver e criar meios para minimizar todas as angústias, sofrimentos, desesperanças, desequilíbrios psicológicos e emocionais que todos os tratamentos oncológicos causam tanto na vida dos pacientes como na vida de seus familiares.

Fontes:

https://www.psicologia.pt/artigos/ver_opiniao.php?o-papel-do-psicologo-junto-ao-paciente-adulto-com-cancer-em-processo-de-tratamento-oncologico&codigo=AOP0446; 

https://blog.psicologiaviva.com.br/acompanhamento-psicologico-ao-paciente-com-cancer/.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO – ORIENTAÇÕES E DICAS QUE PODEM SALVAR UMA VIDA

 


Tratar de suicídio não é fácil...

Duas coisas reinam no mundo virtual atualmente:

Controle das emoções;

Prevenção ao Suicídio.


No entanto, as duas coisas são por demais complicadas e sem fórmulas definidas... 


Mas não é por isso que vamos deixar de falar sobre o assunto, pois no caso da PREVENÇÃO AO SUICÍDIO a insistência salva vidas.


O QUE É SUICÍDIO?

SUICÍDIO ou AUTOCÍDIO (do latim, sui, ou do grego autos: "próprio" e do latim caedere ou cidium: "matar") é o ato de matar a si mesmo.


CID – 10 X60 – X84 (Lesão Autoprovocada Voluntariamente)


A CAUSA OU CAUSAS?

Suas causas mais comuns são: Transtornos Psicológicos ou Psiquiátricos que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas;

Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.


REALIDADE ESTATÍSTICA

Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano, tornando-se esta a 10º causa de morte no mundo;

Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade;

Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não-fatais a cada ano em todo o mundo.


AS CONSEQUÊNCIAS

O impacto psicológico, social e financeiro do suicídio em uma família e comunidade é imensurável.


O QUE PASSA NA MENTE DO SUICÍDA?

Um suicida não consegue perceber a vida com as mesmas perspectivas que uma pessoa que não é suicida percebe;

Um suicida eterniza o seu sofrimento e não percebe nenhuma porta de saída, a não ser a morte;

Um suicida perde o gosto pela vida, pelos desafios, pelas conquistas, buscando rendição total;

Um suicida perde a esperança na oportunidade, deixando reinar a pulsão da morte em vez da pulsão da vida.


NO ENTANTO...

Ao invés de uma verdadeira intenção de morrer, a tentativa de suicídio por vezes pode ser interpretada como um "GRITO DE SOCORRO" para chamar a atenção ao seu desespero e seu desejo de fuga.


A GRANDE DIFICULDADE:

Explicar racionalmente (as razões) para uma pessoa decidir cometer suicídio, enquanto outras em situação similar ou pior não o fazem;

Muitos pesquisadores tentam explicar as razões, mas no final tudo fica na retórica.


A BOA NOTICIA...

Contudo a maioria dos suicídios pode ser prevenida.

A conclusão tem como base os números de tentativas que acontecem antes da concretização do ato em si, que são de 10 – 20 tentativas.


CARACTERÍSTICAS MENTAIS DOS SUICIDAS

Três características em particular são próprias do estado das mentes suicidas:

Ambivalência;

Impulsividade;

Rigidez. 


Ambivalência

O desejo de viver e o desejo de morrer batalham numa gangorra nos indivíduos suicidas;


Impulsividade

Por serem impulsivos, eles tomam decisões sem pensar;

Como qualquer outro impulso, o impulso para cometer suicídio é transitório e dura alguns minutos ou horas. 


Rigidez

Quando pessoas são suicidas, seus pensamentos, sentimentos e ações estão constritos, quer dizer: elas constantemente pensam sobre suicídio e não são capazes de perceber outras maneiras de sair do problema.


TIPOLOGIA – GRUPOS DE SUICÍDAS

Primeiro grupo

Cometem suicídio sem pensar no que está fazendo; 

Tais pessoas são as mais impulsivas e as mais propensas a serem levadas ao suicídio por um evento externo específico, cometem suicídios de maneira repentina.


Segundo grupo

São apaixonados pela morte consoladora, cometem suicídio como vingança, como se o ato não fosse irreversível;

Normalmente essas pessoas não estão fugindo da vida, mas correndo para a morte, desejando não o fim da existência, mas a presença da obliteração.

                             Obliteração = Destruir, eliminar, sumir, desaparecer, etc.


Terceiro grupo

Cometem suicídio por uma lógica falha, em que a morte parece ser a única fuga de problemas intoleráveis;

Eles consideram as opções e planejam seus suicídios, escrevem bilhetes e lidam com os aspectos pragmáticos como se organizassem férias no espaço sideral;

Geralmente acreditam não somente que a morte vai melhorar sua condição, mas também que ela pode tirar um fardo das pessoas que os amam.


Quarto Grupo

Cometem suicídio com uma lógica racional;

Tais pessoas, devido a uma doença física, instabilidade mental ou uma mudança nas circunstâncias de vida, não querem a dor da vida e acreditam que o prazer que elas podem vir a sentir não é suficiente para compensar a dor.


COMPLEXIDADE DO ASSUNTO

Suicídio é um problema complexo para o qual não existe uma única causa ou uma única razão;

Ele resulta de uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais.


QUAL A VISÃO DA PSICOLOGIA SOBRE SUICÍDIO?

O suicídio é um problema de saúde mental, associada a fatores psicológicos como a dificuldade ou a impotência em lidar com eventos altamente estressantes, impacto de transtornos mentais.


OUTRAS VISÕES

Psicanálise

Que o suicídio tem origem na PULSÃO DA MORTE que se sobrepõe à PULSÃO DA VIDA;

A PULSÃO DA VIDA é a energia instintiva que leva um ser humano a romper todas as barreiras para gerar vida em si e nos outros;

A PULSÃO DA MORTE é a energia instintiva que levar um ser humano a destruir a si mesmo e aos outros.


Outras

Temos muitas outras visões sobre o suicídio, desde a Ausência de Deus, Falta de uma Religião, Falta de Fé; Mente Franca, etc;


E outras que nem vale salientar.


COMO IDENTIFICAR UMA PESSOA SOB RISCO DE SUICÍDIO

Sinais para procurar na história de vida e no comportamento das pessoas:

Comportamento retraído;

Inabilidade para se relacionar com a família e amigos;

Doença psiquiátrica;

Alcoolismo;

Ansiedade ou pânico;

Mudança na personalidade, irritabilidade, pessimismo, depressão ou apatia;

Mudança no hábito alimentar e de sono;

Tentativa de suicídio anterior;

Odiar-se;

Sentimento de culpa, de se sentir sem valor ou com vergonha;

Uma perda recente importante – morte, divórcio, separação, etc;

História familiar de suicídio;

Desejo súbito de concluir os afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento, etc;

Sentimentos de solidão, impotência, desesperança;

Cartas de despedida;

Doença física;

Menção repetida de morte ou suicídio.


COMO AJUDAR A PESSOA COM RISCO DE SUICÍDIO?

Quando uma pessoa diz “Eu estou cansado da vida” ou “Não há mais razão para eu viver”, elas geralmente estão se sentido rejeitadas.


PASSOS PARA PREVENÇÃO

Primeiro:

O primeiro passo é achar um lugar adequado onde uma conversa tranquila possa ser mantida com privacidade razoável.


Segundo:

O próximo passo é reservar o tempo necessário;

Pessoas com ideação suicida usualmente necessitam de mais tempo para deixarem de se achar um fardo e precisa-se estar preparado mentalmente para lhes dar atenção.


Terceiro:

A tarefa mais importante é ouvi-las efetivamente. “Conseguir esse contato e ouvir é por si só o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida.”


COMUNICAÇÃO

Como se comunicar

Ouvir atentamente, ficar calmo;

Entender os sentimentos da pessoa (empatia);

Dar mensagens não-verbais de aceitação e respeito;

Expressar respeito pelas opiniões e valores da pessoa;

Conversar honestamente e com autenticidade;

Mostrar sua preocupação, cuidado e afeição;

Focalizar nos sentimentos da pessoa.


Como não se comunicar

Interromper muito frequentemente;

Ficar chocado ou muito emocionado;

Dizer que você está ocupado;

Tratar a pessoa de maneira que o coloca numa posição de inferioridade;

Fazer comentários invasivos e pouco claros.

Fazer perguntas indiscretas.


O que fazer e o que não fazer

O que fazer

Ouvir, mostrar empatia, e ficar calmo;

Ser afetuoso e dar apoio;

Leve a situação a sério e verifique o grau de risco;

Pergunte sobre tentativas anteriores;

Explore as outras saídas, além do suicídio;

Pergunte sobre o plano de suicídio;

Ganhe tempo – faça um contrato;

Identifique outras formas de dar apoio emocional;

Remova os meios, se possível;

Tome atitudes, conte a outros, consiga ajuda;

Se o risco é grande, fique com a pessoa;

Se a pessoa for de menor, os pais devem ser comunicados.


O que não fazer

Ignorar a situação;

Ficar chocado ou envergonhado e em pânico;

Falar que tudo vai ficar bem;

Desafiar a pessoa a continuar em frente;

Fazer o problema parecer trivial;

Dar falsas garantias;

Jurar segredo;

Deixar a pessoa sozinha.


COMO LIDAR COM PESSOAS SUICIDAS SEGUNDO OS RISCOS 

BAIXO RISCO

A pessoa teve alguns pensamentos suicidas, como “Eu não consigo continuar”, “Eu gostaria de estar morto”, mas não fez nenhum plano.


Ação Necessária

Oferecer apoio emocional;

Trabalhar sobre os sentimentos suicidas. 

Quanto mais abertamente a pessoa fala sobre perda, isolamento e desvalorização, menos turbulentas suas emoções se tornam. 

Quando a turbulência emocional cede, a pessoa pode se tornar reflexiva. 

Este processo de reflexão é crucial, ninguém senão o indivíduo pode revogar a decisão de morrer e tomar a decisão de viver.

Focalize na força positiva da pessoa, fazendo-a falar como problemas anteriores foram resolvidos sem recorrer ao suicídio.

Encaminhe a pessoa para um profissional de saúde mental ou a um profissional especializado (pode ser um Psicólogo, Psicanalista ou Psiquiatra).

Encontre-a em intervalos regulares e mantenha contato externo.


MÉDIO RISCO

A pessoa tem pensamentos e planos, mas não tem planos de cometer suicídio imediatamente.


Ação Necessária

Ofereça apoio emocional, trabalhe com os sentimentos suicidas da pessoa e focalize em forças positivas;

Focalize os sentimentos de ambivalência;

Explore alternativas ao suicídio;

Faça um contrato;

Encaminhe a pessoa a um psiquiatra, ou médico, e marque uma consulta o mais breve possível;

Entre em contato com a família, amigos e colegas, e reforce seu apoio.


ENTENDO QUE ESSES DOIS PONTOS SÃO DE MUITA IMPORTÂNCIA, SE VOCÊ FIZER ESSA DUAS COISAS E A PESSOA ACEITAR VOCÊ TEM TUDO PARA ATINGIR SEU OBJETIVO, SALVA UMA VIDA.


ALTO RISCO

A pessoa tem um plano definido, tem os meios para fazê-lo, e planeja fazê-lo imediatamente.


Ação Necessária

Estar junto da pessoa. Nunca a deixar sozinha;

Gentilmente falar com a pessoa e remover as pílulas, faca, arma, inseticida, etc. (distância dos meios de cometer suicídio);

Fazer um contrato;

Entrar em contato com um profissional da saúde mental ou médico imediatamente e providenciar uma ambulância e hospitalização;

Encaminhe a pessoa a um psiquiatra, ou médico, e marque uma consulta o mais breve possível;

Informar a família e reafirmar seu apoio.


A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO

Toda pessoa que tenta suicídio ou que se encontram em área de risco deve ser acompanhado.


Prioridade

Quem tem ideação suicida, mas não apresenta sintomas de enfermidades mentais e outros sintomas;

Quem já tentou;

Quem tem doenças psiquiátrica grave: Esquizofrenia; Bipolaridade; Depressão Severa; Obsessão-Compulsiva (Grave); Ansiedade Generalizada e outras;

Uma história familiar de suicídio, alcoolismo ou doença mental;

Doença física; 

Nenhum apoio social.


OS DESAFIOS PARA SUCESSO DA CAMPANHA

Diminuir o preconceito para com o SUICÍDIO e para com as ENFERMIDADES MENTAIS no meio da SOCIEDADE e entre os PROFISSIONAIS NA ÁREA DE SAÚDE.


Implementação da Assistência Básica em Saúde Mental em:

Saúde Básica da Família/Postos de Saúde;

Unidades de Pronto Atendimentos – UPA´S;

Hospitais com Urgência e Emergência.


Equipar os CAPS com mais profissionais: Psiquiatras, Psicólogos e Psicanalistas.


Utilização de Terapias Integrativas nos CAPS;

Trabalhando o SER por um TODO;

Diminuindo do uso e a dependência de medicações;

Equilibrando o Corpo + Mente + Espirito + Energia.


A mudança de mentalidade quanto a saúde das pessoas;

Preparação da sociedade para ser mais humana e solidária;

Envolvimentos de todos em favor da vida: família, amigos, colegas, padres, pastores, médicos, enfermeiros, auxiliares e outros.


CONCLUSÃO

Todos nós devemos nos envolver com essa questão, não só hoje, pois, logo mais teremos outro mês, e aí daremos atenção a outro problema de saúde;

Não devemos deixar esse problema do Suicídio como um tema passado, pois como já sabemos que:

A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. 

A cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida.


Diante do que foi dito não podemos cruzar os braços.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

DESAFIO DE PROMOVER A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM SALA DE AULA


INTRODUÇÃO

O DESAFIO DE PROMOVER A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM SALA DE AULA

O texto que hora apresentado é um conteúdo de uma palestra que dei no inicio do ano para um grupo de professores de uma Escola, aqui em Russas, CE.

Não podemos tratar desse tema sem deixar de fazer uma crítica ao atual sistema de educação implantado de goela a dentro por uma minoria que se acham verdadeiro deuses gregos da pedagogia.

E para início de conversa aqui se encontra o primeiro desafio.

A mudança de modelo de educação que todo mundo percebe que estar obsoleto, mas ninguém tem coragem de fazer as mudanças necessárias.

No entanto vou me deter a questão da PROMOÇÃO DA APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA, já que tratar do assunto sobre o modelo hoje, é inútil, pois as pessoas que precisam ouvir o que tenho a dizer não estão aqui.

Daí, vamos ao que interessa...

DESAFIO 1 - O ALUNO

CONHECER O ALUNO (O SEU SER E AMBIENTE) QUE VAI SE SUBMETIDO A APRENDIZAGEM

Esse é o primeiro desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

O aluno como SER e o seu AMBIENTE deve ser conhecido, entendido e reconhecido, sem isso nada no que diz respeito a aprendizado funciona.

A matéria prima no processo de aprendizagem é o aluno e se faz necessária conhecer esse aluno, como também o seu ambiente de convivência.

Daí algumas perguntas básica:

Quem é o aluno?

Qual a sua origem?

Quem e como são seus pais?

Como ele vive?

Sua maneira de viver em família é estável?

Quais suas características pessoais?

Quais seus pontos fortes?

Quais seus pontos fracos?

Quais seus limites?

Quais comportamentos são “normais” e ou “anormais”?

Em que estágio de desenvolvimento físico, orgânico, mental e cerebral ele se encontra?

O que ele necessita e tem interesse de aprender?

Todas essas interrogações quando respondidas adequadamente e levadas em consideração vão melhorar muito a aprendizagem.

Outro ponto importante aqui é a individualidade do aluno, cada aluno deve ser tratado como individuo, não como um número ou como soma de um número.

Qual conteúdo, estratégia, método, técnica e processo aplicado sem que haja um profundo conhecimento do aluno e seu ambiente é perda de tempo.

Como vencer esse desafio?

Reconhecer a necessidade de conhecer melhor o aluno e seu ambiente;

Pesquisando mais sobre o aluno e seu ambiente;

Estudando mais sobre a psicologia evolutiva e os vários estágios de desenvolvimento do aluno.

DESAFIO 2 - O CÉREBRO

CONHECER O CÉREBRO, O ÓRGÃO PRIMORDIAL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Esse é o segundo desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

Aqui encontramos o ponto cego na pedagogia, a falta de conhecimento do Cérebro humano que é o órgão primordial no processo de aprendizagem.

Todo pedagogo, professor e demais profissionais na área de educação deveria entender de Neurociência e conhecer técnicas que ajudasse a aprimorar a capacidade do cérebro para aprender.

O conhecimento da Neurociência aplicada a aprendizagem é uma necessidade urgentíssima.

A pergunta deve ser: COMO O CÉREBRO APRENDE?

Daí algumas perguntas básica:

Aonde acontece a aprendizagem no Cérebro?

Quais as partes do cérebro que são acionadas para aprender?

Aonde fica localizada e armazenada a memória?

Quais os tipos de memória?

Quais estratégias, processos, métodos e técnicas se podem usar para explorar o potencial do cérebro para aprender mais?

Quais vitaminas e aminoácidos são importantes para melhorar a capacidade de aprendizagem?

Quais as medicações e os remédios que podem ajudar no melhoramento da aprendizagem?

Qual a importância da atenção plena na aprendizagem?

O que pode atrapalhar o Cérebro a aprender?

A importância do Cérebro

O Cérebro, como sabemos, é a parte mais importante do nosso sistema nervoso, pois é através dele que tomamos consciência das informações que chegam pelos órgãos dos sentidos e processamos essas informações, comparando-as com nossas vivências e expectativas.

Todo isso é feito por meio de circuito nervosos, constituídos por dezenas de bilhões de células, que chamamos de neurônios.

CÉREBRO E MENTE

Não confundir Cérebro com a Mente

CÉREBRO é o órgão composto de tecido nervosos moles que fica no topo da espinha vertebral e opera como o controle central do corpo.

Ele recebe, processa e coordena informações sensoriais internas e externas. Também serve como uma espécie de armazém das memórias.

MENTE é o que permite a uma pessoa estar consciente do mundo e de suas experiências internas e externas no mundo. A mente é o lócus da consciência e do pensamento. Sem elas, você não seria capaz de pensar ou ter sensações e emoções.

Resumindo: O CÉREBRO é a PLACA MÃE e a MENTE é o SOFTWARES, PROGRAMAS compostos pelo seu conhecimento do mundo e como esses programas interagem uns com os outros.

Tudo indica que as novas descobertas da Neurociência causarão uma enorme mudança nas estratégias, métodos e técnicas pedagógicas.

Como vencer esse desafio?

Estudando mais o cérebro e a mente humana e aplicar os conhecimentos adquiridos em prática em sala de aula.

Levando em conta as novas descobertas da Neurociência e aplica-las na prática pedagógica.

DESAFIO 3 - O CURRÍCULO

ADEQUAR DO CURRÍCULO E CONTEÚDO EM SALA DE AULA ÀS NECESSIDADES DOS ALUNOS

Esse é o terceiro desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

A adequação do currículo e conteúdo em sala de aula às necessidades dos alunos é uma necessidade urgente, urgentíssima.

Não precisa conhecer muito das coisas e do mundo para perceber que o currículo escolar e conteúdo dado em sala de aula não atende mais as necessidades da sociedade moderna, nem tão pouco as necessidades dos alunos.

Essa adequação não deve ser de cima para baixo, mas ao contrário.

Os adultos que elaboram o currículo escolar e os conteúdos são adultos que viveram uma época totalmente diferente da época que se vive hoje, logo, pelos menos eles devem buscar uma média.

As crianças de hoje, não necessitam, hoje, do que eu e você necessitava quando erámos crianças.

Daí as perguntas necessárias:

O currículo e conteúdo atual, em vigor, estar realmente atendendo as necessidades dos alunos e do meio em que ele estar inserida;

O currículo e conteúdo atual, em vigor, estar realmente preparando os alunos para o que eles vão enfrentar daqui a 5, 10 anos?

O currículo e conteúdo atual, em vigor, estar realmente sendo aplicado em sala de aula levando em conta a real situação dos alunos?

O currículo e conteúdo atual, em vigor, garante a sobrevivência e progresso do aluno levando em conta o mundo flexível e cheio de incertezas?

Quem determina o currículo e o conteúdo atual, em vigor? Existe ideologia política?

O currículo e conteúdo para os dias atuais deve levar em conta a MUDANÇA, QUE É A ÚNICA CERTEZA CONSTANTE que podemos contar.

O que um aluno aprende hoje poderá ser irrelevante em 2030.

Encher o aluno de informação é coisa do passado, logo a última coisa que um professor precisa dar a seus alunos é informação.

Informações os alunos tem demais, o que eles precisam de capacidade para extrair um sentido da informação, perceber a diferença entre o que é importante e o que não é, e acima de tudo combinar os muitos fragmentos de informação num amplo quadro do mundo.

Os currículos atuais tem muitos dados e pouca liberdade e isso tem que ser repensado.

Os especialistas em pedagogia estão anunciando “os quatro Cs” – PENSAMENTO CRÍTICO, COMUNICAÇÃO, COLABORAÇÃO E CRIATIVIDADE. 

Mas na verdade o currículo e conteúdo deve minimizar as habilidades técnicas e enfatizar habilidades para propósitos genéricos na vida.

Na verdade, o mais importante de tudo será a habilidade para lidar com mudanças, aprender coisa novas e preservar seu equilíbrio mental em situações que não lhe são familiares.

Um reajuste no currículo e conteúdo ensinado aos alunos se faz necessário devido ao fato que para sobreviver e progredir num mundo daqui a poucos anos é preciso muita flexibilidade mental e grandes reservas de equilíbrio emocional.

No futuro próximo qualquer pessoa terá que abrir mão daquilo que sabe melhor e sentir-se à vontade com o que não sabe.

E hoje apesar de não ser observado pelas autoridades já se faz necessário um currículo e um conteúdo escolar que contemple a tecnologia da informação e biotecnologia

Como vencer esse desafio?

Adequando o currículo e conteúdo escolar a realidade do aluno, sem deixar de olhar para o futuro.

- Isso uma tarefa impossível no sistema de educação atual.

DESAFIO 4 - CONTEÚDO

SINTETIZAR O CONTEÚDO CURRICULAR LEVANDO EM CONTA ÀS NECESSIDADES DO ALUNOS (AO QUE ELE PODE ALCANÇAR)

Esse é o quarto desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

Espante-se do conteúdo existente hoje nas escolas, o que vai sobrar é o básico: ler e escrever, e talvez, programar computadores.

Simplificar e sintetizar o conteúdo adequado ao aluno é uma grande necessidade, pois ninguém suporta tanto conteúdo inútil.

Daí as perguntas necessárias:

Que conteúdo realmente o aluno necessita?

O conteúdo atende realmente as necessidades do aluno?

O conteúdo contempla informação ou a formação do ser?

O conteúdo é básico, sem deixar de contemplar a realidade atual do aluno?

A utilidade do conteúdo para o aluno foi avaliada dentro de uma realidade científica?

A realidade socioeconômica em que vive o aluno foi considerada quando na determinação do conteúdo?

O conteúdo é útil para o aluno hoje e ao mesmo tempo o prepara para o futuro?

O conteúdo curricular precisa ser sintetizado, minimizado pois nenhum ser humano no estágio infantil e na adolescência que estão em formação cerebral suporta tanto conteúdo.

Outra coisa que deve ser revisto no conteúdo curricular é o excesso de atividade, o ativismo. Muita atividade nem sempre indica aprendizagem, as vezes tem efeito contrário.

Algumas disciplinas básicas devem fazer parte do conteúdo curricular, outras devem ser retiradas pois estão causando um inchaço no conteúdo, prejudicando assim a aprendizagem.

O conteúdo curricular do jeito que se encontra vai na contramão do processo de aprendizagem, pois o aluno não tem tempo suficiente para processar a aprendizagem, pois o aprender quer tempo.

Sem contar que o excesso de conteúdo é um fator de estresse e enfado mental que é extremamente prejudicial ao aprendizado.

Logo, o quanto mais for enxuto o conteúdo curricular, melhor será o aproveitamento no aprendizado.

Como vencer esse desafio?

Adequando o conteúdo curricular a realidade do aluno, sem deixar de olhar para o futuro.

Excluindo o excesso de conteúdo curricular inútil e desnecessário, optando por disciplinas básicas.

- Isso uma tarefa impossível no sistema de educação atual.

DESAFIO 5 - ESTRATÉGIAS, PROCESSOS E TÉCNICAS

CONHECER E USAR ESTRATÉGIAS, MÉTODOS E TÉCNICAS QUE AJUDEM A MELHORAR O APRENDIZADO INDIVIDUAL E COLETIVA 

Esse é o quinto desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

Estamos entrando numa fase de revolução na área de educação jamais vista e uma grande parte dos educadores não estão se dando conta disso, é a chamada EDUCAÇÃO 4.0.

O que é a EDUCAÇÃO 4.0? 

O termo está ligado à revolução tecnológica que inclui Linguagem Computacional, Inteligência Artificial, Internet das coisas e contempla (o Learning by Doing) que traduzindo para o português é aprender por meio da experimentação, projetos, vivências e mão na massa.

Ou melhor, as estratégias, os métodos e técnicas usadas hoje na educação como meios didáticos perderão lugar para novas estratégias, métodos e técnicas até então nunca imaginada em sala de aula.

A reformulação da maneira de como lidamos e pensamos sobre a educação tem como base os seguintes:

A conectividade global e facilidade de acesso ao conhecimento;

A implacável velocidade da inovação;

A exigência constante de desenvolvimento de novas habilidades e conhecimentos.

Daí as perguntas necessárias:

As estratégias, métodos e técnicas usada hoje em sala de aula tem:

Ajudado realmente no aprimoramento da aprendizagem?

Facilitado a vida dos professores?

Melhorado as notas dos alunos?

Melhorado o desempenho dos alunos em disciplinas diversas? 

Dado as condições aos alunos para absorver as inovações e se adequar as mudanças?

Se faz necessário hoje inovação das estratégias, métodos e técnicas que realmente atendam as necessidades dos alunos dentro a atual realidade, a saber:

Favorecendo a conexão global, fácil acesso ao conhecimento e em especial o constante desenvolvimento de novas habilidades e conhecimentos.

As estratégias, métodos e técnicas devem levar os alunos a:

Aprender Fazendo;

Desenvolver Habilidades Digitais e Empreendedorismo;

Desenvolver Habilidades para Lidar com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Como vencer esse desafio?

Avaliando a eficácia das estratégias, métodos e técnicas usadas hoje em sala de aula.

Revendo as estratégias, métodos e técnicas usadas hoje em sala de aula.

Inovando as estratégias, métodos e técnicas que devem ser usadas em sala de aula.

Ousar em desenvolver estratégias, métodos e técnicas que atendam a necessidade atual e do futuro breve do aluno.

- Isso uma tarefa difícil tendo em vista o sistema de educação atual.

DESAFIO 6 - O PROFESSOR

TRABALHAR O PROFESSOR PARA ENFRENTAR AS INCERTEZAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Esse é o sexto desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

O professor atual precisa trabalhar o seu SER pois o cenário da educação, o qual ele se encontra inserido é de incerteza.

Em especial devido ao fato de a aprendizagem não depender totalmente de seus esforços e dedicação, depende de uma rede interativa que na maioria das vezes só tem uma ponta.

Duas coisas regem a vida de um professor:

Sabe menos do que pensa saber;

Vive e lida com a incerteza.

Com base nisso ele deve estar em constante desenvolvimento e adquirindo sempre novas habilidades.

Nenhum professor deve se contentar com um curso superior, como uma pós, etc., pois se age assim logo estará fadado a falência profissional.

Por não saber o que há de vir amanhã, o professor deve estar sempre preparado para o que vier.

Daí a necessidade de fazer as perguntas:

Os professores estão devidamente preparados para lidar com os alunos que estão sob sua responsabilidade?

Os professores estão trabalhando a si mesmos para enfrentar as incertezas as quais estão inseridos?

Os professores estão devidamente preparados para repassar para os seus alunos mais do que informações?

Os professores estão devidamente preparados para preparar seus alunos para enfrentar o hoje e o amanhã?

Os professores estão prontos para migrar sem prejuízos para a novo modelo de educação que se aproxima?

Mesmo diante de tanta incerteza na apresentação do conteúdo e no que terá como aprendizado por parte do aluno, o professor precisa compreender o seguinte:

O hoje requer que os professores estejam qualificados adequadamente para impulsionar de maneira correta uma maior aprendizagem aos seus alunos.

Habilidade que precisam ser desenvolvidas:

Estar ligado a computação em nuvem

Estima-se que daqui uns anos, não só arquivos possam ser armazenados em nuvem, mas também boa parte do seu computador, que poderá ser acessado em outros lugares, fora da sua máquina de origem.

Saber (pelo menos um pouco) de programação

Como a internet e a mobilidade já fazem parte do dia a dia de boa parte dos profissionais do mercado, independente da área de atuação, jovens e adolescentes que forem estimulados a entender a linguagem e a cronologia por traz dos computadores e da internet, poderão sair na frente em diversos aspectos.

Adaptar-se à Internet das Coisas

Talvez você tenha a visão de que hoje em dia somente materiais como celulares, computadores e tablets possuem conexão com a internet.

Ser proativo e preparado para a mobilidade corporativa

Aqui os dados, arquivos e programas do indivíduo puderem ser gerenciados em diversos lugares, o espaço físico vai se tornando cada vez menos exigido. 

Sua autonomia também aumenta, assim como sua responsabilidade e pró atividade para organizar suas tarefas.

Utilizar com inteligência os dispositivos móveis

Que toda criança já sabe se virar com um celular na mão, isso não é mais novidade. Parece que já nascem sabendo!

Todos os recursos que um dispositivo móvel oferece aos usuários, são muito mais complexos do que apenas redes sociais e jogos. 

Portanto, a ideia é criar a cultura da inteligência para o uso dos celulares. 

Saber que além de entretenimento, ele também é (e será cada dia mais) um ótimo suporte às atividades de trabalho.

O professor deve entender que o mais importante de tudo será a habilidade para lidar com as mudanças, aprender coisas novas e preservar seu equilíbrio mental em situações que não lhe são familiares.

Como vencer esse desafio?

O professor precisa trabalhar mais sua performance física, orgânica e mental.

O professor precisa se adequar ao avanço tecnológico e se adiantar em aprender o que ainda não sabe.

O professor precisa se reinventar várias vezes.

DESAFIO 7 - A REALIDADE

ACEITAR A REALIDADE DE QUE TODO SER HUMANO TEM A CAPACIDADE DE APRENDER, MAS NEM TODO SER HUMANO QUER APRENDER.

Esse é o sétimo desafio para que se possa promover uma aprendizagem significativa.

O enfrentamento da realidade é cruel.

A ideia de todo mundo na escola é nobre, mas cá pra nós, foge da realidade, pois sabemos que nem todo mundo tem interesse de estudar.

Todo ser humano tem a capacidade de aprender, mas nem todo ser humano quer aprender.

E isso acontece em todos os níveis escolares existentes.

Logo o professor não deve se sentir frustrado devido ao baixo nível de aprendizado em determinada área, se ele fez o que era pra ser feito.

Se não há motivação, interesse e dedicação por parte do aluno não há estratégia, método e técnica que aumente o nível de aprendizagem.

Daí devemos perguntar:

O aluno tem interesse em estudar e romper seus limites para melhorar seu desempenho na aprendizagem?

Os pais dão o devido apoio para que o aluno estude e rompa seus limites para melhorar seu desempenho na aprendizagem?

O aluno tem os estudos como prioridade em sua vida?

O aluno tem dedicado tempo suficiente para romper as barreiras comuns aos estudantes?

O aluno tem interesse em desenvolver sócio e economicamente usando como meio os estudos?

O aluno acredita que os estudos e sua dedicação vão lhe gerar lucro ao longo da sua vida?

O professor deve ser precaver para não ficar gastando tempo com quem não quer nada, pois afinal de conta educar dispensa um custo muito elevado, em todos os sentidos.

O professor, assim como qualquer pessoa, deve tratar as outras como elas merecem, vamos deixar de ficar aderindo inconscientemente a filosofia do politicamente correto, deixando de dizer o que deve ser dito.

O professor também deve entender que alguns alunos até tem interesse, mas tem limitações várias que impedem um melhor nível de aprendizado, para esses, devem-se usar estratégias, métodos e técnicas diferentes para que os mesmos tenham acesso aquilo que lhe é de direito.

Como vencer esse desafio?

O professor precisa trabalhar dentro da realidade do aluno para não se frustra demasiadamente.

O professor precisa entender que os resultados, bem como os níveis de aprendizado adquirido pelo aluno não depende só dele como professor.

O professor deve fazer o melhor, o possível e o impossível para que haja um alto nível de aprendizado, mas deve entender que o agente da aprendizagem é o aluno.

CONCLUSÃO

Os desafios foram postos.

CONHECER O ALUNO (O SER E SEU AMBIENTE) QUE VAI SE SUBMETER A APRENDIZAGEM.

CONHECER O CÉREBRO, O ÓRGÃO PRIMORDIAL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM.

ADEQUAR DO CURRÍCULO E CONTEÚDO EM SALA DE AULA ÀS NECESSIDADES DOS ALUNOS.

SINTETIZAR O CONTEÚDO CURRICULAR LEVANDO EM CONTA ÀS NECESSIDADES DO ALUNOS (AO QUE ELE PODE ALCANÇAR).

CONHECER E USAR ESTRATÉGIAS, MÉTODOS E TÉCNICAS QUE AJUDEM A MELHORAR O APRENDIZADO INDIVIDUAL E COLETIVA.

TRABALHAR O PROFESSOR PARA ENFRENTAR AS INCERTEZAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM.

ACEITAR A REALIDADE DE QUE TODO SER HUMANO TEM A CAPACIDADE DE APRENDER, MAS NEM TODO SER HUMANO QUER APRENDER.

Diante do exposto só resta desejar a cada um de vocês sorte, e que Deus lhe concedam força para executar essa tarefa.


quarta-feira, 19 de agosto de 2020

DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL – ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO PSICOSSEXUAL SEGUNDO FREUD




Um dos conceitos fundamentais da teoria de Freud é a ideia de energia psíquica.

Para Freud assim como existe uma energia física quantificável, existe também uma energia psíquica de natureza libidinosa que exerce grande influencia sobre o comportamento humano.

Essa energia psíquica Freud chama de libido, ou a libido.

Freud reconhece 5 estágios na evolução ou desenvolvimento psicossexual, mas centra sua atenção apenas em quatro deles.

Vamos destacar aqui apenas 3 fases e seus estágios conforme o quadro que segue.

1ª. FASE – AUTO-ERÓTICA

É a primeira do ciclo evolutivo, estende-se do nascimento aos 3 anos de idade, compreendendo, por sua vez, os seguintes estágios ou sub-fases: oral, anal e diferenciado.

AUTO-ERÓTICA

ESTÁGIO ANAL

O estágio anal corresponde ao segundo ano de vida. A libido passa a concentra-se, agora, na zona anal. É o estágio da retenção fecal e urinária. A retenção é praticada pela criança no sentido de aumentar a satisfação que desfruta nos atos de excreção.

ESTÁGIO DIFERENCIADO

O estágio diferenciado é o terceiro e último da fase auto-erótica e compreende ao terceiro ano de vida. 

Neste estágio a libido vai distribuir-se por toda parte do corpo e sensibilizá-las, havendo, no entanto, mais concentração em algumas, formando-se, assim, as chamadas zonas erógenas. 

Aqui o tato se torna mais apurado e quase todo o corpo é fonte de excitação.

Neste estágio os pais precisam ficar atentos pois devido a libido se encontra distribuído por toda parte do corpo e de certa forma concentrado nas chamadas zonas erógenas, algumas crianças buscam aproximação com adultos e outras crianças do mesmo sexo ou do sexo oposto, o que pode ocasionar situações dolorosas para essas crianças, que podem durar para toda vida, que são os abusos sexuais por parte de outras crianças, adolescentes e adultos, em especial, os pedófilos.

2ª. FASE – HÉTERO – ERÓTICA

É o segundo ciclo evolutivo, estende-se dos 3 anos aos 10 anos de vida, compreendendo, por usa vez, os seguintes estágios ou sub-fases: indiferenciado, heterossexual ou fálico, e de latência.

OS ESTÁGIOS DA 2ª. FASE

HÉTERO-ERÓTICA

Porque os estímulos de excitação da libido provêm mais exterior que o corpo da criança. 

As causas de estimulação sexual são mais da natureza social e psicológica do que propriamente da natureza biológica, como acontecia na fase anterior.

ESTÁGIO INDIFERENCIADO

O estágio recebe este nome porque a criança, nesta idade, não revela preferência por este ou aquele sexo. Aproxima-se dos adultos, independentemente do sexo.

ESTÁGIO HETEROSSEXUAL OU FÁLICO

O estágio se estende dos 3, 5 – 4 aos 5 – 6 anos, é tido como o mais importante de todos, quanto às suas consequências na determinação das características da personalidade, pela série de ocorrências que agora se processam. 

Essas ocorrências, obrigatórias na evolução sexual, poderão determinar algumas formas fundamentais de comportamento e facilitar ou dificultar o ajustamento social do indivíduo.

ESTÁGIO DE LATÊNCIA

O estágio de latência é o último dessa fase; vai dos 6 aos 10 anos. Caracteriza-se, como sugere o nome, por um amortecimento no interesse pelos assuntos sexuais. 

É a idade mais feliz do indivíduo.

3ª. FASE – MATURAÇÃO

Estende-se dos 10 – 12 aos 17 – 19 anos, compreendendo, portanto, a adolescência. 

É a terceira e última fase do ciclo evolutivo, para que seja atingida a plenitude sexual, compreendendo, por sua vez, dois estágios ou subfases, que são: de auto-erotização e heterossexual.

MATURAÇÃO

Porque é nela que a libido vai encaminhar-se finalmente para os órgãos sexuais, indo estes encontrar a sua maturidade funcional, tornando-se aptos à reprodução. 

Em outras palavras, o sexo vai alcançar a possibilidade de exercer sua função natural que é a reprodução.

OS ESTÁGIOS DA 3ª. FASE

ESTÁGIO DE AUTO-EROTIZAÇÃO

O estágio estende-se dos 10 – 12 aos 13 – 15 anos na menina e dos 11 – 12 aos 14 – 16 no menino. 

O presente estágio corresponde à primeira fase da adolescência.

Recebe o nome de auto-erotização porque o corpo da criança volta a ser objeto de interesse e curiosidade de sua parte. Contudo, este interesse e está curiosidade não têm, agora, um aspecto intelectual, puramente de conhecimento, prendem-se a vivência, a transformações morfológicas, a sensações até então não experimentadas. 

É auto-erótica porque há um volver do indivíduo sobre si mesmo.

ESTÁGIO HETEROSSEXUAL

O estágio heterossexual, segundo e último da fase de maturação como foi visto, estende-se dos 13 – 15 aos 17 – 18 anos na menina e dos 14 – 16 aos 18 – 19 anos no menino.

O presente estágio corresponde à fase pós-pubertária da adolescência e se caracteriza por uma intensificação na busca de problemas de natureza metafísica, bem como por uma tendência geral de re-equilíbrio na vida do adolescente.

Recebe o nome de heterossexual por que o centro de preocupações passa a ser, o campo sexual, não mais, o próprio corpo, e sim o sexo oposto, estando, ao final deste estágio, praticamente alcançada a maturidade sexual.

Lembrando que em cada um dos estágios da evolução psicossexual corresponde a uma característica da personalidade ou padrão tipo de comportamento, um assunto para o próximo tema.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

ROSA, Merval. Teoria freudiana da evolução da personalidade, Petrópolis, RJ: Vozes, 1988.


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

OS NÍVEIS NEUROLÓGICOS




Níveis Neurológicos (PNL) é uma poderosa ferramenta de transformação pessoal e uma nova forma de encarar os problemas do dia a dia.  

Ela foi criada por Robert Dilts (um dos grandes nomes da PNL) e Todd Epstein a partir dos estudos de aprendizagem de Gregory Bateson.

Esta ferramenta da PNL generaliza e pressupõem que nós atuamos em 6 níveis neurológicos, essas camadas que compõe o modo como vivemos.

Usar esse modelo de 6 níveis neurológicos te ajuda a compreender de uma forma clara e estruturada porque alguém se comporta de determinado modo.
 
Desse modo, seguindo a hierarquia destes níveis, partindo do mais baixo ao mais alto, temos: Ambiente, Comportamentos, Capacidades, Crenças, Identidade e Espiritual.

Alguns autores fazem algumas mudanças e adaptações nos níveis neurológicos, uns acrescentam, outros mudam os termos, mas no fim tudo tem o mesmo objetivo.

OS 6 NÍVEIS NEUROLÓGICOS


SEXTO NÍVEL:
ESPIRITUAL (VISÃO, PROPÓSITO E MISSÃO)
Tudo aquilo que está além de nosso EU. Onde a pessoa está indo com a sua vida, as pessoas, as atividades e lugares que são fundamentais para a visão da sua vida, talvez, como ela pretende fazer para o mundo.

O Espiritual compreende não apenas nossa espiritualidade como religião, mas sim sistemas que vão além dos nossos papéis, crenças e valores, estratégias, comportamentos e ambientes. 

Em quantos sistemas estamos envolvidos? Familiares, Profissionais, Religiosos, etc. 

Quando pensamos no nível Espiritual nos referimos à forma como influenciamos e somos influenciados pelo sistema. 

De várias formas, e em praticamente todos os momentos, estamos influenciando e sendo influenciados por algo que vai além de nós mesmos.

Como um exemplo dos Níveis Neurológicos, podemos pensar num relojoeiro. 

Ele precisa observar as características do relógio que deve ser arrumado e quanto tempo ele pode dispor para isso (ambiente). 

Ele precisa utilizar principalmente as mãos para manusear ferramentas, abrir o relógio, substituir peças por outras (comportamento), mas para saber o que ele deve substituir, ele precisa conhecer o relógio, saber em qual sequência executar esses passos, quanto de força aplicar para não danificar (capacidades), respeitar o cliente, saber que é importante executar aquele trabalho da melhor forma, saber que há consequências caso o trabalho não seja feito corretamente (crenças e valores), ser um relojoeiro (identidade).

Responde à pergunta QUEM MAIS?

Outras perguntas: Para quem? Para quê? Quais sistemas eu pertenço e influencio.

QUINTO NÍVEL:
IDENTIDADE (Papel)
A autoestima dela, o senso do EU, a forma como se identifica e como ela interpreta os eventos em termos da sua própria autoestima.

Nossa Identidade envolve questões mais profundas. A forma que nos vemos como pessoa e nossa missão. 

A identidade consolida todo o sistema de crenças e valores num senso de self (eu). Durante nossa vida, possuímos muitas identidades (papéis), como profissão, condição social, gênero, ideologias políticas, nacionalidade, etc. 

Cada uma das nossas identidades possui um sistema de Crenças e Valores, que são inerentes àquela identidade. 

Nosso senso de identidade, desde bebês é formado muito antes das nossas crenças e mapas e estratégias mentais. 

É nossa forma especial de estar no mundo.

Responde à pergunta QUEM?

Outras perguntas: Quem eu sou; O que represento; Como me enxergo e me identifico.

QUARTO NÍVEL:
CRENÇAS E VALORES (Motivação)
Crenças:
Se ela acredita que algo é possível ou impossível, se acredita que é necessário ou desnecessário.  As pessoas fazem determinadas coisas porque acreditam (crença) em alguns princípios.

As Crenças são nossas verdades e as coisas que consideramos importantes sobre algum assunto. 

Quando dizemos algo parecido com “tenho que…”, “isso significa que…” ou “isso causa…” estamos falando sobre crenças. 

Elas não são necessariamente uma regra que ocorre em nível do ambiente. É mais como uma expectativa sobre algo.

Nossas Crenças podem ser limitantes ou fortalecedoras.

As crenças são algo que vão além do pensamento.

Valores:
Os Valores são as coisas que buscamos ou tentamos evitar quando tomamos uma decisão. 

Uma pessoa pode dizer que para ele o que há de mais importante é a saúde, ou a família, ou a riqueza. Esses conceitos são os valores. 

Todas as pessoas possuem uma escala de valores e graus de importância que determinam quais escolhas irão tomar. 

Por exemplo quando acreditamos que algo é impossível, não conseguiremos desenvolver ou desbloquear nossas capacidades de forma que as capacidades gerem um comportamento daquele tipo em um determinado ambiente. 

Também podemos acreditar que mesmo que algo seja possível, não é possível para nós, ou que não somos merecedores daquilo. 

Responde à pergunta POR QUÊ?

Outras perguntas: Quais minhas crenças? Quais minhas escalas de valores?

TERCEIRO NÍVEL:
CAPACIDADES E HABILIDADES (Mapas e Planos)
São as capacidades e habilidades aprendidas para lidar apropriadamente com um tema. 

Também está relacionado com as estratégias utilizadas pelas pessoas de acordo com suas habilidades (inerentes ou adquiridas).

As capacidades são as estratégias, mapas mentais ou planos que dão direcionamento aos Comportamentos.

Nossas capacidades direcionam nossos comportamentos. 

São tanto nossas estratégias mentais, as imagens que visualizamos antes de fazer uma coisa, ou os sons que ouvimos e dizemos pra nós mesmos, ou os recursos ou estados internos que nos colocamos em determinados momentos. 

Criar imagens mentais, sons ou sensações de situações que já ocorreram ou que ainda não ocorreram também estão no nível de capacidades.

Elas representam o que uma pessoa é capaz de fazer, ou não.

Responde à pergunta COMO?

Outras perguntas: Quais minhas capacidades? Quais minhas estratégias? Quais minhas criatividades? Quais meus estados?

SEGUNDO NÍVEL:
COMPORTAMENTO (Ações e Reações)
São as ações que a pessoa pode executar em um determinado ambiente.

Nossos Comportamentos acontecem no ambiente. 

São coisas que fazemos e que também podem ser observadas ou filmadas. 

O que fazemos, o que falamos pertencem ao nível dos comportamentos. 

Como já dito, os comportamentos podem ser meramente um reflexo de algum estímulo gerado pelo ambiente, nesse caso dizemos que esse comportamento não possui uma estratégia ou mapa mental.

Outro tipo de comportamento é aquele que possui uma estratégia, ou mapa mental. Essas estratégias estão no nível das Capacidades. 

Responde à pergunta O QUE?

Outras perguntas: O que fiz e o que tenho feito? Quais meus comportamentos específicos?

PRIMEIRO NÍVEL
AMBIENTE (Restrições e Oportunidades)
As pessoas e os lugares com os quais ela está interagindo, fisicamente onde a pessoa atua.

O Ambiente representa aquilo que nossos sentidos são capazes de captar e representar, o que podemos ver, ouvir, sentir, cheirar e degustar. 

No ambiente estão contidas nossas restrições e oportunidades, que podem ter a ver com o espaço, tempo, quantidade de pessoas. 

Ambientes também podem ser “julgados”, como costumamos ouvir pessoas falando sobre ambientes seguros, ou ambientes hostis, etc. 

O Ambiente é o “quando” e o “onde” de um espaço problema. Ou seja, os fatores que estão relacionados ao contexto. 

O nível do Ambiente não se refere ao “mundo real físico” e sim à nossa percepção do mundo.

Responde às perguntas QUANDO? ONDE?

Outras perguntas: Quem? Quais os fatores ambientais externos?

POR QUE USAR OS NÍVEIS NEUROLÓGICOS?
Essa é uma ferramenta que fornece uma forma estruturada de entender o que está acontecendo em qualquer sistema, inclusive nos seus relacionamentos, também é uma ótima forma de fazer uma autoanálise de uma “situação problema”.

Usando essa ferramenta dos níveis neurológicos é possível reconhecer em que nível está ocorrendo um problema e atuar diretamente nele, por exemplo uma alteração no ambiente pode interferir no mais alto nível lógico que é o da nossa espiritualidade,  mas se nossa mudança ocorrer diretamente em um nível superior, como o Espiritual ou o da Identidade, invariavelmente causará mudanças nos níveis abaixo.

Como exemplo da imagem abaixo, mudamos o conceito que temos acerca de nós mesmos imediatamente teremos novas crenças, novos comportamentos e capacidades que nos farão rever os ambientes nos quais nos envolvemos.

PROGRAMANDO MUDANÇAS NOS NÍVEIS NEUROLÓGICOS
Com base nisso, pare um pouco e reflita sobre uma determinada atividade:
Onde estão os ambientes que você frequenta? (ambiente)
O que você faz nestes ambientes? (comportamentos)
Como você faz? (capacidades)
Por que você faz? (crenças e valores)
Quem é você? (identidade)
Quem mais isto afeta? (visão/missão/espiritualidade)

APLICAÇÃO OS NÍVEIS NEUROLÓGICOS
Exemplo 1:  Seu objetivo é estudar para uma prova importante…

Se sua mesa de trabalho e estudos está uma bagunça (Nível de Ambiente) e isto limita as suas ações (Nível de Comportamentos) interfere em seu desempenho de estudos (Nível de Capacidades), fazendo você acreditar que não pode ou não consegue fazer algumas das tarefas mais importantes relacionados aos estudos (Nível de Crenças), o que pode interferir sobre o que você pensa de si mesmo quando diz a respeito de ser estudioso (Nível de Identidade), prejudicando o seu relacionamento com os outros nesse cenário (Nível do Espiritual).

Neste exemplo percebemos que se limparmos o ambiente de estudo, isto pode potencializar as nossas capacidades, fazendo com que tenhamos novos comportamentos e pode mesmo interferir em nossas crenças sobre nossa identidade como “estudante”, potencializando a nossa missão de vida.

Exemplo 2: Seu objetivo é cozinhar...
A panela, os utensílios, os ingredientes, o local e o fogão que usará estão no nível de ambiente;
Ligar o fogo, os consequentes atos de juntar os ingredientes e mexer o que está na panela com a colher estão no nível de comportamento;
Seguir a receita, controlar a temperatura e mexer os ingredientes são as estratégias que você acha necessárias para um delicioso prato… e algo que está no nível das capacidades e habilidades;
Acreditar que uma refeição une as pessoas à mesa está no nível das crenças e valores;
Ser um excelente cozinheiro e identificar-se como tal está no nível da identidade;
Ter desenvolvido a sua identidade de cozinheiro com a família de donos de restaurante e influenciar o seu filho a aprender é algo que está no nível do espiritual (de sistemas, conexões);

ALINHAMENTO DOS NÍVEIS NEUROLÓGICOS
É possível alinhar ou realinhar os níveis neurológicos. 

A teoria é que no decorrer de nossa vida, com nossos compromissos e agitações, os níveis neurológicos se desalinham conforme nos envolvemos com tarefas e funções que compõe nosso dia a dia. 

Infelizmente é comum vivermos uma vida que não é a nossa, fazendo coisas que nos contrariam, pois vão contra os nossos valores e crenças pessoais e perante as quais criamos resistência, por mais importantes que sejam estas tarefas. 

Nem sempre estamos em uma profissão que nos agrade, por exemplo, assim como é fácil encontrar pessoas que estão casadas, mas sem encontrar felicidade no casamento.

Outro exemplo: a mãe ama o seu filho, mas não gosta de ter que ficar com ele no hospital, pois o que ela deseja é que ele tenha saúde e não precise recorrer à internação. 

Mas se o filho ficar doente e precisar ficar internado, mesmo a mãe não gostando disso, ou seja, de ver o filho doente e precisar interná-lo, submete-se voluntariamente a esta tarefa no objetivo de restituir a saúde ao filho.

Fontes de pesquisas:
https://ispnl.com.br/niveis-neurologicos-de-aprendizagem/
https://crieseudestino.com/niveis-neurologicos/
https://rmcholewa.com/2017/11/23/niveis-neurologicos-e-a-diferenca-entre-ser-e-estar/