terça-feira, 13 de dezembro de 2016

HOMOSSEXUALISMO


Homossexualidade, também chamada de homossexualismo (do grego antigo ὁμός (homos), igual + latim sexus = sexo), refere-se ao atributo, característica ou qualidade de um ser, humano ou não, que sente atração física, estética e/ou emocional por outro ser do mesmo sexo. 

Enquanto orientação sexual, a homossexualidade se refere a "um padrão duradouro de experiências sexuais, afetivas e românticas principalmente entre pessoas do mesmo sexo"; o termo também se refere a indivíduo com senso de identidade pessoal e social com base nessas atrações, manifestando comportamentos e aderindo a uma comunidade de pessoas que compartilham da mesma orientação sexual."

AS CATEGORIAS DA HOMOSSEXUALIDADE
A homossexualidade é uma das três principais categorias de orientação sexual, juntamente com a bissexualidade e a heterossexualidade, sendo também encontrada em muitas espécies animais.

A PREVALÊNCIA DA HOMOSSEXUALIDADE
A prevalência da homossexualidade entre os humanos é difícil de determinar com precisão; na sociedade ocidental moderna, os principais estudos indicam uma prevalência de 2% a 13% de indivíduos homossexuais na população, enquanto outros estudos sugerem que aproximadamente 22% da população apresente algum grau de tendência homossexual.

O HOMOSSEXUALISMO É UMA OPÇÃO?
Em geral, quem usa tal expressão não o faz por maldade, mas um olhar mais apurado demonstra quão infeliz é esta frase. Se preferência sexual fosse uma opção, ninguém optaria por ter um gosto que converte a pessoa quase que automaticamente numa vítima do preconceito social. 

Pense: você optou por gostar do sexo oposto? Não foi assim, não é mesmo? 

A pessoa paulatinamente vai descobrindo que se interessa pelo sexo oposto. 

Com os homossexuais é a mesma coisa! Eles gostam do mesmo sexo, pela mesma razão misteriosa que faz com que a maioria das pessoas prefira o sexo oposto.

O HOMOSSEXUALISMO AO LONGO DA HISTÓRIA
Ao longo da história da humanidade, os aspectos individuais da homossexualidade foram admirados, tolerados ou condenados, de acordo com as normas sexuais vigentes nas diversas culturas e épocas em que ocorreram. 

Quando admirados, esses aspectos eram entendidos como uma maneira de melhorar a sociedade; quando condenados, eram considerados um pecado ou algum tipo de doença, sendo, em alguns casos, proibidos por lei. 

Desde meados do século XX a homossexualidade tem sido gradualmente desclassificada como doença e descriminalizada em quase todos os países desenvolvidos e na maioria do mundo ocidental.

Entretanto, o estatuto jurídico das relações homossexuais ainda varia muito de país para país. 

Enquanto em alguns países o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado, em outros, certos comportamentos homossexuais são crimes com penalidades severas, incluindo a pena de morte.

COMO A PSIQUIATRIA, PSICOLOGIA E PSICANÁLISE LIDAM COM A HOMOSSEXUALIDADE
As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. 

Desde 1973 a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. 

Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade uma doença.

No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual e, em 1999, estabeleceu regras para a atuação dos psicólogos em relação às questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e/ou cura da homossexualidade.

No dia 17 de maio de 1990, a Assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação Internacional de Doenças (sigla CID).

Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.

Os Psicanalistas de modo quase que geral seguem a mesma linha de pensamento de Psiquiatras e Psicólogos, não havendo no entanto, uma Legislação que proíba pensamentos contrários.

A CAUSA DO HOMOSSEXUALISMO
O fato é que ninguém, absolutamente ninguém sabe o que faz uma pessoa se interessar pelo mesmo sexo ou pelo oposto. 

Não existe nenhuma comprovação científica de que a causa seja genética ou psicológica. 

Até mesmo Sigmund Freud, pai da psicanálise, a quem erroneamente se atribui a ideia de que a homossexualidade tem origem na criação, escreveu claramente em sua obra: o mais provável é que a sexualidade humana, como tudo no ser humano, seja multicausal. 

Não há uma causa, mas sim várias, e elas provavelmente são diferentes para cada ser humano. 

COMO A PSICANÁLISE PODE AJUDAR
Como e em que a psicanálise pode ajudar? 

Existe uma ferramenta poderosa tanto para o casal como para um deles individualmente ou para o adolescente: a terapia.

Muitas vezes saber que o filho não é da maneira como os pais imaginavam e queriam abala a relação (inclusive sexual) do casal. 

Acusações mútuas incessantes dificultam a convivência. 

Uma análise pode ajudar na descoberta de conteúdos inconscientes presentes na dinâmica do casal que impossibilitam a aceitação do "diferente" dentro da família.

A análise pode ajudar os pais que têm dificuldades em entender o seu filho (mesmo quando o outro membro do casal não quer vir para a terapia). 

Desta maneira, poderão falar a respeito do que dói. Rememorar profundamente sua própria adolescência e por meio da técnica descobrir e respeitar sua singularidade. 

Consequentemente entender a singularidade das outras pessoas ao aceitar as diferenças, enfim, amar! Essa é resumidamente a proposta de um trabalho numa abordagem psicanalítica.

Em relação ao adolescente, o trabalho gira em torno da aceitação de si mesmo, oferecendo-lhe a possibilidade de reflexão. 

Torná-lo menos adoecido pelo olhar e desaprovação do outro. Fortalecendo-o em relação a vários aspectos da vida.

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