quarta-feira, 18 de outubro de 2017

EROTIZAÇÃO INFANTIL E SUAS CONSEQUÊNCIAS



A infância é um período fundamental para o desenvolvimento de um indivíduo, porque é a fase em que ele desperta seus sentidos, suas capacidades, sua imaginação e também seus processos cognitivos.

Entretanto, o que se percebe, hoje em dia, é que esse período está sendo cada vez mais acelerado. 

A exposição dos pequenos a conteúdos inapropriados para sua faixa etária pode criar o que é chamado de erotização infantil. Parece óbvio dizer isso, nós sabemos, mas crianças não são adultos.

As crianças acabam pulando partes importantes dessa fase da vida e dão espaço a uma mentalidade adulta, que começa, muitas vezes, com o uso de roupas nada infantis, sapatos de salto alto, cosméticos e também acessórios, ações que podem parecer normais.

O DESENVOLVIMENTO SEXUAL NA VISÃO DE FREUD
Em 1905, ele publicou Os três ensaios sobre a sexualidade, num dos quais abordava especificamente a sexualidade infantil - conceito fundamental para a Psicanálise, até os dias atuais.

Para Freud, a sexualidade da criança possui duas características principais: é perversa e polimorfa. Isto significa dizer que ela é auto-erótica e satisfeita através da estimulação de zonas erógenas no próprio corpo da criança. As fases do desenvolvimento infantil, segundo a teoria freudiana, estão ligadas ao deslocamento da libido (energia sexual) a cada uma dessas zonas. 

Assim, a criança deve passar pela fase oral (obtendo prazer pela sucção do seio materno, da chupeta, do dedo, ou levando os objetos à boca), pela fase anal (quando aprende a controlar a atividade esfincteriana), e por outras, até chegar à puberdade. 

A auto-estimulação de zonas erógenas não se configura propriamente como uma masturbação - atividade característica da puberdade - e sim como um tipo de sexualidade especialmente infantil, diferente da adolescente e da adulta. 

Logo não existe aqui necessidade de estimulação externa para que a criança desenvolva sua sexualidade, como alguns leigos defendem, alias toda estimulação externa empregada para estimular a sexualidade infantil trás prejuízos para criança.

Na verdade a estimulação sexual de qualquer criança, menino ou menino gera o que chamamos de erotização precoce, que não deixa de ser uma violência sexual, com resultados impactantes para vida toda da criança.

A REALIDADE NUMÉRICA DOS RESULTADOS DA EROTIZAÇÃO
O número de meninas de 10 a 14 anos, que tiveram filhos pela primeira vez, quase dobrou em 2012, em relação a 2011. Foram 20.632 crianças e adolescentes, segundo pesquisa do IBGE tendo como base o Censo 2012. 

Estudos do SIPIA (Sistema de Informação para a Infância e Adolescência) indicam que no Brasil, a cada 4 horas uma criança sofre abuso sexual. 

Além disso, outro fator complicador é a impunidade quase certa pra quem pratica esse tipo de crime. 

Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o índice de resolução de crimes de agressão aponta para vergonhosos 9%, sem contar com o cumprimento da pena, já que a pesquisa refere-se à resolução somente como sentença judicial.

EROTIZAÇÃO PRECOCE
O sexo e tudo que o envolve, sedução, conquista, intimidade, prazer e reprodução, faz parte do mundo dos adultos. Assim como o trabalho e a responsabilidade civil ou criminal. 

Incentivar ou permitir que uma criança, fale se vista ou dance como adultos é como assistir passivamente aos menores que trabalham nos fornos de carvão ou nos canaviais do nordeste. 

Permitir, incentivar, insinuar ou expor crianças em publico desnuda, ou seminua ou em situação que não própria para criança implica em erotização erótica.

A erotização precoce da criança é abuso, pois favorece a violência que atinge milhares de pessoas diariamente.

O QUE CARACTERIZA A EROTIZAÇÃO INFANTIL
A erotização infantil é caracterizada pelo incentivo e ou a exposição da criança e do adolescente de 0 anos até 14 anos de idade a situações ligadas a sexualidade própria do adulto.

Vejamos algumas situações que podem indicar a erotização infantil:

Estimular, incentivar ou expor crianças a:
Convívio com pessoas que vivem na libertinagem ou promiscuidade;
Vivência da criança em locais impróprios para sua idade;
Danças sensuais, próprias para adultos;
Uso de roupas que sensualizam a crianças, próprias para pessoas adultas;
Uso de maquiagem que sensualiza a criança;
Uso de sapatos de salto alto;
Uso de roupas íntimas próprias para pessoas adultas;
Pouse sensuais, através de fotos ou como modelos;
Fotos com crianças como peças de roupas ou sapatos que indique sensualidade própria dos adultos.

PERPLEXIDADE E PASSIVIDADE DA SOCIEDADE DIANTE DO FENÔMENO.
Uma tendência social demora a se tornar “aberração”. 

Até que os números sejam coletados e os dados vistos como alarmantes muitas vítimas já foram feitas. As pessoas tendem a ver a violência, as drogas e até a erotização precoce como algo distante, que acontece aos filhos dos outros. Mas é fato de que ela pode atingir qualquer família, logo não a preocupação não é algo que pertence apenas aos outros.

O silêncio tolerante da sociedade frente à realidade da erotização infantil, da exposição à violência, da exploração comercial sexual de crianças e adolescentes fere princípios éticos, liquida valores fundamentais, corrompe a sensibilidade de um povo e ameaça profundamente a constituição de uma sociedade justa.

O não fortalecimento da rede de proteção básica passa obrigatoriamente pela irresponsabilidade de pais despreparados, pelo ensino deficiente, pela ineficácia da fiscalização pública, pelo desinteresse geral da imprensa, pelo utilitarismo sórdido da propaganda, pela promiscuidade de setores da mídia, pela impunidade dos criminosos e pela negligência do Estado que se omite nas questões fundamentais geradoras de violência, pela qual morrem no Brasil, todos os dias, 100 crianças.

FENÔMENO SOCIAL IMPOSTO PELA MÍDIA
Os meios de comunicação, ao contrário do que muitos pensam, não têm o menor compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos. É uma vitrine de tudo que pode vender milhões, não importando a qualidade do produto.

O PAPEL DA MÍDIA
O papel hoje é disseminar um culto à celebridade, que dá lugar ao surgimento de uma espécie de casta na sociedade, a casta dos famosos.

A EROTIZAÇÃO INFANTIL FAVORECE AO ABUSO E A VIOLÊNCIA SEXUAL
O abuso sexual infantil consiste em todo ato ou jogo sexual, seja ele homossexual ou heterossexual, cujo agressor encontra-se em um estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado do que a criança ou o adolescente, sejam eles pais, responsáveis, conhecidos ou desconhecidos. O autor da violência sexual pode ser também um adolescente que tenha três ou cinco anos a mais que a vítima. 

O agressor tem por intenção estimulá-la sexualmente ou utilizá-la para obter satisfação sexual, ocorrendo manipulação, contato oral, genital, estimulação ou a penetração anal. 

É imposta à criança e ao adolescente, práticas eróticas e sexuais, podendo também variar desde atos nos quais não se produz o contato físico, como o voyeurismo, exibicionismo e produção de fotos, até diferentes tipos de ações incluindo o contato sexual com ou sem penetração.

O abuso sexual pode ser classificado como extrafamiliar ou intrafamiliar, sendo este o mais frequente. 

O abuso sexual extrafamiliar ocorre fora do ambiente familiar, no qual o abusador é geralmente desconhecido. O agressor se torna amigo da vítima e após obter a sua confiança a agride sexualmente. 

Após a agressão, ocorrem ameaças à criança, como por exemplo, “não poderemos ser mais amigos se você contar a alguém” e a criança devido à culpa que sente e por acreditar na amizade silencia-se. 

O abuso sexual representa uma verdadeira catástrofe na vida de uma criança e produz uma devastação da estrutura psíquica que afeta seus distintos aspectos”.

AS CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO SEXUAL
Os adultos que sofreram abuso na infância ficam lesados em sua autoestima, e em consequência disso, a vulnerabilidade das mulheres em relação a homens sexualmente exploradores aumenta, e sua capacidade de proteger os filhos diminui. 

Frequentemente o abusador reproduz os modelos de violência que vivenciou em sua infância, gerando o ciclo da violência, porém é importante ressaltar que nem todas as vítimas tornam-se agressores.

As crianças e os adolescentes que sofreram abuso sexual apresentam comportamentos como sentimento de culpa, depressão, baixa auto- estima, timidez, agressividade, medo, embotamento afetivo, isolamento, dificuldade em confiar nos outros, alterações de sono, dores abdominais, fugas de casa, sexualidade exacerbada, etc.

Entre os efeitos em curto prazo, observou-se a aparição de fobias, atraso escolar e enurese, mais tarde notou-se a gravidez na adolescência e tentativas de suicídio. a criança abusada sexualmente vivencia uma situação de ameaça e desamparo, sendo a angústia experimentada de morte. 

O sentimento de desamparo é consequência da quebra de confiança das figuras que esperava proteção amorosa. Ressalta que a condição da criança como sujeito é abolida e o agravante é que a violência exercida pelo adulto, que deveria ser referência de modelo para suas relações futuras foi o responsável pela anulação da sua própria subjetividade. 

A criança sente-se traída e ao mesmo tempo culpada, pois é levada a fantasiar que foi a causadora de sua própria situação de abuso, criando-se um vínculo maior em relação ao silêncio. 

A imagem que a criança tem de si e do mundo torna-se distorcida, ocorrendo uma confusão na percepção de si mesma, e de suas emoções, pois a vivência traumática ocorre em um período de grande vulnerabilidade, no qual a criança está desenvolvendo sua capacidade de elaboração psíquica.

TRANSTORNOS MENTAIS, OUTRA CONSEQUÊNCIA DO ABUSO E DA VIOLÊNCIA SEXUAL
As consequências que o abuso pode acarretar às crianças vitimadas são o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), Transtorno Dissociativo, Transtorno Depressivo Maior, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtornos Alimentares.

Podem apresentar sentimentos de culpa, baixa autoestima, timidez, agressividade, medo, embotamento afetivo, isolamento, dificuldade em confiar em outras pessoas.

Alterações no sono, dores abdominais, fugas de casa, mentiras, sexualidade exacerbada e desesperança em relação ao futuro. Revelam que o comportamento da mãe frente o abuso pode influenciar negativa ou positivamente no desenvolvimento da criança.

As consequências mais observadas em crianças e adolescentes são a depressão, agressividade, medo, sexualidade exacerbada e dificuldade em confiar-nos outros. 

Crianças que sofreram o abuso apresentaram problemas de Aprendizagem, transtorno psicossomático, sexualidade exacerbada, culpa, fobias e medos noturnos. 

Entre as consequências mais observadas em mulheres eram a depressão, a ansiedade e problemas de relacionamento, vividos por diversas vezes de forma violenta. 

Em alguns casos, as mulheres apresentavam sexualidade exacerbada e que, por diversas vezes tinham uma imagem confusa de si mesmas e fobias. 

Outros estudos revelam que as mulheres abusadas sexualmente na infância manifestavam depressão, comportamento autodestrutivo, ansiedade, sentimentos de isolamento, baixa autoestima e tendência à revitimação e abuso de substâncias.

QUAL O PAPEL DA SOCIEDADE
O papel da sociedade é proteger a criança independente de qualquer coisa, não importa qual ideologia politica, social e religiosa ela tenha, é sua obrigação proteger a inocência da criança e favorecer um ambiente sadio para que a criança venha a desenvolver sua sexualidade naturalmente. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

DICAS PARA ATINGIR OBJETIVOS E METAS DE MANEIRA SATISFATÓRIA


Dentre as muitas leituras que tenho feito nos últimos dias, li um livro que tem por título, A DIETA ESPIRITUAL, de ALLAN PERCY, um livro que aborda algumas questões INQUIETANTES vivenciadas por muitas pessoas.

O autor desse livro oferece, bem no início, algumas dicas que direcionam qualquer pessoa que têm objetivos e metas a serem atingidas, vejamos:

Primeiro, ELIMINE AS ATITUDES AUTODESTRUTIVAS...
Muitas vezes o nosso inimigo se encontra dentro de nós.

São atitudes autodestrutivas, são atitudes que tomamos e que em vez de construir, destrói  o nosso ser, o nosso bem estar, causando desconforto e consequentemente a nossa  felicidade.

O exemplo de uma atitude negativa pode ser a procrastinação, o ato de deixar as coisas sempre para o outro dia.

Quer viver bem? Quer alcançar seus objetivos na vida? Caso queira, elimine as atitudes autodestrutivas.

Segundo, CULTIVE HÁBITOS QUE ESTIMULEM O OTIMISMO E A EFICIÊNCIA...
Os nossos hábitos precisam ser revistos sempre, pois alguns hábitos podem  causar prejuízos ao desenvolvimento de qualquer pessoa.

Rever hábitos é algo de muita  importância, pois as vezes, esses hábitos precisam ser mudados, reformulados, como também existe a necessidade do surgimento e o desenvolvimento de novos hábitos.

Após rever os hábitos, elimine aqueles que estão lhe causando prejuízo, faça a eleição de novos hábitos e os cultive.

Hábitos que estimulem o otimismo e a eficiência são extremamente importante para aqueles que querem atingir seus objetivos e metas.

Terceiro, LIVRE-SE DAS ARMADILHAS MENTAIS...
Parece que não, mas as vezes a nossa mente pode trabalhar contra os objetivos e metas que foram  determinados.

Identificar as armadilhas mentais que travam o desenvolvimento pessoal é de sua importância, pois do contrário, seus esforços e recursos empregados para atingir os objetivos e as metas poderão não serem atingidos.

Quarto, TRABALHE COM EXPECTATIVAS REALISTAS...
Rever objetivos e metas, bem como criticá-los evita inúmeras frustrações. 

Dai a necessidade de fazer perguntas como: meus objetivos e minhas metas são de fato realistas? São necessárias? Tenho as reais condições de atingí-los.

Esse ponto é importante, pois muitas vezes gastamos muito tempo querendo atingir objetivos e metas que são ideias para outras pessoas e não para nós.

Tenho notado que existe por parte de muitas pessoas um exagero em querer ser rico, conseguir tudo o que é comum ao capitalismo, no passo de mágica.

Muitos persistem em achar que a felicidade reside na execução de ferramentas que são apresentadas como solução para todos os problemas existente no mundo de uma pessoa.

Dai estão criando objetivos e metas que causam mais frustrações do que satisfação. Não são poucos as pessoas que estão participando de eventos e mais eventos com preletores que oferecem maneiras fáceis de conquistar o sucesso, quando a realidade é totalmente diferente.

Rever objetivos e metas evita muitas frustrações, bem como oportunidade de revisão, quando não, o estabelecimento de novos objetivos e novas metas.

Esse último ponto é importante, tendo em vista o fato de que muitas pessoas estão frustradas, por perseguirem objetivos e metas que nunca lhe pertenceram.

Por fim, colocando em prática esses quatro dicas aqui apresentadas, certamente levarão qualquer pessoa a atingir seus objetivos e metas de maneiras mais que satisfatória, sem correr o risco de passar por frustrações.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SOLIDÃO E SEUS ASPECTOS POSITIVOS


O termo “Solidão” é por demais temidos na atualidade, em especial devidos o exagero de alguns profissionais que acham que a solidão é algo ruim e inútil o desenvolvimento humano.

Na realidade, isso é muito relativo, pois a solidão deve e pode ser visto de vários ângulos, havendo nela, pontos e negativos.

Na verdade é um erro associar a solidão à hostilidade, ao isolamento e a insociabilidade, pois de acordo como você administra a solidão, você pode tirar muitos proveitos.

E é um fato: a solidão pode ser algo extremamente saudável na vida de alguém.

Outro fato importante, não importando o nosso grau de sociabilidade, um dia ou em uma hora ou outra, temos que ficar sozinho e enfrentar a solidão, sem sentimento de culpa.

SOLIDÃO, MAIS QUE UM SENTIMENTO
Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. 

A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não porque simplesmente se isola, mas porque os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme.

SOLIDÃO & SOLITUDE
O que é solidão? Vejamos:
Solidão não é o mesmo que estar sozinho. As vezes, as pessoas escolhem ficar sozinhas, porque lhes dá uma sensação de satisfação ou faz com que sejam felizes e auto-suficientes.

Solidão não é uma escolha, uma pessoa pode se sentir solitário mesmo quando está em uma multidão e uma pessoa, ou uma pessoa pode estar sozinha e ainda ser feliz, isso vai depender de cada pessoa.

Solidão de fato é um profundo sentimento de isolamento onde a pessoa sente que não tem alguém para conversar ou alguém que vai ouvi-la.

O que é solitude? Vejamos:
Solitude é uma solidão produtiva, aquele momento que uma pessoa tira para refletir na vida, reavaliar sua vida diante de si mesmo e diante de outras pessoas.

Solitude é o momento de produção mental, o momento do pensar construtivo, uma necessidade em nossos dias.

CAUSAS DA SOLIDÃO
As pessoas podem sentir solidão por muitas razões e muitos eventos da vida estão associados a ela. 

A falta de amizades durante a infância e adolescência ou a falta de pessoas interessantes podem desencadear não só a solidão, mas também a depressão e o celibato involuntário. 

Muitas pessoas passam pela experiência da solidão pela primeira vez quando são deixadas sozinhas quando crianças.

A solidão pode ser causada por uma variedade de coisas, exemplos:
Mudança de lugar;
Distância da família;
Distância de alguém que se ama;
Distância de amigos;
Término de um relacionamento;
Doenças físicas;
Perdas diversas, etc.

Como também a solidão pode indicar que a pessoa se encontra desenvolvendo uma enfermidade, física, orgânica ou mental, mas isso precisa de um diagnóstico de um profissional, antes de qualquer coisa, digo isso, tendo em vista a tendência de estarmos encontrando enfermidades mentais para todos os comportamentos vivenciados em nossa sociedade.

A solidão pode ser eventual, ou circunstancial, quando isso acontece ela é passageira e a pessoa volta ao nível comportamental que tinha antes.

Pode ser também que uma pessoa entre no estágio de solidão e tenha dificuldade de sair desse estágio, caso isso aconteça, a pessoa pode necessitar de uma ajuda de um profissional.

A solidão pode ocorrer também após o nascimento de uma criança, um casamento ou outro evento socialmente disruptivo, como a mudança de um estudante para um campus universitário.

A solidão pode ocorrer dentro de um casamento ou relacionamentos íntimos similares quando há raiva, ressentimento ou quando o amor dado não é correspondido. 

A SOLIDÃO PODE LEVAR ALGUÉM A AUTO-CONSCIÊNCIA
A solidão vivenciada por alguém pode levar esse alguém a experimentar uma ruptura com o seu ritmo de agitação da vida que tenha experimentado, levando-a a uma auto-reflexão e introspecção que a leva a uma maior autoconsciência.

Em outras palavras, a solidão pode ser de grande utilidade, quando isso acontece, chamamos de solitude.

CUIDADO COM A RECUSA DA SOLIDÃO
A solidão somente pode ser compreendida como um fardo quando esta é imposta, quando a pessoa que se sente sem apoio social deseja tê-lo e não tem forma de encontrá-lo. Esta solidão tem muito a ver com a necessidade de contar, de falar e de relatar parte da nossa história.

Por isso é um sentimento tão prejudicial nas pessoas mais velhas. Elas sentem que acumularam uma certa sabedoria que precisam entregar de alguma forma e, por isso, são tão agradecidas quando simplesmente lhes dedicamos tempo. 

Porque a tristeza que acompanha a solidão imposta também tem muito a ver com o tempo e com a sensação de que não somos, talvez, suficientemente valiosos para que alguém o dedique a nós.

No lado oposto está a solidão escolhida, a necessidade de poder escapar do barulho social. 

A inquietude de tomar certa distância que nos dê clareza, como se de perto enxergássemos embaçado. Este tipo de solidão é a que nos faz independentes e nos dota de recursos para podermos nos sentir plenos, dependendo única e exclusivamente de nós mesmos.

ALGUNS BENEFÍCIOS DA SOLIDÃO
Você pode fazer o que quiser, quando quiser
Se você é uma pessoa que ama a solidão e vive sozinho na sua casa, é provável que tenha se acostumado a ser a pessoa com quem mais se preocupa. 

Talvez, nessa hora você esteja colocando na balança as vantagens que a solidão implica frente as que teria uma vida compartilhada.

Entre as vantagens certamente está escolher os seus planos, não dar explicações ou poder tomar decisões instantâneas; entre as desvantagens, a segurança que lhe daria ter um apoio incondicional, a necessidade de bem-estar que emana do fato de compartilhar, ou o fato de poder delegar algumas das responsabilidades domésticas.

Existem pessoas para as quais esta solidão cotidiana será uma situação transitória e outras que a escolherão para sempre. O melhor, seja você de um grupo ou de outro, é que a sua situação seja a que você escolher e não uma à qual você tenha que se adequar porque você não tem a oportunidade de viver de outra forma.

Você pode se amar a si mesmo em vez de não amar ninguém
Dizem que a solidão ajuda a gente a crescer como pessoa e a se conhecer. Contudo, tenha em mente que isto não será assim se você mergulhar na frustração de não poder se desfazer nem dela, nem do sentimento, se você começar a procurar de forma obsessiva o jeito de escapar, como se fosse uma espécie de leão na savana.

Se você aprender a se apoiar, a aceitar as suas virtudes e os seus defeitos e, finalmente, a se amar, estará no caminho correto de encontrar a felicidade, já que não dependerá de ter ou não um relacionamento amoroso para consegui-lo. 

O relacionamento perfeito deve ser o que você tem consigo mesmo. Não se esqueça de que dele partirão os que você criar com os outros.

Você pode cultivar as boas amizades
Quem disse que a solidão é sinônima de estar isolado ou de não ter amigos? Não é nada disso! A solidão é a sua capacidade de viver do seu jeito e isso não está amarrado, de forma alguma, a ter bons amigos que lhe compreendam, que gostem de você, que respeitem o seu jeito de viver e façam você feliz.

Além disso, quando você decide estar sozinho, está dando a si mesmo a oportunidade de conhecer novas pessoas por ter começado a fazer novas atividades sem companhia. 

Pessoas que compartilham os seus gostos e que sem dúvida irão enriquecer a sua vida. Serão parte desse novo ar que entra nela, e os que farão você se afastar de alguns relacionamentos aos quais você só se apegava por medo de estar sozinho.

QUANDO A SOLIDÃO CAUSA PREOCUPAÇÃO
A solidão é prejudicial quando ela se apresenta como um sintoma de alguma enfermidade física, orgânica ou mental. Ou então como uma característica de um problema social.

Outra coisa importante e deve ser levado em conta é saber se a pessoa tem tendência ou histórico de suicídio na família, ou então que já tenha tentado suicídio anteriormente.

A solidão que causa preocupação vem sempre acompanhada de outros sentimentos ou sintomas, como por exemplo, isolamento, tontura, paranoia, fixação de ideias, obsessão, compulsão, comportamento bizarro, isolamento e retraimento severo.

A solidão acompanhada de sintomas, como os citados anteriormente deve levantar suspeita e um profissional deve ser procurado.

TRATAMENTO
Existem muitas formas diferentes para tratar a solidão, o isolamento social e a depressão. 

O primeiro passo, e o mais frequentemente recomendado, é a terapia. A terapia é um método comum e efetivo de se tratar a solidão, e geralmente é bem-sucedido. 

Terapias curtas, o tipo mais comum, geralmente se estendem por 10 a 20 semanas. 

Durante a terapia, enfatiza-se a compreensão da causa do problema; reverter os pensamentos, sentimentos e atitudes negativas resultantes do problema; e explorar as formas de melhora do paciente. 

Alguns especialistas recomendam a terapia em grupo como uma forma de se conectar a outras pessoas que passam pelo mesmo sofrimento e estabelecer assim um sistema de apoio.

Especialistas frequentemente prescrevem antidepressivos como tratamento ou em conjunto com a terapia. Geralmente ocorrem algumas tentativas de combinações de drogas até que uma combinação mais adequada seja encontrada para o paciente — essa combinação é encontrada pelo método da tentativa-e-erro. 

Alguns pacientes podem desenvolver uma resistência a certos tipos de medicação e necessitar de uma mudança periodicamente.

Abordagens alternativas são sugeridas por alguns especialistas. Tais tratamentos incluem exercícios físicos, dieta, hipnose, acupuntura, fitoterapia, entre outros. 

Muitos pacientes relatam que a participação em tais atividades aliviaram os sintomas relacionados à depressão, total ou parcialmente.

Outro tratamento, tanto para depressão quanto para a solidão, é a terapia de animais de estimação, ou terapia através da presença de animais de companhia, como cachorros, gatos, coelhos e até mesmo porquinhos-da-índia. 

De acordo com a agência Centers for Disease Control and Prevention, existem vários benefícios associados aos animais de estimação. 

Além de atenuar a sensação de solidão (mesmo porque isto pode também levar à socialização com outros donos de animais semelhantes), ter um animal de estimação diminui a ansiedade e, consequentemente, os níveis de stress no organismo.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

COACHING, UM PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO


O Coaching é uma metodologia de desenvolvimento humano em que se cria um contexto transformacional para o alcance de um estado desejado. (José Roberto Marques).

O Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional, podendo ser aplicado também com bons resultados em equipes, grupos, organizações e empresas.

É um ofício, ou uma atividade econômica ainda não reconhecida pelos órgãos oficiais, mas que tem crescido muito nos últimos anos no mundo e no Brasil.

Por ser uma área nova, existem ainda muitas dúvidas sobre essa nova atividade profissional, portanto de faz necessário alguma considerações para que se possa atender o que seja o Coaching,  sua definição, história, bases teóricas, científicas e métodos de atuação.

DEFINIÇÃO DE COACHING
José Roberto Marques, presidente do IBC – Instituto Brasileiro de Coach define Coaching, da seguinte forma:

“Coaching é um processo com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o Coach (profissional) e o Coachee (cliente), qual o Coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, por meio da identificação e desenvolvimento de competências, como também do reconhecimento e superação de adversidades”.

ORIGEM DO TERMO COACH
A palavra Coach é de origem inglesa, foi utilizada pela primeira vez na Vila de Kócs, na Hungria, em 1400 dC., para designar carruagem de quatro rodas.

O termo tem ligação com o fato de que os alunos nobres das universidades inglesas, do século XVIII, iam para as aulas de Coach (carruagem), conduzidos por um coacher (cocheiro), dai o termo virou gíria universitária norte-americana para designar “tutor particular”, que prepara o aluno para o exame de uma determinada matéria.

UM BREVE HISTÓRICO DO EMPREGO DOS TERMOS COACH E COACHING
Vejamos as principais datas no desenvolvimento histórico do Coaching:
Em 1930 o termo Coach começa a ser utilizado na Oxford University, bem como em universidades inglesas para denominar o tutor de uma pessoa, aquele que “carrega”, ”conduz” e prepara os estudantes para exames.

Em 1931 o termo coaching foi utilizado pela primeira vez no âmbito dos esportes.
Em 1950 o termo Coaching é introduzido na literatura de negócios como uma habilidade de gerenciamento de pessoas.

Em 1980 o conceito de Coaching Executivo é incluído no mundo dos negócios, através de programas de liderança. E é neste momento que o coaching emerge como disciplina acadêmica.
Em 1991 Thomas Leonard se torna um dos principais responsáveis pela propagação do Coach como disciplina e profissão ao redor do mundo, fundando a Coach University.

Em 1992 três grandes nomes, a saber: Laura Whitworth, Karen and Henry Kimsey contribuem  substancialmente para o estabelecimento do Coaching como profissão e fundam o Coaching Training Institute, juntamente com Thomas Leonard.

E por fim, em 2013 o Coaching é uma ds profissões que mais crescem em todo mundo e tem alcançando um número cada vez maior de pessoas, profissionais e empresas.

DEFINIÇÃO DE TERMOS 
Coach
Coach é o profissional devidamente preparado para trabalhar com pessoas, grupos ou empresas tendo em vista a mudança de maneira desejada, indo na direção que se quer.
O Coach é um profissional com formação específica, com uma grade curricular determinada por uma Escola ou Instituição (várias no Brasil) que oferece formação e certificação para atuação em determinadas áreas de atuação.
Qualquer pessoa que tenha segundo grau pode fazer uma formação em Coach, mas só as pessoas que tem Curso Superior podem fazer pós-graduação, ou cursos de extensão, oferecidas por Faculdade no Brasil.

Outra coisa importante de se dizer: o Coach não é psicoterapeuta, nem psicólogo, nem psicanalista, ele pode exercer uma dessas profissões, mas para exercer o Coach, deve passar por uma formação e fazer a diferença na prática do Coaching.

Coaching
Coaching é o processo de desenvolvimento de uma pessoa, grupo, organização ou empresa a mudar da maneira que deseja e ir à direção que se quer.
O Coaching apoia pessoas em todos os níveis para que se tornem quem querem ser e seja o melhor que podem ser.

Coachee
Coachee é o cliente (a pessoa, ou as pessoas (em caso de coaching realizado em equipe, grupo, organização ou empresas).

OS PILARES DO COACHING
O ser humano
Um bom Coach se entende e se especializa em ser humano, bem como no processo de mudanças e desenvolvimento e aumento de performance de seres humanos.

Busca conhecer a mente e a psique, bem como a interação corpo mente os vários tipos psicológicos, tipos de personalidades, estilos pessoais, comportamento, atitude, motivação e outras coisas importantes e necessárias aos seres humanos.

E em especial, o Coach  busca sua própria evolução como ser humano, busca sempre melhorias, novas aprendizagens, novos conhecimentos, automotivação e a autotransformação.

Metodologia
O Coaching tem base em métodos, processos e pensamentos sistêmicos. O Coaching é muito mais efetivo se embasado em modelagem de pessoas de sucesso, modelos e sistemas de excelência. 

Usaremos durante o treinamento modelos de Coaching comprovados na pratica e modelos utilizados internacionalmente.

Técnicas e ferramentas
O Coaching é suportado por técnicas e ferramentas que potencializam os resultados dos clientes de forma efetiva e profissional.

Um bom Coach procura sempre resultado de maneira mais rápida possível, com as tecnologias disponíveis no mercado, desenvolvidas, modeladas e testadas devidamente.

São várias as técnicas e ferramentas usadas no processo de Coaching, essas técnicas e ferramentas são cientificamente comprovadas e apresentam resultados efetivos e práticos, também se usa formulários, roteiros, questionários que em geral geram resultados surpreendentes na vida dos Coaches.

Competências
Para que o Coaching funcione adequadamente, o profissional Coach deve desenvolver um perfil com certas habilidades e competências (planejamento, comunicação, motivação, mudança, visão sistêmica, transformação ética e moral).

Certas características são essenciais para o Coach, como comprometimento, confiança, congruência, generosidade, compaixão e entusiasmo.

O PROCESSO DE COACHING
O Coaching que é processo de desenvolvimento pode ser efetuado em pessoas, pessoas, empresas ou organizações.

O Coaching empregado em pessoas ou pessoas (em caso de grupo) pode ser realizado em 10 ou 12 sessões, que podem durar em torno de 3 a 6 meses.

OS PRINCÍPIOS ABSOLUTOS DO COACHING
Suspender todo tipo de julgamento
O Coach é alguém despido de qualquer forma de julgamento, seja ele qual for, portanto, quando alguém busca um Coach, deve ficar despreocupado, pois nunca será julgado.

Foco no futuro ou no estado desejado
O Coaching é uma abordagem  direcionada para o futuro, ou melhor, o processo de Coaching acontece no tempo presente com foco no futuro em busca de conquista de objetivos que promovam mudanças positivas e duradouras na vida dos clientes.

Aqui se encontra o grande diferencial do Coaching: o foco no estado desejado, onde o cliente esta e naquilo que é necessário fazer e acontecer para ele chegar aonde quer.

Ação, tarefas
O processo, bem como o conhecimento obtido no Coaching inspira a mudança, a prática que leva a uma transformação.

Em outras palavras, o Coaching só é Coaching se tiver ações específicas e constantes, tendo em vista o alcance de objetivos e metas.

Ética e confidencia
O Coaching é uma relação mútua de confiança, comprometimento e parceria.

Os conteúdos abordados na sessão, ou sessões pertencem exclusivamente ao cliente, logo manter sigilo e a confidencialidade é um princípio absoluto para que se tenha sucesso como Coach.

AS BASES DA FORMAÇÃO DO CONTEUDO DAS ESCOLAS E INSTITUTOS DE COACHING NO BRASIL
Os conteúdos como teorias, princípios, técnicas e ferramentas usadas no processo de Coaching vai depender de cada Escola ou Instituto.

Desde quando o movimento, bem como o processo de Coaching começou a criar corpo no Brasil, muitas Escolas e Institutos surgiram, cada uma apresentando modelos, técnicas e ferramentas, as mais diversas possíveis.

Dai a necessidade dos candidatos à formação em Coaching terem o cuidado, pois em qualquer movimento existem aqueles que são mais rígidos e zelam pelo conteúdo e a seriedade do processo, como também existe aqueles que estão pensando apenas em ganhar dinheiro, oferecendo promessas que são verdadeiras ilusões, que causam muitas frustrações.

No geral, o conteúdo visto nas várias escolas de Coaching no Brasil tem como base várias teorias e conceitos encontrados em ciências como: Filosofia, Psicanálise, Psicologia, Sociologia, Teologia, Administração, Organização e Planejamento Estratégico, Recursos Humanos, Filosofia Oriental, Filosofia e Religião Indiana, Filosofia e Religião Hindus, Neurociência, Neurolinguística (PNL), Hipnose e Inteligência Emocional, dentre outras.

Também nota-se uma grande influencia da Psicologia Positiva em algumas Escolas e Institutos, sendo que a aplicação do conteúdo vai variar de Escola para Escola, bem como de Instituto para Instituto.

NICHOS DE MERCADOS
Quando tratamos de nichos, tratamos de área de atuação ou especialização do processo de Coaching que pode ser praticado por pessoas que foram formados e certificados.

Vejamos os mais principais:
Life ou Personal Coach
Trabalha com clientes nas áreas em que eles querem que suas vidas sejam diferentes. Alguns clientes podem ter perdido a motivação, o gosto pela vida, outros apenas sabem que tem um sonho que querem que se torne realidade.

Outros podem ter passado po desafios demais, de saúde e de relacionamento, problemas financeiros, de família e precisam de um Coach independente para ajuda-los a retornarem ao caminho certo.

Carrer Coach
Trabalha com clientes que querem mudar de emprego ou gerenciar suas carreiras.

O Carrer Coaching muda o ponto de vista dos clientes para que deixem de esperar que sejam descobertos e passem a agir de modo mais proativo sobre suas carreiras.

Business Coach
Trabalha com os donos de empresa, empresários, administradores, gerentes, diretores na resolução de problemas relacionados ao trabalho.

O Business Coach no processo de Coaching causa um impacto positivo no sucesso dos negócios da empresa ou organização em geral.

Por exemplo, um diretor uma empresa pode precisar de mais clareza e direção ou encarar desafios específicos em um aspecto das operações.

Não só isso, o Business Coaching  também é valioso para fortalecer o desempenho de equipes.

Executive Coach
Trabalha com líderes e executivos de primeira linha, que muitas vezes estão assumindo um papel maior e precisam de um espaço confiável em que possam expressar as pressões que estão sofrendo, discutir futuras decisões e desenvolver suas abordagens de liderança.

Outros nichos:
Coach de relacionamento;
Coach de relacionamento conjugal;
Coach de emagrecimento;
Coach financeiro;
Coach de tempo;
Coach de planejamento estratégico;
Coach de vendas;
Coach de liderança;
Coach de educação de filhos;
Coach de moda;
Coach de emoções e sentimentos;
Coach de relacionamento familiar;
Coach de concurso;
Coach de recolocação profissional.

QUANDO SE DEVE PROCURAR UM COACH?
Deve-se buscar um Coach quando de tem dificuldade de atingir objetivos e metas, ou quando se te uma dificuldade a ser vencida, sem que a pessoa tenha desenvolvido patologias mentais, como depressão, neuroses, esquizofrenia ou transtornos de personalidade.

Quando a pessoa tem ciência ou consciência do seu estado e queira contribuir e fazer o que deve ser feito para que a coisas aconteçam na sua vida pessoal.

Lembrando que o Coach não faz nada no lugar do Coachee, o Coach vai fazer com que o potencial e as competências do Coachee venham a tona e seja executado pelo mesmo.

CUIDADOS QUE SE DEVE TER QUANDO SE BUSCA UM COACH
Quando se buscar um Coach, deve se ter cuidado, assim como se deve ter em qualquer ramo de atividade profissional, vejamos alguns:

Ter certeza de que o profissional segue em risca os seguintes princípios:
Saber ouvir o cliente sem pré-julgamento;
Nunca aconselhar;
Não prometer resultado que não possa ser atingido;
Sigilo absoluto sobre tudo que acontece na sessão;
Agir com ética e profissionalismo.

Assim diz Sulivan França “Se o coach atender a todos esses requisitos, e se ainda tiver por trás a formação e a recomendação de uma entidade internacional, certamente auxiliará o cliente a ter sucesso em suas metas”. 

Confirmar a formação e certificação do profissional
A formação, bem como a certificação de certa forma indica que o profissional tem preparo e que é apoiado por uma instituição da área, isso por si só não é uma garantia, mas diminui os risco de prejuízos e decepção.

Certificar-se da experiência do profissional na área que ele atua
Somente a formação e a certificação não são suficientes, o profissional deve ter uma experiência de vida, uma bagagem profissional ou um histórico comprovado na área de atuação.

Fazer Coaching com um profissional que tem formação e certificação, mas não tem experiência de vida, ou na área de atuação pode deixar o Coachee na dependência de meras teorias.

Cuidados com os “mágicos” do Coach!

Quem são esses mágicos?
São aqueles que prometem resultados mágicos, que prometem mundo e fundos, como por exemplo, o enriquecimento fácil, uma motivação temporário, fruta de ação mecânica, muito comum no meio do Coaching, com uso de ferramentas que com o tempo se desfaz, não resistido às adversidades reais da vida.

Outras coisas importantes:
Valores de investimento
Não existe processo de Coaching barato, o custo faz parte do processo de desenvolvimento, quem quer pagar pouco por um processo de Coaching acaba pagando caro.

Outra coisa, quanto mais sério, firme e comprometido for o Coach, melhor para o Coachee.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O MEDO: SUA ORIGEM E SEUS VÁRIOS TIPOS.


O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. O Pavor é a ênfase do medo.

O medo é provocado pelas reações químicas do corpo sendo iniciado com a descarga de adrenalina no nosso organismo causando aceleração cardíaca e tremores.

Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo.

Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.

A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. 

Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que possa lhe causar algum mal. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.

O medo pode se transformar em uma doença (a fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico. 

A DIFERENÇA ENTRE MEDO E FOBIA
Medo é algo natural, uma emoção dentre outras: tristeza, amor, raiva, alegria, nojo, coragem, etc., podendo ser uma pouco mais acentuado, porém não fora de controle.

Fobia é o medo patológico, sem explicação, sem sentido algum, de grande intensidade.

Normalmente a fobia causa comprometimento para o indivíduo, bem como para suas relações sociais e causa um grande sofrimento psicológico.

ORIGEM DO MEDO
Enquanto, que por exemplo, há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, como quando uma criança cai num poço e se esforça violentamente para de lá sair, sofrendo devido ao frio da água e à aflição; esta criança originará um adulto que guarda um medo instintivo aos poços, há no entanto outros géneros de medos que são comuns nas espécies, e que surgiram através da evolução, marcando um aspeto da reminiscência comportamental. 

Do ponto de vista da psicologia evolutiva, medos diferentes podem na realidade ser diferentes adaptações que têm sido úteis no nosso passado evolutivo. 

Diferentes medos podem ter sido desenvolvidos durante períodos de tempo diferentes. 

Alguns medos, como medo de alturas, parece ser comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico. 

Outros medos, como o medo de serpentes, pode ser comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico. 

Ainda outros medos, como o medo de ratos e insetos, pode ser único para os seres humanos e desenvolvidos durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insetos tornam-se portadores de doenças infeciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. 

O medo é um mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

OS VÁRIOS MEDOS
Existem vários tipos de medo, dentro da escala de normalidade, sem que tenha a características de fobia, vejamos:
Medos infantis, que acabam com o desenvolvimento dos infantes;
Medos que são próprios dos homens;
Medos que são próprios das mulheres.

OS DEZ MAIORES MEDOS DO SER HUMANO 
Infelizmente, o medo de falar em público é considerado um dos maiores medos do ser humano. Você sabia disso? Alguns estudos o classificam como sendo o maior de todos os medos. Acredite!
Observe esta curiosidade sobre a escala dos medos presente em mente humana. São elas:
1. De falar em público.
2. De altura.
3. De insetos e vermes.
4. De problemas financeiros.
5. De águas profundas.
6. De doença.
7. Da morte.
8. De voar.
9. Da solidão.
10. De cachorro.

A conclusão que podemos estabelecer diante dessa escala é a seguinte: o ser humano tem mais medo de falar em público que do cachorro. 

Será que isso é possível? Por incrível que pareça, sim.

E acredito que você não é o único a apresentar este problema. São muitas as pessoas que apresentam esse pertinente incômodo. 

Converse contigo mesmo, em silêncio! Responda a estas perguntas com sinceridade:
- Quantas vezes você deixou de fazer uma apresentação na escola, colégio ou universidade com medo de falar em público?
- Quantas vezes você recusou convites interessantes em sua carreira profissional com medo de se expressar?
- Quantas vezes você ficou quieto/a em uma reunião de trabalho ou mesmo familiar, conversa entre amigos sem opinar qualquer ideia, melhoria ou crítica?
- Quantas vezes, talvez, você deixou de vender ou demonstrar um produto/serviço em razão do medo?

Mas será que falar em público é "um bicho de sete cabeças" ou o próprio ser humano o classifica exageradamente?

Verifique o resultado de uma pesquisa feita pelo Jornal Inglês Sunday Times com três mil americanos. 
A pergunta foi: qual é o seu maior medo? 
41% disseram que era falar em público;
32% medo de altura;
22% problemas financeiros;
19% doença;
19% da morte.

Outra pesquisa interessante, agora com 100 mil australianos, diz o seguinte: 1/3 dos entrevistados preferem a morte a falar em público.

E aí, você ainda continua com medo de falar em público?

Na verdade, o medo caracteriza a soma de mais três medos:
1. Medo de falhar em uma apresentação. O famoso "fazer feio diante dos outros".
2. Demonstrar para o público uma apresentação pobre.
3. Medo do julgamento da plateia.

OUTROS MEDOS QUE INCOMODAM
Medo de alma ou de pessoas mortas.
Medo de escuro, bem presente em crianças, sempre se encontra ligado ao medo de almas ou fantasmas.
Medo de ficar sem dinheiro ou perder as condições financeiras.
Medo de não realizar os projetos ao longo da existência.
Medo de perder o emprego.
Medo de ficar velho.
Medo de perder a saúde, de ter uma doença incurável.
Medo de não satisfazer a mulher sexualmente.
Medo de não ser um bom pai.

OS MEDOS PRÓPRIOS DOS HOMENS
Medo de broxar.
Medo de pegar uma doença sexualmente transmissível
Medo de a camisinha estourar na hora da relação sexual.
Medo de ter um filho homossexual.
Medo de pegar um travestir em lugar de uma mulher.
Medo de ter uma ejaculação antes da companheira.
Medo de ser traído ou corno.
Medo de casar.
Medo de ter seu “membro sexual” cortado.
Medo de ser pego se masturbando.

OS MEDOS PRÓPRIOS DAS MULHERES
De sair sozinha e ser assaltada ou sequestrada;
De nunca chegar a se relacionar com um cara normal;
De envelhecer;
De ter que cuidar dos pais, velhos e doentes;
De fazer um check-up e descobrir que tem uma doença incurável;
De ficar gorda como a mãe, ou a tia;
De não conseguir engravidar quando quiser ter filhos;
De o casamento terminar, o marido arrumar outra e ela acabar solitária;
De não dar conta de tudo o que ela tem para fazer;
De ser uma velhinha sem dinheiro;
De não experimentar nada emocionante, de tão monótona que está sua vida;
De ficar inválida e não ter ninguém para cuidar dela;
De que alguma coisa horrível aconteça com os seus filhos;
De ficar sozinha, não conseguir um namorado, ficar encalhada;
De saber que seu companheiro é gay;
De pegar o seu companheiro na cama com outro homen.

FOBIAS
Algumas fobias bizarras.
Antropofobia – Medo da Sociedade humana ou aglomerações.
Catisofobia – Sentar-se.
Ciberfobia- Medo dos computadores.
Cromofobia – Cores.
Eleuterofobia – Liberdade.
Fobofobia – Seus próprios medos.
Fonofobia – Os próprios sons, falar em voz alta ou sons.
Hipnofobia – Dormir.
Unatractifobia – Pessoas feias.
Pantofobia – Medo de tudo.

TRATAMENTO
O tratamento para medos intensos e fobias simples ou mistas é a psicoterapia, em suas várias modalidades. 

O uso da medicação tem em vista a diminuição da ansiedade, mas não combate o medo propriamente dito, pois ele tem basicamente uma característica psicológica. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O QUE É ESQUIZOFRENIA E SEUS VÁRIOS TIPOS


O QUE É ESQUIZOFRENIA
A esquizofrenia como conhecemos hoje era conhecida como mania e frenesi.

Hoje a esquizofrenia é uma enfermidade psíquica que afeta a consciência do próprio eu, as relações afetivas, a percepção e o pensamento.

É a psicose endógena mais frequente, afetando cerca de 0,65% da população. O termo esquizofrenia significa "cisão das funções mentais".

Atualmente a esquizofrenia não classificada como doença, mas como um transtorno mental que pode afetar homens, mulheres em várias idades, nacionalidade e deferentes estratos sociais.

SINTOMAS QUE CHAMA ATENÇÃO PARA UM POSSÍVEL DIAGNÓSTICO DE ESQUIZOFRENIA
Em geral os primeiros sintomas da Esquizofrenia são: isolamento, retraimento social, distúrbio do pensamento, do discurso (conversação) ou da conduta, podendo preceder e/ou acompanhar os sintomas psicóticos.

Logo, normalmente uma pessoa com um quadro de esquizofrenia apresenta uma realidade não comum, ansiedade e confusão diante do mundo real, normalmente parece distante, isolado e preocupado.

OUTROS DETALHES SOBRE A ESQUIZOFRENIA
A esquizofrenia pode consistir em uma só doença ou pode incluir doenças com causas diferentes.

A esquizofrenia aguda é marcada pelo aparecimento repentino de sintomas psicóticos muito graves.

O paciente com esquizofrenia aguda tem perda do sentido da realidade e fica incapaz de distinguir entre as experiências reais e imaginárias.

A esquizofrenia crônica é marcada por sintomas contínuo ou recorrente.

O paciente com esquizofrenia crônica frequentemente não recupera suas funções normais e necessita, em geral, de tratamento longo, incluindo o uso de medicamentos para controlar os sintomas.

OS TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
Esquizofrenia simples
É um tipo de esquizofrenia duradoura, com poucos sintomas psicóticos. A característica principal é que o psicótico se parece com um débil, não tendo previsão dos fatos.

Esquizofrenia hebefrênica
Esse tipo de esquizofrenia se caracteriza pela regressão ou comportamento infantil, fracas reações emocionais, deterioração mental, pensamentos ilógicos, o que faz a pessoa passar por "boba" entre os leigos. 

Ela também é acompanhada de ilusões, alucinações, visuais, audíveis e táteis.

Esquizofrenia catatônica
Há pouca informação sobre catatônico, pois é raro.

A principal característica da esquizofrenia catatônica é o enrijecimento muscular; a pessoa pode passar muitos dias com o braço esticado ou o corpo recolhido. Mostra-se negativista e não tem capacidade para se orientar.

O catatônico animado está inquieto e hiperativo. Pouco sono e estão em vigor como continua até que o colapso de exaustão. 

No entanto, os atos violentos são frequentes. O catatônico é repressivo para atividade motora. Alguns podem ter posições estranhas, não querendo mudar de posição. 

Outros exibem uma certa “flexibilidade”, permitindo-se a ser preparado e depois continuar assim por longos períodos. 

Durante os episódios de extrema retirada, não pode comer ou controlar sua bexiga e as funções intestinais. 

A esquizofrenia paranóide
Esquizofrenia paranóica é o mais comum de todos os tipos de esquizofrenia e caracterizados por delírios ou alucinações auditivas frequentes. 

Não são outros sintomas óbvios, como discurso e comportamento desorganizado ou afeto deprimido. 

Delírios de perseguição são mais comuns, suas interpretações de comportamento e outros são prejudiciais e distorcidas, por exemplo, um motorista de ônibus que sorri a bondade é visto como alguém que ri deles com escárnio.

Os indivíduos com este tipo de esquizofrenia são propensos à raiva, e muitos se sentem perseguidos.

A esquizofrenia desorganizada
Este tipo de esquizofrenia é caracterizada pela desintegração  grave comportamentos regressivos que começam em uma idade adiantada. Incluir discurso incoerente ou desorganizado e afeto frequentemente mortos ou inadequados. 

Essas pessoas agem em um absurdo, incoerente muito estranho, “louco”.

A resposta emocional a situações vida real é típica, mas um sorriso e uma criança podem rir exibidas em horários impróprios. 

Elas também tendem a mudar o assunto em vez de seguir uma ideia. Devido à gravidade da doença, muitas pessoas são incapazes de cuidar de si.

A esquizofrenia indiferenciada 
Indiferencial e esquizofrenia residual são diagnosticadas quando os sintomas da pessoa são, obviamente, mas mistos ou indiferenciados de esquizofrenia. 

Estes sintomas podem incluem distúrbios do pensamento, delírios, alucinações, conduta incompatível e seriamente danificado. Às vezes, ser um estágio anterior de outro subtipo. 

Esquizofrenia residual
O diagnóstico da esquizofrenia residual é reservado para pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de esquizofrenia no passado, mas atualmente não que apresentem sinais de destaque para a classificação como um tipo esquizofrenia.

TRATAMENTO
Uma vez diagnosticado a esquizofrenia, que normalmente é feita por um médico psiquiatra ou outro profissional da área de saúde mental, como psicólogo ou psicanalista, não substituindo, no entanto, o diagnóstico médico, o tratado pelo Psiquiatra, necessitando de medicação constante para que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida.

Em alguns casos, mesmo a pessoa tomando medicação, a sua sanidade e qualidade de vida fica comprometida, em especial no caso de esquizofrenia catatônica e a esquizofrenia desorganizada.

A IMPORTÂNCIA DA SOLIDARIEDADE DIANTE DE UMA PESSOA QUE SE ENCONTRA EM CRISE E DESESPERO


Como deve ser o comportamento ideal quando encontramos alguém numa situação de crise e desespero? Aqui temos uma pergunta que pode ter inúmeras respostas, no entanto, optamos por uma resposta que chama atenção para solidariedade.

O ensaio veio em mente depois que vi, um senhor que após brigar com sua esposa, subiu em uma torre de televisão da cidade aonde resido, ameaçando se jogar, caso a mulher não voltasse para casa. Na ocasião, uma multidão ficou em baixo da torre  gritando para que aquele senhor se jogasse, não se importando com que poderia acontecer.

Diante da cena citada, comecei a perguntar, aonde se encontra a solidariedade de nossa sociedade?
Dai, outras perguntas vieram a mente, perguntas que necessitam de respostas, a saber:
  • O que o ser humano é capaz de fazer numa situação de desespero?
  • Todo ser humano estar sujeito a fazer um ato de loucura?
  • Como deve ser nosso comportamento diante do sofrimento do outros?
  • Temos uma sociedade equilibrado emocionalmente?
  • Esse desequilibrio emocional reflete na quantidade de pessoas com enfermidades mentais?
  • Qual a importância da solidariedade social para enfrentarmos as dificuldades vistas na sociedade?
Solidariedade, um valor que precisa ser resgatado
A solidariedade social é um assunto por demais interessante no estudo da sociologia e que tem chamado a atenção da maioria dos pesquisadores, tendo em vista o comportamento dos indivíduos que vivem em sociedade na atualidade.

E o que chama a atenção é o comportamento do homem moderno que se apresenta desprovido de sentimentos. Ou melhor, a indiferença para com o outro. Quando não, o desprezo para com o semelhante.Um comportamento e atitudes direcionado ao outro desprovido de empatia.

Isso chama a atenção dos estudiosos tendo em vista que a a ausência de sentimentos a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, deixa a sociedade vulnerável e sem perspectiva de melhora para o futuro.

No estudo da sociologia, há um autor francês chamado Émile Durkheim (1858 – 1917), em uma obra chamada a Divisão do Trabalho, afirma que a sociedade é mantida coesa, ou unidade por duas forças de unidade:
  • Uma em relação a pontos de vistas semelhantes compartilhado pelas pessoas, como por exemplo, valores e crenças religiosas, chamada de solidariedade mecânica;
  • Outra é representada pela divisão do trabalho em profissões especializadas, que é chamada de solidariedade orgânica.
Nosso interesse aqui é na solidariedade mecânica, ou social, que em síntese é definida como:
"A comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora."

Ultimamente eu li um artigo que o autor definia empatia como sendo a capacidade ou faculdade que um ser tem de sentir o que o outro sente, de colocar-se no lugar do outro ser.

Ou melhor, da empatia, temos valores como a solidariedade e a compaixão que recebe de muitos autores e pesquisadores a mesma definição de solidariedade.

No contexto sócio-religioso eu entendo que a solidariedade é mais importante do que a caridade.

Por que?
A solidariedade eu entro em comunhão com o outro, sentindo exatamente o que ele sente, me colocando no lugar da outra pessoa, enquanto na caridade eu não tenho essa obrigação, eu apenas partilho o que eu tenho em abundância.

A prática da solidariedade não existe a necessidade do bem material em abundância, eu posso ser solidário sem nada de bens materiais. Já a prática da caridade existe a necessidade de doar os bens.

Eu li um artigo na internet aonde o autor trata da solidariedade e compaixão dizendo o seguinte:
Solidariedade não é esmola; é salvar-se no corpo do outro, obter sua vida na vida da espécie, matar seu egoísmo e comungar com o coletivo". 

Compaixão não significa somente sofrermos junto aos outros, mas nos apaixonarmos pelo fogo da primeira fogueira, do primeiro ato heroico, do primeiro serviço não cobrado, da primeira tábua lançada ao mar, da primeira corda estendida, do primeiro lugar cedido a um idoso no ônibus ou no barco salva-vidas.

O homem moderno erra muito em pensar que ele não é importante na construção da felicidade dos outros.

E é um fato: nós somos por demais responsaveis pela felicidade da pessoas que vivem ao nosso redor.
Eu não posso ser feliz com o meu semelhante vivendo na miséria, no conflito, no sofrimento.

TRANSTORNOS MENTAIS CAUSADAS PELA DEPENDÊNCIA QUÍMICA (ALCOOLISMO)


Os transtornos ou doenças mentais causadas pelo uso de drogas são vários, incluindo aqui o uso do álcool que é uma droga, queiramos ou não.

Para começar o próprio uso da droga, incluindo o álcool já que é uma dependência já é classificada como uma doença mental e/ou transtorno mental que tem influência generalizada em todo o organismo do ser humano.

Mas não só isso, além da dependência que já ser uma enfermidade mental, por si só, ela também atraem outras enfermidade mentais, físicas e orgânicas, que poderiam ser evitadas caso a pessoa fosse fizesse abstinência.

O certo é não fazer uso de drogas, incluindo o abuso do álcool, pois além dos prejuízos na vida acadêmica, profissional, social e familiar, sem contar que o uso prolongado dessas substâncias pode causar câncer na cavidade oral, esôfago, faringe, fígado e/ou vesícula biliar; hepatite, cirrose, gastrite, úlcera, danos cerebrais, desnutrição, problemas cardíacos, problemas de pressão arterial, além de transtornos psicológicos. 

Abordarei somente as enfermidades mentais que podem surgir a mais numa pessoa que já tem uma enfermidade mental que é a dependência química.

Vamos lá:
O que vou citar aqui vale para todo tipo de drogas, licitas e ilícitas, com um destaque pelo uso do fumo, que variantes menos intensas, mas prejudiciais também.

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ÁLCOOL - INTOXICAÇÃO AGUDA.
Estado consequente ao uso de uma substância psicoativa e compreendendo perturbações da consciência, das faculdades cognitivas, da percepção, do afeto ou do comportamento, ou de outras funções e respostas psicofisiológicas. 

As perturbações estão na relação direta dos efeitos farmacológicos agudos da substância consumida, e desaparecem com o tempo, com cura completa, salvo nos casos onde surgiram lesões orgânicas ou outras complicações. 

Entre as complicações, podem-se citar traumatismo, aspiração de vômito, delirium, coma, convulsões e outras complicações médicas. 

A natureza destas complicações depende da categoria farmacológica da substância consumida assim como de seu modo de administração. Bebedeira. 

Estados de transe e de possessão na intoxicação por substância psicoativa. 

Intoxicação alcoólica aguda. Intoxicação patológica. "Más viagens" (drogas).

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ÁLCOOL - USO NOCIVO PARA SAÚDE.

Modo de consumo de uma substância psicoativa que é prejudicial à saúde. 

As complicações podem ser físicas (por exemplo, hepatite consequente a injeções de droga pela própria pessoa) ou psíquicas (por exemplo, episódios depressivos secundários a grande consumo de álcool). 

ABUSO DE SUBSTÂNCIA PSICOATIVA. 
TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS -ÁLCOOL - SÍNDROME DE DEPENDÊNCIA.

Conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de uma substância psicoativa, tipicamente associado ao desejo poderoso de tomar a droga, à dificuldade de controlar o consumo, à utilização persistente apesar das suas consequências nefastas, a uma maior prioridade dada ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações, a um aumento da tolerância pela droga e por vezes, a um estado de abstinência física. 

A síndrome de dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou o diazepam), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes. 

ALCOOLISMO CRÔNICO/DISPOMANIA/TOXICOMANIA.
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - síndrome [estado] de abstinência

Conjunto de sintomas que se agrupam de diversas maneiras e cuja gravidade é variável, ocorrem quando de uma abstinência absoluta ou relativa de uma substância psicoativa consumida de modo prolongado. 

O início e a evolução da síndrome de abstinência são limitados no tempo e dependem da categoria e da dose da substância consumida imediatamente antes da parada ou da redução do consumo. 

A síndrome de abstinência pode se complicar pela ocorrência de convulsões.

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ALCOOLISMO - SINDROME DE ABSTINÊNCIA COM DELIRIUM.
Estado no qual a síndrome de abstinência se complica com a ocorrência de delirium. 

Este estado pode igualmente comportar convulsões. Delirium tremens (induzido pelo álcool).
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - transtorno psicótico

Conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o consumo de uma substância psicoativa, mas que não podem ser explicados inteiramente com base numa intoxicação aguda e que não participam também do quadro de uma síndrome de abstinência. 

O estado se caracteriza pela presença de alucinações (tipicamente auditivas, mas freqüentemente polissensoriais), de distorção das percepções, de idéias delirantes (freqüentemente do tipo paranoide ou persecutório), de perturbações psicomotoras (agitação ou estupor) e de afetos anormais, podendo ir de um medo intenso ao êxtase. 

O sensório não está habitualmente comprometido, mas pode existir certo grau de obnubilação da consciência embora possa estar presente a confusão mas esta não é grave. Alucinose. 

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTMANTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ÁLCOOL - SÍNDROME DE AMNÉSICA.

Síndrome dominada pela presença de transtornos crônicos importantes da memória (fatos recentes e antigos). 

A memória imediata está habitualmente preservada e a memória dos fatos recentes está tipicamente mais perturbada que a memória remota. 

Habitualmente existem perturbações manifestas da orientação temporal e da cronologia dos acontecimentos, assim como ocorrem dificuldades de aprender informações novas. 

A síndrome pode apresentar confabulação intensa, mas esta pode não estar presente em todos os casos. 

As outras funções cognitivas estão em geral relativamente bem preservadas e os déficits amnésicos são desproporcionais a outros distúrbios.

Psicose ou síndrome de Korsakov, induzida pelo álcool ou por outra substância psicoativa ou não especificada. 

TRANSTORNOS AMNÉSIO INDUZIDO PELO ÁLCOOL OU POR DROGAS
PSICOSE OU SÍNDROME DE KORSAKOV NÃO-ALCOÓLICA.
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - transtorno psicótico residual ou de instalação tardia

Transtorno no qual as modificações, induzidas pelo álcool ou por substâncias psicoativas, da cognição, do afeto, da personalidade, ou do comportamento persistem além do período durante o qual podem ser considerados como um efeito direto da substância. 

A ocorrência da perturbação deve estar diretamente ligada ao consumo de uma substância psicoativa.

TRATAMENTO
Os tratamentos para dependentes são bastante variados porque existem múltiplas perspectivas para essa condição. 

Não se deve confundir o tratamento do alcoolismo com o tratamento apenas da síndrome de abstinência. O tratamento de dependentes químico é complexo, multiprofissional e longo dependendo da persistência do paciente e sua rede social de apoio para o processo de cura.

A maioria dos tratamentos geralmente preferem uma abstinência de tolerância zero; entretanto, alguns preferem uma abordagem de redução de consumo progressiva.

A efetividade dos tratamentos para dependentes químicos varia amplamente. Quando considerada a eficácia das opções de tratamento, deve-se considerar a taxa de sucesso daquelas pessoas que entraram no programa, não somente aqueles que o completaram. 

Como o término do programa é a qualificação para o sucesso, o sucesso entre as pessoas que completam um programa é geralmente perto de 100%.

Também é importante se considerar não somente a taxa daqueles que atingiram os objetivos do tratamento, mas também a taxa daqueles que tiveram recaídas. 

PSICOTERAPIA
Pessoas que perdem o emprego e não conseguem arrumar outro por causa da dependência acabam entrando em um ciclo vicioso auto-destrutivo.

Após a desintoxicação, diversas formas de terapia em grupo ou psicoterapia podem ser usadas para lidar com os aspectos psicológicos subconscientes que são relacionados à doença da dependência quimica, assim como proporcionar a aquisição de habilidades de prevenção às recaídas como assertividade e técnicas de relaxamento mais saudáveis.

O aconselhamento em grupo através de ajuda mútua é um dos meios mais comuns de ajudar os dependentes a manter a sobriedades. Muitas organizações já foram formadas para proporcionar esse serviço, como os Alcoólicos Anónimos, etc.

A terapia cognitivo comportamental é feita individualmente, mas pode convidar familiares e amigos para participar caso o paciente aceite, e tem como objetivos:
Desenvolver aprendizagem e prática de novos comportamentos substitutos para o comportamento de beber através de treinamento de habilidades intrapessoais (auto-identificação) e interpessoais (sociais);
Ensinar estratégias de enfrentamento que podem ser usadas para lidar com situações de alto risco (internas e externas) que poderiam levar ao comportamento adictivo;
Estabelecer estratégias gerais de mudanças no estilo de vida que ajudem o paciente a atingir seus objetivos acadêmicos, profissionais, sociais e familiares de forma mais eficiente;
Desenvolver estratégias que favoreçam a manutenção do processo de mudança nos hábitos produzidos pelo tratamento.

Psicólogos cognitivos comportamentais também fazem planos emergenciais para uma variedade de situações de estresse que podem surgir de maneira inesperada e planejam com o paciente estratégias para resolvê-las.

Durante a terapia é comum que outros transtornos como fobia social, depressão maior, transtorno bipolar, hiperatividade, transtorno de personalidade limítrofe, transtorno de ansiedade generalizada, anorexia nervosa ou outro transtorno de humor, ansiedade ou alimentar sejam identificados como a causa do alcoolismo.