quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O MEDO: SUA ORIGEM E SEUS VÁRIOS TIPOS.


O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. O Pavor é a ênfase do medo.

O medo é provocado pelas reações químicas do corpo sendo iniciado com a descarga de adrenalina no nosso organismo causando aceleração cardíaca e tremores.

Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo.

Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.

A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. 

Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que possa lhe causar algum mal. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.

O medo pode se transformar em uma doença (a fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico. 

A DIFERENÇA ENTRE MEDO E FOBIA
Medo é algo natural, uma emoção dentre outras: tristeza, amor, raiva, alegria, nojo, coragem, etc., podendo ser uma pouco mais acentuado, porém não fora de controle.

Fobia é o medo patológico, sem explicação, sem sentido algum, de grande intensidade.

Normalmente a fobia causa comprometimento para o indivíduo, bem como para suas relações sociais e causa um grande sofrimento psicológico.

ORIGEM DO MEDO
Enquanto, que por exemplo, há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, como quando uma criança cai num poço e se esforça violentamente para de lá sair, sofrendo devido ao frio da água e à aflição; esta criança originará um adulto que guarda um medo instintivo aos poços, há no entanto outros géneros de medos que são comuns nas espécies, e que surgiram através da evolução, marcando um aspeto da reminiscência comportamental. 

Do ponto de vista da psicologia evolutiva, medos diferentes podem na realidade ser diferentes adaptações que têm sido úteis no nosso passado evolutivo. 

Diferentes medos podem ter sido desenvolvidos durante períodos de tempo diferentes. 

Alguns medos, como medo de alturas, parece ser comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico. 

Outros medos, como o medo de serpentes, pode ser comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico. 

Ainda outros medos, como o medo de ratos e insetos, pode ser único para os seres humanos e desenvolvidos durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insetos tornam-se portadores de doenças infeciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. 

O medo é um mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

OS VÁRIOS MEDOS
Existem vários tipos de medo, dentro da escala de normalidade, sem que tenha a características de fobia, vejamos:
Medos infantis, que acabam com o desenvolvimento dos infantes;
Medos que são próprios dos homens;
Medos que são próprios das mulheres.

OS DEZ MAIORES MEDOS DO SER HUMANO 
Infelizmente, o medo de falar em público é considerado um dos maiores medos do ser humano. Você sabia disso? Alguns estudos o classificam como sendo o maior de todos os medos. Acredite!
Observe esta curiosidade sobre a escala dos medos presente em mente humana. São elas:
1. De falar em público.
2. De altura.
3. De insetos e vermes.
4. De problemas financeiros.
5. De águas profundas.
6. De doença.
7. Da morte.
8. De voar.
9. Da solidão.
10. De cachorro.

A conclusão que podemos estabelecer diante dessa escala é a seguinte: o ser humano tem mais medo de falar em público que do cachorro. 

Será que isso é possível? Por incrível que pareça, sim.

E acredito que você não é o único a apresentar este problema. São muitas as pessoas que apresentam esse pertinente incômodo. 

Converse contigo mesmo, em silêncio! Responda a estas perguntas com sinceridade:
- Quantas vezes você deixou de fazer uma apresentação na escola, colégio ou universidade com medo de falar em público?
- Quantas vezes você recusou convites interessantes em sua carreira profissional com medo de se expressar?
- Quantas vezes você ficou quieto/a em uma reunião de trabalho ou mesmo familiar, conversa entre amigos sem opinar qualquer ideia, melhoria ou crítica?
- Quantas vezes, talvez, você deixou de vender ou demonstrar um produto/serviço em razão do medo?

Mas será que falar em público é "um bicho de sete cabeças" ou o próprio ser humano o classifica exageradamente?

Verifique o resultado de uma pesquisa feita pelo Jornal Inglês Sunday Times com três mil americanos. 
A pergunta foi: qual é o seu maior medo? 
41% disseram que era falar em público;
32% medo de altura;
22% problemas financeiros;
19% doença;
19% da morte.

Outra pesquisa interessante, agora com 100 mil australianos, diz o seguinte: 1/3 dos entrevistados preferem a morte a falar em público.

E aí, você ainda continua com medo de falar em público?

Na verdade, o medo caracteriza a soma de mais três medos:
1. Medo de falhar em uma apresentação. O famoso "fazer feio diante dos outros".
2. Demonstrar para o público uma apresentação pobre.
3. Medo do julgamento da plateia.

OUTROS MEDOS QUE INCOMODAM
Medo de alma ou de pessoas mortas.
Medo de escuro, bem presente em crianças, sempre se encontra ligado ao medo de almas ou fantasmas.
Medo de ficar sem dinheiro ou perder as condições financeiras.
Medo de não realizar os projetos ao longo da existência.
Medo de perder o emprego.
Medo de ficar velho.
Medo de perder a saúde, de ter uma doença incurável.
Medo de não satisfazer a mulher sexualmente.
Medo de não ser um bom pai.

OS MEDOS PRÓPRIOS DOS HOMENS
Medo de broxar.
Medo de pegar uma doença sexualmente transmissível
Medo de a camisinha estourar na hora da relação sexual.
Medo de ter um filho homossexual.
Medo de pegar um travestir em lugar de uma mulher.
Medo de ter uma ejaculação antes da companheira.
Medo de ser traído ou corno.
Medo de casar.
Medo de ter seu “membro sexual” cortado.
Medo de ser pego se masturbando.

OS MEDOS PRÓPRIOS DAS MULHERES
De sair sozinha e ser assaltada ou sequestrada;
De nunca chegar a se relacionar com um cara normal;
De envelhecer;
De ter que cuidar dos pais, velhos e doentes;
De fazer um check-up e descobrir que tem uma doença incurável;
De ficar gorda como a mãe, ou a tia;
De não conseguir engravidar quando quiser ter filhos;
De o casamento terminar, o marido arrumar outra e ela acabar solitária;
De não dar conta de tudo o que ela tem para fazer;
De ser uma velhinha sem dinheiro;
De não experimentar nada emocionante, de tão monótona que está sua vida;
De ficar inválida e não ter ninguém para cuidar dela;
De que alguma coisa horrível aconteça com os seus filhos;
De ficar sozinha, não conseguir um namorado, ficar encalhada;
De saber que seu companheiro é gay;
De pegar o seu companheiro na cama com outro homen.

FOBIAS
Algumas fobias bizarras.
Antropofobia – Medo da Sociedade humana ou aglomerações.
Catisofobia – Sentar-se.
Ciberfobia- Medo dos computadores.
Cromofobia – Cores.
Eleuterofobia – Liberdade.
Fobofobia – Seus próprios medos.
Fonofobia – Os próprios sons, falar em voz alta ou sons.
Hipnofobia – Dormir.
Unatractifobia – Pessoas feias.
Pantofobia – Medo de tudo.

TRATAMENTO
O tratamento para medos intensos e fobias simples ou mistas é a psicoterapia, em suas várias modalidades. 

O uso da medicação tem em vista a diminuição da ansiedade, mas não combate o medo propriamente dito, pois ele tem basicamente uma característica psicológica. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O QUE É ESQUIZOFRENIA E SEUS VÁRIOS TIPOS


O QUE É ESQUIZOFRENIA
A esquizofrenia como conhecemos hoje era conhecida como mania e frenesi.

Hoje a esquizofrenia é uma enfermidade psíquica que afeta a consciência do próprio eu, as relações afetivas, a percepção e o pensamento.

É a psicose endógena mais frequente, afetando cerca de 0,65% da população. O termo esquizofrenia significa "cisão das funções mentais".

Atualmente a esquizofrenia não classificada como doença, mas como um transtorno mental que pode afetar homens, mulheres em várias idades, nacionalidade e deferentes estratos sociais.

SINTOMAS QUE CHAMA ATENÇÃO PARA UM POSSÍVEL DIAGNÓSTICO DE ESQUIZOFRENIA
Em geral os primeiros sintomas da Esquizofrenia são: isolamento, retraimento social, distúrbio do pensamento, do discurso (conversação) ou da conduta, podendo preceder e/ou acompanhar os sintomas psicóticos.

Logo, normalmente uma pessoa com um quadro de esquizofrenia apresenta uma realidade não comum, ansiedade e confusão diante do mundo real, normalmente parece distante, isolado e preocupado.

OUTROS DETALHES SOBRE A ESQUIZOFRENIA
A esquizofrenia pode consistir em uma só doença ou pode incluir doenças com causas diferentes.

A esquizofrenia aguda é marcada pelo aparecimento repentino de sintomas psicóticos muito graves.

O paciente com esquizofrenia aguda tem perda do sentido da realidade e fica incapaz de distinguir entre as experiências reais e imaginárias.

A esquizofrenia crônica é marcada por sintomas contínuo ou recorrente.

O paciente com esquizofrenia crônica frequentemente não recupera suas funções normais e necessita, em geral, de tratamento longo, incluindo o uso de medicamentos para controlar os sintomas.

OS TIPOS DE ESQUIZOFRENIA
Esquizofrenia simples
É um tipo de esquizofrenia duradoura, com poucos sintomas psicóticos. A característica principal é que o psicótico se parece com um débil, não tendo previsão dos fatos.

Esquizofrenia hebefrênica
Esse tipo de esquizofrenia se caracteriza pela regressão ou comportamento infantil, fracas reações emocionais, deterioração mental, pensamentos ilógicos, o que faz a pessoa passar por "boba" entre os leigos. 

Ela também é acompanhada de ilusões, alucinações, visuais, audíveis e táteis.

Esquizofrenia catatônica
Há pouca informação sobre catatônico, pois é raro.

A principal característica da esquizofrenia catatônica é o enrijecimento muscular; a pessoa pode passar muitos dias com o braço esticado ou o corpo recolhido. Mostra-se negativista e não tem capacidade para se orientar.

O catatônico animado está inquieto e hiperativo. Pouco sono e estão em vigor como continua até que o colapso de exaustão. 

No entanto, os atos violentos são frequentes. O catatônico é repressivo para atividade motora. Alguns podem ter posições estranhas, não querendo mudar de posição. 

Outros exibem uma certa “flexibilidade”, permitindo-se a ser preparado e depois continuar assim por longos períodos. 

Durante os episódios de extrema retirada, não pode comer ou controlar sua bexiga e as funções intestinais. 

A esquizofrenia paranóide
Esquizofrenia paranóica é o mais comum de todos os tipos de esquizofrenia e caracterizados por delírios ou alucinações auditivas frequentes. 

Não são outros sintomas óbvios, como discurso e comportamento desorganizado ou afeto deprimido. 

Delírios de perseguição são mais comuns, suas interpretações de comportamento e outros são prejudiciais e distorcidas, por exemplo, um motorista de ônibus que sorri a bondade é visto como alguém que ri deles com escárnio.

Os indivíduos com este tipo de esquizofrenia são propensos à raiva, e muitos se sentem perseguidos.

A esquizofrenia desorganizada
Este tipo de esquizofrenia é caracterizada pela desintegração  grave comportamentos regressivos que começam em uma idade adiantada. Incluir discurso incoerente ou desorganizado e afeto frequentemente mortos ou inadequados. 

Essas pessoas agem em um absurdo, incoerente muito estranho, “louco”.

A resposta emocional a situações vida real é típica, mas um sorriso e uma criança podem rir exibidas em horários impróprios. 

Elas também tendem a mudar o assunto em vez de seguir uma ideia. Devido à gravidade da doença, muitas pessoas são incapazes de cuidar de si.

A esquizofrenia indiferenciada 
Indiferencial e esquizofrenia residual são diagnosticadas quando os sintomas da pessoa são, obviamente, mas mistos ou indiferenciados de esquizofrenia. 

Estes sintomas podem incluem distúrbios do pensamento, delírios, alucinações, conduta incompatível e seriamente danificado. Às vezes, ser um estágio anterior de outro subtipo. 

Esquizofrenia residual
O diagnóstico da esquizofrenia residual é reservado para pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de esquizofrenia no passado, mas atualmente não que apresentem sinais de destaque para a classificação como um tipo esquizofrenia.

TRATAMENTO
Uma vez diagnosticado a esquizofrenia, que normalmente é feita por um médico psiquiatra ou outro profissional da área de saúde mental, como psicólogo ou psicanalista, não substituindo, no entanto, o diagnóstico médico, o tratado pelo Psiquiatra, necessitando de medicação constante para que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida.

Em alguns casos, mesmo a pessoa tomando medicação, a sua sanidade e qualidade de vida fica comprometida, em especial no caso de esquizofrenia catatônica e a esquizofrenia desorganizada.

A IMPORTÂNCIA DA SOLIDARIEDADE DIANTE DE UMA PESSOA QUE SE ENCONTRA EM CRISE E DESESPERO


Como deve ser o comportamento ideal quando encontramos alguém numa situação de crise e desespero? Aqui temos uma pergunta que pode ter inúmeras respostas, no entanto, optamos por uma resposta que chama atenção para solidariedade.

O ensaio veio em mente depois que vi, um senhor que após brigar com sua esposa, subiu em uma torre de televisão da cidade aonde resido, ameaçando se jogar, caso a mulher não voltasse para casa. Na ocasião, uma multidão ficou em baixo da torre  gritando para que aquele senhor se jogasse, não se importando com que poderia acontecer.

Diante da cena citada, comecei a perguntar, aonde se encontra a solidariedade de nossa sociedade?
Dai, outras perguntas vieram a mente, perguntas que necessitam de respostas, a saber:
  • O que o ser humano é capaz de fazer numa situação de desespero?
  • Todo ser humano estar sujeito a fazer um ato de loucura?
  • Como deve ser nosso comportamento diante do sofrimento do outros?
  • Temos uma sociedade equilibrado emocionalmente?
  • Esse desequilibrio emocional reflete na quantidade de pessoas com enfermidades mentais?
  • Qual a importância da solidariedade social para enfrentarmos as dificuldades vistas na sociedade?
Solidariedade, um valor que precisa ser resgatado
A solidariedade social é um assunto por demais interessante no estudo da sociologia e que tem chamado a atenção da maioria dos pesquisadores, tendo em vista o comportamento dos indivíduos que vivem em sociedade na atualidade.

E o que chama a atenção é o comportamento do homem moderno que se apresenta desprovido de sentimentos. Ou melhor, a indiferença para com o outro. Quando não, o desprezo para com o semelhante.Um comportamento e atitudes direcionado ao outro desprovido de empatia.

Isso chama a atenção dos estudiosos tendo em vista que a a ausência de sentimentos a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, deixa a sociedade vulnerável e sem perspectiva de melhora para o futuro.

No estudo da sociologia, há um autor francês chamado Émile Durkheim (1858 – 1917), em uma obra chamada a Divisão do Trabalho, afirma que a sociedade é mantida coesa, ou unidade por duas forças de unidade:
  • Uma em relação a pontos de vistas semelhantes compartilhado pelas pessoas, como por exemplo, valores e crenças religiosas, chamada de solidariedade mecânica;
  • Outra é representada pela divisão do trabalho em profissões especializadas, que é chamada de solidariedade orgânica.
Nosso interesse aqui é na solidariedade mecânica, ou social, que em síntese é definida como:
"A comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora."

Ultimamente eu li um artigo que o autor definia empatia como sendo a capacidade ou faculdade que um ser tem de sentir o que o outro sente, de colocar-se no lugar do outro ser.

Ou melhor, da empatia, temos valores como a solidariedade e a compaixão que recebe de muitos autores e pesquisadores a mesma definição de solidariedade.

No contexto sócio-religioso eu entendo que a solidariedade é mais importante do que a caridade.

Por que?
A solidariedade eu entro em comunhão com o outro, sentindo exatamente o que ele sente, me colocando no lugar da outra pessoa, enquanto na caridade eu não tenho essa obrigação, eu apenas partilho o que eu tenho em abundância.

A prática da solidariedade não existe a necessidade do bem material em abundância, eu posso ser solidário sem nada de bens materiais. Já a prática da caridade existe a necessidade de doar os bens.

Eu li um artigo na internet aonde o autor trata da solidariedade e compaixão dizendo o seguinte:
Solidariedade não é esmola; é salvar-se no corpo do outro, obter sua vida na vida da espécie, matar seu egoísmo e comungar com o coletivo". 

Compaixão não significa somente sofrermos junto aos outros, mas nos apaixonarmos pelo fogo da primeira fogueira, do primeiro ato heroico, do primeiro serviço não cobrado, da primeira tábua lançada ao mar, da primeira corda estendida, do primeiro lugar cedido a um idoso no ônibus ou no barco salva-vidas.

O homem moderno erra muito em pensar que ele não é importante na construção da felicidade dos outros.

E é um fato: nós somos por demais responsaveis pela felicidade da pessoas que vivem ao nosso redor.
Eu não posso ser feliz com o meu semelhante vivendo na miséria, no conflito, no sofrimento.

TRANSTORNOS MENTAIS CAUSADAS PELA DEPENDÊNCIA QUÍMICA (ALCOOLISMO)


Os transtornos ou doenças mentais causadas pelo uso de drogas são vários, incluindo aqui o uso do álcool que é uma droga, queiramos ou não.

Para começar o próprio uso da droga, incluindo o álcool já que é uma dependência já é classificada como uma doença mental e/ou transtorno mental que tem influência generalizada em todo o organismo do ser humano.

Mas não só isso, além da dependência que já ser uma enfermidade mental, por si só, ela também atraem outras enfermidade mentais, físicas e orgânicas, que poderiam ser evitadas caso a pessoa fosse fizesse abstinência.

O certo é não fazer uso de drogas, incluindo o abuso do álcool, pois além dos prejuízos na vida acadêmica, profissional, social e familiar, sem contar que o uso prolongado dessas substâncias pode causar câncer na cavidade oral, esôfago, faringe, fígado e/ou vesícula biliar; hepatite, cirrose, gastrite, úlcera, danos cerebrais, desnutrição, problemas cardíacos, problemas de pressão arterial, além de transtornos psicológicos. 

Abordarei somente as enfermidades mentais que podem surgir a mais numa pessoa que já tem uma enfermidade mental que é a dependência química.

Vamos lá:
O que vou citar aqui vale para todo tipo de drogas, licitas e ilícitas, com um destaque pelo uso do fumo, que variantes menos intensas, mas prejudiciais também.

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ÁLCOOL - INTOXICAÇÃO AGUDA.
Estado consequente ao uso de uma substância psicoativa e compreendendo perturbações da consciência, das faculdades cognitivas, da percepção, do afeto ou do comportamento, ou de outras funções e respostas psicofisiológicas. 

As perturbações estão na relação direta dos efeitos farmacológicos agudos da substância consumida, e desaparecem com o tempo, com cura completa, salvo nos casos onde surgiram lesões orgânicas ou outras complicações. 

Entre as complicações, podem-se citar traumatismo, aspiração de vômito, delirium, coma, convulsões e outras complicações médicas. 

A natureza destas complicações depende da categoria farmacológica da substância consumida assim como de seu modo de administração. Bebedeira. 

Estados de transe e de possessão na intoxicação por substância psicoativa. 

Intoxicação alcoólica aguda. Intoxicação patológica. "Más viagens" (drogas).

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ÁLCOOL - USO NOCIVO PARA SAÚDE.

Modo de consumo de uma substância psicoativa que é prejudicial à saúde. 

As complicações podem ser físicas (por exemplo, hepatite consequente a injeções de droga pela própria pessoa) ou psíquicas (por exemplo, episódios depressivos secundários a grande consumo de álcool). 

ABUSO DE SUBSTÂNCIA PSICOATIVA. 
TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS -ÁLCOOL - SÍNDROME DE DEPENDÊNCIA.

Conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de uma substância psicoativa, tipicamente associado ao desejo poderoso de tomar a droga, à dificuldade de controlar o consumo, à utilização persistente apesar das suas consequências nefastas, a uma maior prioridade dada ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações, a um aumento da tolerância pela droga e por vezes, a um estado de abstinência física. 

A síndrome de dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou o diazepam), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes. 

ALCOOLISMO CRÔNICO/DISPOMANIA/TOXICOMANIA.
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - síndrome [estado] de abstinência

Conjunto de sintomas que se agrupam de diversas maneiras e cuja gravidade é variável, ocorrem quando de uma abstinência absoluta ou relativa de uma substância psicoativa consumida de modo prolongado. 

O início e a evolução da síndrome de abstinência são limitados no tempo e dependem da categoria e da dose da substância consumida imediatamente antes da parada ou da redução do consumo. 

A síndrome de abstinência pode se complicar pela ocorrência de convulsões.

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ALCOOLISMO - SINDROME DE ABSTINÊNCIA COM DELIRIUM.
Estado no qual a síndrome de abstinência se complica com a ocorrência de delirium. 

Este estado pode igualmente comportar convulsões. Delirium tremens (induzido pelo álcool).
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - transtorno psicótico

Conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o consumo de uma substância psicoativa, mas que não podem ser explicados inteiramente com base numa intoxicação aguda e que não participam também do quadro de uma síndrome de abstinência. 

O estado se caracteriza pela presença de alucinações (tipicamente auditivas, mas freqüentemente polissensoriais), de distorção das percepções, de idéias delirantes (freqüentemente do tipo paranoide ou persecutório), de perturbações psicomotoras (agitação ou estupor) e de afetos anormais, podendo ir de um medo intenso ao êxtase. 

O sensório não está habitualmente comprometido, mas pode existir certo grau de obnubilação da consciência embora possa estar presente a confusão mas esta não é grave. Alucinose. 

TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTMANTAIS DEVIDOS AO USO DE DROGAS - ÁLCOOL - SÍNDROME DE AMNÉSICA.

Síndrome dominada pela presença de transtornos crônicos importantes da memória (fatos recentes e antigos). 

A memória imediata está habitualmente preservada e a memória dos fatos recentes está tipicamente mais perturbada que a memória remota. 

Habitualmente existem perturbações manifestas da orientação temporal e da cronologia dos acontecimentos, assim como ocorrem dificuldades de aprender informações novas. 

A síndrome pode apresentar confabulação intensa, mas esta pode não estar presente em todos os casos. 

As outras funções cognitivas estão em geral relativamente bem preservadas e os déficits amnésicos são desproporcionais a outros distúrbios.

Psicose ou síndrome de Korsakov, induzida pelo álcool ou por outra substância psicoativa ou não especificada. 

TRANSTORNOS AMNÉSIO INDUZIDO PELO ÁLCOOL OU POR DROGAS
PSICOSE OU SÍNDROME DE KORSAKOV NÃO-ALCOÓLICA.
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas - álcool - transtorno psicótico residual ou de instalação tardia

Transtorno no qual as modificações, induzidas pelo álcool ou por substâncias psicoativas, da cognição, do afeto, da personalidade, ou do comportamento persistem além do período durante o qual podem ser considerados como um efeito direto da substância. 

A ocorrência da perturbação deve estar diretamente ligada ao consumo de uma substância psicoativa.

TRATAMENTO
Os tratamentos para dependentes são bastante variados porque existem múltiplas perspectivas para essa condição. 

Não se deve confundir o tratamento do alcoolismo com o tratamento apenas da síndrome de abstinência. O tratamento de dependentes químico é complexo, multiprofissional e longo dependendo da persistência do paciente e sua rede social de apoio para o processo de cura.

A maioria dos tratamentos geralmente preferem uma abstinência de tolerância zero; entretanto, alguns preferem uma abordagem de redução de consumo progressiva.

A efetividade dos tratamentos para dependentes químicos varia amplamente. Quando considerada a eficácia das opções de tratamento, deve-se considerar a taxa de sucesso daquelas pessoas que entraram no programa, não somente aqueles que o completaram. 

Como o término do programa é a qualificação para o sucesso, o sucesso entre as pessoas que completam um programa é geralmente perto de 100%.

Também é importante se considerar não somente a taxa daqueles que atingiram os objetivos do tratamento, mas também a taxa daqueles que tiveram recaídas. 

PSICOTERAPIA
Pessoas que perdem o emprego e não conseguem arrumar outro por causa da dependência acabam entrando em um ciclo vicioso auto-destrutivo.

Após a desintoxicação, diversas formas de terapia em grupo ou psicoterapia podem ser usadas para lidar com os aspectos psicológicos subconscientes que são relacionados à doença da dependência quimica, assim como proporcionar a aquisição de habilidades de prevenção às recaídas como assertividade e técnicas de relaxamento mais saudáveis.

O aconselhamento em grupo através de ajuda mútua é um dos meios mais comuns de ajudar os dependentes a manter a sobriedades. Muitas organizações já foram formadas para proporcionar esse serviço, como os Alcoólicos Anónimos, etc.

A terapia cognitivo comportamental é feita individualmente, mas pode convidar familiares e amigos para participar caso o paciente aceite, e tem como objetivos:
Desenvolver aprendizagem e prática de novos comportamentos substitutos para o comportamento de beber através de treinamento de habilidades intrapessoais (auto-identificação) e interpessoais (sociais);
Ensinar estratégias de enfrentamento que podem ser usadas para lidar com situações de alto risco (internas e externas) que poderiam levar ao comportamento adictivo;
Estabelecer estratégias gerais de mudanças no estilo de vida que ajudem o paciente a atingir seus objetivos acadêmicos, profissionais, sociais e familiares de forma mais eficiente;
Desenvolver estratégias que favoreçam a manutenção do processo de mudança nos hábitos produzidos pelo tratamento.

Psicólogos cognitivos comportamentais também fazem planos emergenciais para uma variedade de situações de estresse que podem surgir de maneira inesperada e planejam com o paciente estratégias para resolvê-las.

Durante a terapia é comum que outros transtornos como fobia social, depressão maior, transtorno bipolar, hiperatividade, transtorno de personalidade limítrofe, transtorno de ansiedade generalizada, anorexia nervosa ou outro transtorno de humor, ansiedade ou alimentar sejam identificados como a causa do alcoolismo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

CULTIVANDO HÁBITOS SAUDÁVEIS NO RELACIONAMENTO CONJUGAL



O bem estar de uma vida, de uma família, de um grupo social qualquer depende muito dos hábitos que se cultivam. 

No relacionamento conjugal não é diferente, o bem estar, a tranquilidade, a harmonia e a paz vivenciada pelo casal dependerá muito dos hábitos que cada um cada um tem cultivado.

Ao longo da nossa existência aprendemos e passamos a cultivar vários hábitos, alguns saudáveis e outros prejudiciais, mas infelizmente, temos uma tendência de aprendermos e cultivarmos hábitos ruins que causam prejuízos enormes a nós e às pessoas que estão ao nosso redor.

Portanto, se faz necessário identificarmos os hábitos que aprendemos e estamos cultivando, para podermos avaliar e saber se existe necessidade de mudanças nesses hábitos tendo em mente um melhoramento da nossa existência e de nossos relacionamentos.

De modo específico, nota-se que o relacionamento conjugal sofre muito em decorrência do cultivo de hábitos que são prejudiciais a bem estar familiar. Dai a necessidade desse texto que trata do cultivo de alguns hábitos que podem melhorar em muito o relacionamento conjugal.

Vejamos:

EVITE CRITICA EXCESSIVA
A crítica excessiva destrói qualquer relacionamento. Criticar por criticar é algo extremamente danoso a qualquer casal.

Caso seja necessário uma crítica, use de educação para com o seu companheiro(a) e de maneira sábia faça uma critica construtiva, buscando a edificação dos dois.

Já é algo comprovado que o excesso de crítica azeda qualquer relacionamento. Ninguém aguenta por muito tempo ser critica sempre.

CUIDE-SE CONTINUAMENTE
É um fato: muitas pessoas depois que casam relaxam, passam a não se cuidar como antes e isso pode causar um impacto negativo no relacionamento.

É muito comum algumas mulheres após o casamento se relaxarem totalmente na aparência, cuidado do corpo e até mesmo na higiene pessoal. Algumas já não cuidam dos cabelos, unhas e até maneira de se vestir.

Esse cuidado vai além do cuidado do corpo, vem também o cuidado com a mente, com o lado emocional, sentimental e intelectual, lembrando que a vida é um progresso, mesmo sabendo que somos finitos. 

INVISTA NA SUA RELAÇÃO
É comum entre os casais a sensação do “já ganhou”.  E com isso vem o descaso para com o outro e a falta de investimento para a manutenção e sustentação do relacionamento.

A conquista no relacionamento deve ser diária, no relacionamento não existe a ideia do “já ganhou”.
Quanto mais tempo você passa com uma pessoa, mais fácil passa a ser que você trate essa pessoa como uma propriedade, como uma conquista já feita e que não merece mais investimento pessoal. 

Tire um tempo para apreciar o seu parceiro(a) diariamente. Nunca se esqueça de que estar em uma relação é uma escolha, e da pessoa afortunada que você é por ter um parceiro(a) de travessia.

PRESTE ATENÇÃO
Presta atenção, dar atenção ao outro no relacionamento é muito importante. Qualquer pessoa precisa de atenção, mas em especial, as pessoas que convivem conosco.

Muitos estão errando aqui: prestam atenção a tudo na vida, menos no seu companheiro(a).

Não prestar atenção ou mesmo ignorar o que o parceiro diz é um daqueles hábitos de relacionamento que podem levar a uma série de problemas. Se as pessoas querem manter uma relação de convivência, não faz sentido deixar a comunicação para um segundo plano.

Nenhum relacionamento se mantém por muito tempo se não damos a atenção devido ao outro, portanto se você quer manter o seu relacionamento busque dar atenção ao seu companheiro(a).

DISCUTA COM INTELIGÊNCIA E SABEDORIA OS PROBLEMAS
Fechar os olhos para os problemas que vão surgir no relacionamento não irá resolver nada, logo é muito importante a disposição do casal para discutir os problemas com inteligência e sabedoria, buscando a resolução.

Muitos acham que os problemas se resolve fechando os olhos, quando na verdade, esse procedimento é uma armadilha, pois os problemas que precisam ser resolvidos continua presentes e acabam causando prejuízo a estabilidade do casal.

SEJA ASSERTIVO
Ser assertivo no relacionamento é muito importante.

Assertividade vem de “ASSERO” que significa afirmar. No entanto, não se trata de acertar, mas de saber se firmar e afirmar. 

A Assertividade é a arte de defender o meu espaço vital sem recuar e sem agredir. Ser assertivo é ser pacífico sem ser passivo.

Cada pessoa que faz parte do relacionamento tem uma personalidade própria, seus anseios, sonhos, objetivos e metas, e isso não morre quando resolvemos nos casar, o que acontece então? Acontece uma ampliação de tudo o que foi relacionamento, logo, se faz necessário que haja assertividade, de cada pessoa envolvida no relacionamento.

É muito importante que você diga o que pensa e o que sente diante de tudo o que acontece no relacionamento conjugal, de maneira assertiva visando o melhoramento e desenvolvimento da relação.

CONFIE
A desconfiança é algo extremamente destrutivo no relacionamento, pois gera a insegurança e a discórdia.

A confiança é base em qualquer relacionamento, nem casal pode permanecer junto por muito tempo se não existe confiança mútua.

Ninguém aguenta por muito tempo no relacionamento meio a desconfiança e cobranças, qualquer relacionamento aonde a desconfiança existe é infrutífero e a cada em nada.

As relações saudáveis são baseadas na confiança e no respeito mútuo. Logo, em vez de ficar desconfiando do seu parceiro(a), concentre-se em sua própria lealdade para com o seu parceiro(a). 

RESSALTE SEMPRE AS COISAS BOAS DO SEU PARCEIRO (A)
Ressaltar sempre as coisas boas do seu parceiro (a) é de muita importância, em especial quando se fala dele para outras pessoas.

Reclamar do parceiro(a) para outras pessoas é algo extremamente ruim para o relacionamento, pois além de não resolver os problemas existentes causa uma ampliação dos mesmos, prejudicando nos resultados.

Evite reclamar do seu parceiro(a) até mesmo para os que fazem parte da família, pois as vezes, mesmo havendo uma boa intenção, pode haver um interferência indesejada, prejudicando o casal.

EQUILIBRE O TEMPO ENTRE O SEU PARCEIRO (A), FAMILIARES E AMIGOS
Isso é muito importante. Muitos casais estão em crise simplesmente pela falta de equilíbrio do tempo e atenção dada ao parceiro (a).

O meu companheiro(a) é prioridade, logo, não posso comprometer meu tempo, sem ter claro em mente o tempo disponível para o mesmo.

Não posso dar meu tempo todo aos outros, esquecendo-se do meu parceiro(a). Caso tenha que dar tempo aos outros, tenho que buscar o equilíbrio desse tempo, para que não haja prejuízos.

Passar algum tempo com os amigos e a família é parte do comportamento de uma pessoa bem equilibrada. No entanto, se você gastar muito tempo com os outros, você pode negligenciar seu relacionamento. Esforce-se para encontrar o equilíbrio e dividir seu tempo com todos os que ama.

CONVERSE BASTANTE COM O SEU COMPANHEIRO (A)
O silencia entre o casal, quando não usado estrategicamente é sinônimo de agressão. Converse, busque o diálogo sempre. 

Saiba como lidar com seus problemas de uma forma mais produtiva. Ignorar não costuma ser uma estratégia saudável quando ainda existe uma relação entre as partes.

O silêncio pode ser uma arma de vingança dentro de um relacionamento, logo uma boa solução para que isso não aconteça é uma boa conversa, buscando as soluções e a compreensão para todas as dúvidas existentes no relacionamento.

SEJA PARTICIPATIVO
Participar do relacionamento é algo muito importante, mas ao mesmo tempo um desafio para o homem, isso devido a cultura que ainda prevalece em nossa região, aonde a obrigação de manter o relacionamento é sempre da mulher.

O companheiro não deve aceitar a passividade, deve quebrar o paradigma imposto pela cultura machista e deve ser participativo.

Quando digo participativo, me refiro a tudo. Não se permite mais no relacionamento a participação ativa só da mulher. 

É uma honra para o parceiro participar de todas as atividades relacionadas as obrigações do casal, como cuidar da casa, dos filhos, da educação dos filhos, das despesas e de tudo mais que é necessário.

Os homens tem que entender uma coisa: o tempo da mulher AMÉLIA já passou, logo tem que haver mais participação ativa do homem na manutenção e desenvolvimento do relacionamento.

domingo, 6 de agosto de 2017

O ESTRESSE: DICAS DE COMO LIDAR COM O ESTRESSE DO DIA A DIA


Estresse é uma reação que envolve componentes emocionais, físicos, mentais e químicos a determinados estímulos que irritem, amedrontem, excitem,  confundam e ou façam a pessoa extremamente feliz (Marilda Novaes Lipp).

Embora todos tenham um entendimento intuitivo o que é o estresse, há mais do que se pode imaginar à primeira vista, pois o estresse não é simplesmente ansiedade, ainda que a ansiedade faça parte da composição do estresse.

No entanto, é bom saber que o estresse não é totalmente prejudicial, às vezes ele ajuda e nos faz produzir algo.

Outra coisa, as sobrecargas ou os superestímulos não são as únicas causas do estresse. Às vezes, a falta de ocupação e de estímulo é estressante. A pressão, por fim, nem sempre é algo a ser evitado. É parte indissociável da vida e das grandes realizações.

O LADO BOM E O LADO RUIM DO ESTRESSE
Mas, para o espanto de muitos, o temido estresse pode ser um fator positivo e necessário na vida de qualquer um.

 Como assim? Segundo especialistas, a vida seria muito monótona sem estresse.

Um pouco dele traz certa dose de emoção, de desafio, necessários para que as pessoas sintam-se mais estimuladas a vencer os obstáculos do cotidiano.

 A ansiedade pode ser um fator de crescimento, não só de destruição. Se você não tem angústias, desafios a serem vencidos não têm estímulo para produzir.

Diante do que foi mencionado, chegamos a conclusão de que o problema não é o estresse em si, mas como administramos o estresse em nosso dia a dia. A incapacidade de administração do estresse é o que trás prejuízos as pessoas.

A REALIDADE DO ESTRESSE EM NOSSA SOCIEDADE
Segundo alguns estudos feitos recentemente afirmam que 54% da população mundial sofre de estresse e ansiedade, transtornos que podem ser trampolim para a depressão.

Outra pesquisa feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que o estresse afeta mais de 90% da população mundial e é considerada uma epidemia global. 

No entanto é bom frisar um fato: o estresse não é uma doença em si: é uma forma de adaptação e proteção do corpo contra agentes externos ou internos. 

QUANDO O STRESS COMEÇA A SER PREJUDICIAL
Quando um indivíduo começa a sofrer muita pressão no dia-a-dia, o resultado é exatamente o contrário; ao invés de estímulo, o estresse provoca uma queda de produção no trabalho, mal estar físico e muitos outros fatores nocivos.

Por isso, é sempre bom monitorar os níveis de estresse para que não cheguem a ser prejudiciais. Um grande desafio neste estressante mundo atual é fazer o estresse na vida trabalhar a seu favor e não contra você.

Cada um tem o seu limite para o estresse. A mesma situação pode causar reações diferentes, dependendo das particularidades de cada pessoa.

Se você for um executivo que gosta de se manter ocupado o tempo todo, ficar ocioso na praia, em um lindo dia, pode fazê-lo sentir-se extremamente frustrado, não-produtivo e chateado”.

Portanto, antes de tudo, é preciso detectar as situações que desencadeiam um alto nível de estresse, evitando-a.

Reconhecer os primeiros sinais de tensão e então fazer algo a respeito pode significar uma importante diferença na qualidade de vida.

Um dos primeiros cientistas a demonstrar experimentalmente a ligação do estresse com o enfraquecimento do sistema imunológico foi Louis Pasteur (1822-1895). Em estudo pioneiro no final do século 19, ele observou que galinhas expostas a condições estressantes eram mais suscetíveis a infecções bacterianas que galinhas não estressadas.

COMO O CORPO REAGE AO ESTRESSE
São varias os sintomas corporais que podem surgir e devem servir como alerta para que o estresse seja levado a sério.

Dificuldade de dormir;
Tremor na voz;
Irritação estomacal;
Falta de perspectiva;
Dificuldade de concentração;
Afastamento das relações sociais;
Redução de relações sexuais;
Cansaço emocional;
Cansaço físico;
Cansaço mental;
Uso abusivo do álcool;
Uso do álcool para relaxar;
Baixo autocontrole;
Irritabilidade;
Agressividade.

Se a pessoas desenvolve alguns desses sintomas, sem nenhuma razão física ou orgânica, então se deve pensar numa possível crise de estresse.

DOENÇAS QUE PODEM SER CAUSADAS PELO ESTRESSE
Desde então, o estresse é tido como um fator de risco para inúmeras patologias que afligem as sociedades humanas, como patologias cardiovasculares (arteriosclerose, derrame), metabólicas (diabetes insulino-resistente ou tipo 2), gastrointestinais (úlceras, colite), distúrbios do crescimento (nanismo psicogênico, aumento do risco de osteoporose), reprodutivas (impotência, amenorréia, aborto espontâneo), infecciosas (herpes labial, gripes e resfriados), reumáticas (lupus, artrite reumatóide), câncer e depressão.

TIPOS DE ESTRESSORES
Primeiro tipo
Estressores sensoriais ou físicos envolvem um contato direto com o organismo. Estaria incluídos, nesse caso, subir escadas, correr uma maratona, sofrer mudanças de temperatura (calor ou frio em excesso), fazer vôo livre ou bungee jumping etc.

Segundo tipo
Já o estresse psicológico acontece quando o sistema nervoso central é ativado através de mecanismos puramente cognitivos, como brigar com o cônjuge, falar em público, vivenciar luto, mudar de residência, fazer exames na escola ou de vestibular, cuidar de parentes com doenças degenerativas (como mal de Alzheimer, que causa demência) e outros.

Terceiro tipo
Um terceiro tipo de estressor pode ainda ser considerado: as infecções. Vírus, bactérias, fungos ou parasitas que infectam o ser humano induzem a liberação de citocinas (proteínas com ação regulatória) pelos macrófagos, glóbulos brancos especializados na destruição por fagocitose de qualquer invasor do organismo.  As citocinas, por sua vez, ativam um importante mecanismo endócrino de controle do sistema imunológico.

OS ESTÁGIOS DO STRESS NO ORGANISMO HUMANO
A reação do organismo aos agentes estressores pode ser dividida em três estágios, a saber:

PRIMEIRO ESTÁGIO
No primeiro estágio (alarme), o corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino. 

Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática.

O hipotálamo também secreta alguns neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e fator liberador de corticotrofina. Esse último estimula a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófise, que também aumenta a produção de outros hormônios, tais como ADH, prolactina, hormônio somatotrófico (STH ou GH - hormônio de crescimento), hormônio tireotrófico (TSH).

O ACTH estimula as glândulas supra-renais a secretarem corticóides e adrenalina (catecolamina).

As glândulas adrenais passam  então a produzir e liberar os hormônios do estresse (adrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão (e ainda o crescimento e o interesse pelo sexo), contraem o baço (que expulsa mais hemácias para a circulação sangüínea, o que amplia a oxigenação dos tecidos) e causa imunodepressão (redução das defesas do organismo).

A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga”.

Nessa fase também pode ocorrer tento uma inibição quanto um aumento desmedido de hormônios gonadotróficos.

SEGUNDO ESTAGIO
No segundo estágio, (adaptação), o organismo repara os danos causados pela reação de alarme, reduzindo os níveis hormonais.

TERCEIRO ESTÁGIO
No entanto, se o agente ou estímulo estressor continua, o terceiro estágio (exaustão) começa e pode provocar o surgimento de uma doença associada à condição estressante, pois nesse estágio começam a falhar os mecanismos de adaptação e ocorre déficit das reservas de energia.

As modificações biológicas que aparecem nessa fase assemelham-se àquelas da reação de alarme, mas o organismo já não é capaz de equilibrar-se por si só.

O estresse agudo, repetido inúmeras vezes pode, por essa razão, trazer consequências desagradáveis, incluindo disfunção das defesas imunológicas.

O estresse pode provocar também mudança nos receptores pós-sinápticos normais de GABA (principal neurotransmissor inibidor do SNC), levando a superestimulação de neurônios e resultando em irritabilidade do sistema límbico.

A presença de GABA diminui a excitabilidade elétrica dos neurônios ao permitir um fluxo maior de íons cloro. A perda de uma das sub-unidades-chave do receptor GABA prejudica sua capacidade de moderar a atividade neuronal.

De modo geral, pode-se afirmar que o organismo humano está muito bem adaptado para lidar com estresse agudo, se ele não ocorre com muita frequência. Mas quando essa condição se torna repetitiva ou crônica, seus efeitos se multiplicam em cascata, desgastando seriamente o organismo.

MODELO PARA LIDAR COM O ESTRESSE
Em linhas gerais, há três áreas nas quais o estresse pode ser efetivamente controlado.

1. As ameaças e exigências enfrentadas: familiares, sociais, econômicas, profissionais, físicas, outras.

2. Como você encara as ameaças e exigências: fisiologia, saúde, personalidade, preparo mental e experiência.

3. Como você reage a ameaças e exigências: mente, autodomínio emocional, comportamento, aumento da resistência, apoio social, apoio no trabalho.

Enfrentar o estresse é lidar diretamente com as exigências: eliminando-as, mudando-as ou recusando-as.

É conhecer a si mesmo e os seus limites: e usar esse conhecimento para interpretar e encarar as exigências e ameaças. E é aumentar tanto a própria capacidade de resposta quanto o apoio necessário dos outros.

DICAS PARA LIDAR COM O ESTRESSE
Os filósofos já diziam que “os homens perturbam-se não com as coisas, mas com o modo de vê-las” (Epicteto).

Com a citação aprende-se o seguinte: não é o que você vê ou que acontece que faz diferença no modo de sentir ou de fazer, mas como você interpreta isso.

Dai a primeira dica diz respeito a administração dos pensamentos, pensamentos negativos que normalmente estão ligados ao estresse.

ADMINISTRE SEUS PENSAMENTOS
Identificar  seus pensamentos negativos;
Fazer perguntas provocantes;
Conversar consigo mesmo de maneira positiva;
Dar opções a si mesmo;
Controlar a atenção;
Fazer uma agenda de pensamentos.

A segunda dica trata dos hábitos saudáveis que devem ser cultivados, pois o estresse normalmente tem ligação direta com ao maus hábitos que desenvolvimento ao longo de nossa história.

CRIE HÁBITOS SAUDÁVEIS
Divida seu tempo adequadamente;
Pratique a autoafirmação;
Cuide mais de si mesmo;
Mantenha relacionamentos e círculos de amizade efetivos.

TRATAMENTOS OUTROS
Além das dicas citadas, em casos graves de estresse as pessoas podem buscar tratamento de especialistas na área médica, psicológica, psicanalítica e métodos da medicina alternativa, como acupuntura, homeopatia, florais, meditações, yoga e massagens.

Destaco os métodos da Medicina Tradicional Chinesa que tem muito ferramentas que podem ser aplicados em pessoas que sofrem de estresse em grau mais elevado, reduzido assim de maneira excelente os sintomas.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

HÁBITOS, COMPULSÕES E VÍCIOS.


Normalmente existe dúvidas e muita confusão quando tratamos de Hábitos, Compulsões e Vícios. Quando não, muitos misturam ou confundem o significado de cada termo mencionado.

Mas o fato é que existe diferença, dai então a importância de saber quais são essas diferenças e como devemos lidar com cada uma das situações.

HÁBITOS
Chamamos de hábitos aos comportamentos, não inatos, que se tornam repetitivos e fixos. 

Ao que tudo indica, eles se consolidam na nossa memória, criando um caminho sólido no sistema nervoso, de modo que, em cada dada situação, respondemos do modo que foi padronizado.

Uma vez criado um hábito, que é um tipo de reflexo condicionado que se estabelece em função das repetições, fica muito difícil desfazê-lo. Temos facilidade para associar (condicionar) e enorme dificuldade para dissociar, desfazer essas conexões cerebrais que se fixam com vigor.

Se um dia nos habituamos a comer depressa, temos enorme dificuldade de reaprender e passar a comer mais devagar, mastigando bem os alimentos. 

Se um dia nos habituamos a cruzar as pernas ao sentar, o movimento nos chega automaticamente mesmo quando já sabemos da necessidade de nos livrarmos dele por força de algum problema de postura. 

Precisamos de atenção redobrada, de enorme empenho constante e prolongada, para conseguirmos nos livrar de nossos condicionamentos.

COMPULSÕES
As compulsões correspondem a hábitos específicos que se perpetuam apesar de terem um caráter frequentemente inconveniente ou mesmo nocivo.

São exemplos de compulsões o ato de roer as unhas, os variados tipos de automutilação, como por exemplo se ferir com as próprias unhas, assim como os transtornos obsessivo-compulsivos (TOC).

O que os caracteriza, a meu ver, é uma propriedade muitas vezes difícil de ser detectada, qual seja, a de que provocam uma redução de ansiedade: se alguém está muito nervoso e desenvolveu a compulsão de roer as unhas, será nessa hora que o fará, posto que isso provocará uma melhora do estado emocional.

Em uma frase: as compulsões provocam um tipo especial de prazer, chamado por Schopenhauer de “prazer negativo”, que se caracteriza pela existência de um desconforto inicial que se atenua através da realização do ato compulsivo; ele provoca um tipo de prazer parecido com o que nós sentimos quando, com frio, nos agasalhamos, com sede, bebemos água…

Os rituais repetitivos do portador de TOC aliviam uma ansiedade que só se esvai por esse meio. A compulsão por arrancar os cabelos (tricotilomania) só se perpetua por ter se transformado em “remédio” para a ansiedade que acompanha aquela pessoa em determinadas situações.

As compulsões alimentares ligadas à ingestão exagerada de comida (ou de certos doces) seguem o mesmo trajeto: apazigua a sensação de desamparo que nos maltrata em determinados momentos do dia ou da semana. 

Aquelas ligadas à recusa em se alimentar (anorexia) parecem relacionadas inicialmente ao prazer de se ver magra, que depois se transforma em algo mais complicado, onde o ato de comer aparece como a quebra de um ritual que alivia certas tensões, além de fazer bem à vaidade. 

As compulsões alimentares são mais complexas porque, além do alívio da sensação dolorosa de desamparo, trazem consigo também um “prazer positivo”, sensação agradável que não depende da presença de um desconforto prévio.

O doce ou o chocolate são experiências agradáveis mesmo na ausência de qualquer desconforto! Esse tipo de compulsão já tem um pé naquilo que se chama de vício.  

VÍCIO
O vício costuma estar ligado a um fortalecimento ainda maior das conexões neuronais típicas dos hábitos, pois, no cérebro, se estabelecem outros trajetos típicos da dependência química.

Desnecessário dizer das dificuldades das pessoas para se livrar deles, posto que, ao menos numa primeira fase, provocam enorme prazer, sendo que os efeitos nocivos só costumam aparecer depois de muito tempo.

Nem todos os vícios implicam dependência química, porém todos têm a ver com a presença de um prazer positivo, um bem-estar inicial: consumismo desvairado, excesso de trabalho.

É preciso cautela, pois não é difícil nos vermos enredados em algumas dessas situações. E, para sairmos, necessitamos, na maior parte das vezes, de uma força bem maior do que imaginamos.

Vício é simplesmente um costume censurável ou condenável; ou “comportamento habitual e repetitivo, e difícil ou impossível de controlar” (Collins).

CONSEQUÊNCIAS
Quando uma pessoa atinge tamanho nível de dependência química ou comportamental, sua mente, seu corpo, seus relacionamentos familiares, sociais e profissionais, suas finanças e sua profissão são afetadas ou até mesmo, destruídas. 

A dependência consome a auto-estima e a dignidade. Quando a dependência se instala, ela costuma arruinar a vida da pessoa e de seus familiares.

O vício tira a liberdade do individuo, toma a sua vontade e anula qualquer alternativa de vida.

 As motivações que levam uma pessoa a se envolver ou deixar-se envolver em vícios químicos e comportamentais são as mais variadas.

AS RAZÕES POSSÍVEIS
A busca por prazer;
A Diminuição da dor;
Fuga da realidade;
Rebeldia para com os sistemas impostos pela sociedade ou cultura;
Mudanças hormonais que não são observadas pela pessoa;
Crises existenciais.

OUTRAS RAZÕES
Em muitas situações, o jovem se torna dependente porque, durante sua luta contra a dor busca refúgio em drogas ou medicamentos que possam tirá-lo momentaneamente da realidade, sem perceber que além de não ficar livre de um problema, ainda terá outro.

Vivemos em uma sociedade hedonista, que incentiva a busca do prazer acima de todas as coisas.
A ideia deste sistema é criar uma atmosfera de liberdade na qual o prazer venha acima de tudo. 

O hedonismo é uma doutrina que considera o prazer individual e imediato como o único bem possível, a essência da felicidade princípio e fim da vida. 

E é em nome dessa busca por prazer que a juventude termina prisioneira e escrava daquilo que deveria trazer satisfação. 

Vejamos algumas das maneiras que os jovens usam para buscar prazer e suas consequências.
1. Álcool
Pesquisas indicam que 73,2% dos jovens brasileiros entre 15 e 25 anos consomem bebidas alcoólicas. 

A consequência é que milhares desses jovens estão dependentes da bebida, têm problemas no trabalho, já se machucaram e até mesmo agrediram alguém sob efeito do álcool. 

Muitos deles já desenvolveram tolerância, o que significa a necessidade de doses cada vez maiores para sentir os efeitos da bebida. São jovens que colocam a vida deles e a de outros em risco.

2. Cigarro
Jovens entre 14 e 25 anos são o principal alvo da indústria tabagista. 

A estimativa do Ministério da Saúde é que haja 2,8 milhões de fumantes nessa faixa etária e a cada ano esse número aumenta, pois os jovens são facilmente influenciáveis nessa faixa etária. 

Estudos mostram 90% das pessoas dependentes do cigarro começaram a fumar na adolescência. 

O desejo de ser aceito, a ansiedade ou a influência dos pais acaba levando o jovem a fumar, mesmo sabendo que o cigarro possui substâncias cancerígenas, causa impotência sexual e infertilidade. Somente estando dependente para continuar fumando.

3. Drogas
Outra pesquisa recente mostrou que 25% dos estudantes do ensino fundamental e médio já experimentaram algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas.

Mostrou também que a idade do primeiro contato com esse tipo de substância tem caído sistematicamente durante os últimos anos e que a probabilidade de viciar aumenta na medida em que diminui a idade em que é experimentada a droga. 

Apesar de saber que as drogas são um problema sério, os jovens não conseguem evitar o contato com ela, e assim, se entregam às consequências terríveis desse vício.

4. Jogo
Os jogos de azar podem ser encontrados em quase toda parte e estão crescendo. 

As pessoas jogam cartas, apostam em loterias, usam máquinas caça-níqueis e gastam muitas vezes dinheiro que seria destinado para manutenção de sua casa. Apesar de saber o mal que estão causando a seus familiares, não conseguem parar. O ato de jogar vicia.

5. Comida
A alimentação e muito importante para nosso bem-estar, pois influi diretamente no funcionamento de todos os sistemas do nosso corpo, assim também no comportamento, humor, inteligência e na disposição física. 

O problema é que o comer excessivo sobrecarrega todo o organismo, provocando insuficiência dos sistemas, desequilíbrios, intoxicações e doenças gerais, além da obesidade que é um dos grandes males da atualidade (chamada obesidade mórbida).

6. Sexo
A compulsão ou vício do sexo pode englobar uma ampla variedade de práticas. 

Desde a prática sexual convencional até os viciados até outras práticas prejudiciais ao outro.
Esta é uma realidade que afeta os jovens de uma forma muito intensa, levando-os a se entregar de forma destruidora aos seus desejos. 
Estima-se que são 372 milhões de páginas ou 8% de toda a internet que utilizam o sexo como apelo principal para uma platéia cativa de centenas de milhões de usuários em todo o mundo.

7. Internet
Navegar na internet virou um vício com tendência crescente. 

Viciados em internet perdem a concentração nos estudos, no trabalho, além de ter vida social afetada. 
Eles passam conectada a noite toda e muitas vezes conhecem o pessoal com que se comunicam nos chats melhor do que os amigos e familiares. 
No final, acabam entrando em colapso, isolados de todos e de tudo. A internet é um novo vício.

INDÍCIOS QUE ALGUÉM TEM UM MAU HÁBITO, COMPULSÃO OU VÍCIO.
Você tem problema quando:
Não tem mais liberdade de escolha;
Não consegue mais abandonar essa prática;
Continua a prática mesmo quando há mais culpa que prazer;
Procura esconder sua prática levando vida dupla;
Gasta mais do que pode para manter seu vício;
Perde seu conceito de valores e moral;
Ignora a validade da ética e da moral.

TRATAMENTOS POSSIVEIS
Mudar de mentalidade e perceber o que é de fato liberdade.
Está livre quando não está confinado. A vontade e a mente estão livres quando não estão subjugadas por algo negativo. A verdadeira liberdade consiste na busca diária pela santidade, em procurar fazer o que é certo e bom. 

Psicoterapia
Uma psicoterapia ajuda em muito a lidar com maus hábitos, compulsões e vícios. A busca de um especialista para encontrar as possíveis razões e aprender técnicas para não ser consumidos pelo mau hábito, uma compulsão ou um vício é de muita importância.

Existem também as psicoterapias alternativas, a prática de meditação, relaxamento, etc.
Busca de ajuda espiritual
Busca de uma espiritualidade ajuda muito. Uma igreja séria ajuda em muito na recuperação de uma pessoa que tenha maus hábitos, compulsões e vícios.

Medicações
Também ajuda muito o uso de medicações, quando prescrita e acompanhada por um médico.

Remédios
Alguns remédios ajudam em muito, os naturais, os fitoterápicos, os homeopáticos, os florais ajudam em muito.

JOGO PATOLÓGICO - JOGO COMPULSIVO


O Transtorno de Jogo Patológico vem ganhando importância crescente, proporcional à sua prevalência que vem aumentado em diferentes países, principalmente devido à maior disponibilidade de jogos de azar. 

Além de apostas tradicionais como loterias, corridas de cavalos e jogos de carta, novos jogos têm sido introduzidos no mercado como casas de bingo, jogos eletrônicos e mesmo através da Internet.

RECONHECIMENTO DO JOGO PATOLÓGICO COMO ENFERMIDADE PSIQUIÁTRICA
Embora se saiba há muito tempo que a atitude de jogar compulsivamente é uma séria alteração do comportamento, seu caráter mórbido ou patológico só foi considerado a partir de 1980. 

Nessa época o Jogo Patológico passou a ser classificado e reconhecido como transtorno psiquiátrico através de sua inclusão na classificação da Associação Americana de Psiquiatria (DSM.III, Manual Diagnóstico Estatístico de Doenças Mentais, 3ª. Edição).  

Para esse manual de diagnóstico o Jogo Patológico pode ser definido como comportamento recorrente de apostar em jogos de azar, apesar de consequências negativas decorrentes dessa atividade. 

O indivíduo perde o domínio sobre o jogo, tornando-se incapaz de controlar o tempo e o dinheiro gasto, mesmo quando está perdendo.

Para a Organização Mundial da Saúde o Jogo Patológico passou a ser reconhecido como doença somente a partir de 1992 e, por definição, em linhas gerais, se caracteriza pela incapacidade da pessoa em controlar o hábito de jogar, a despeito de todos inconvenientes que isso possa estar proporcionando, tais como problemas financeiros, familiares, profissionais, etc.

Jogo patológico já foi classificado como comportamento compulsivo, como dependência e, atualmente, encontra-se entre os Transtornos do Controle dos Impulsos Não Classificados em Outro Local no DSM-IV, e entre os Transtornos de Hábitos e Impulsos na CID-10. 

A relativa juventude do Jogo Patológico, enquanto categoria diagnóstica operacionalmente definida, talvez explique a imprecisão em sua caracterização fenomenológica e clínica.

O JOGADOR COMPULSIVO COMPARADO AOS OUTROS TIPOS DE DEPENDÊNCIA
O jogador compulsivo pode ser comparado a um viciado em trabalho, ou em comprar compulsivamente, na obsessão pelo sexo, ou pela internet, ou em tantas outras atividades comportamentais que fogem ao controle. 

O jogador compulsivo tem reações parecidas aos alcoolistas ou dependentes químicos, tanto na sensação de prazer como no comportamento. 

Jogar, para essas pessoas, ativaria circuitos cerebrais que provocam um prazer semelhante ao das drogas, e a atitude geral do dependente do jogo, tal como nos casos de alcoolismo e drogas, acaba promovendo a exclusão de outras áreas da vida.

COMO SE INSTALA E AS VÁRIAS FASES DO JOGO PATOLÓGICO
O jogo começa com pequenas apostas, normalmente na adolescência, mais frequentemente entre os homens.

O intervalo de tempo entre começar a jogar e a perder o controle sobre o jogo varia de 1 a 20 anos, sendo mais comum num período de cinco anos, segundo alguns especialistas.

1. Fase da Vitória: 
Nessa fase a sorte inicial é vai sendo rapidamente substituída pela habilidade no jogo e as vitórias tornam-se cada vez mais excitantes. 

Aumenta a frequência com que a pessoa procura o jogo e manifesta um otimismo não-realista. Os valores das apostas vão aumentando progressivamente e a perda passa a ser mais sofrível.

2. Fase da Perda: 
Nesta fase há o aumento de tempo e dinheiro gastos com o jogo, bem como o afastamento da família. 

Começa a perder. Agora, normalmente o dinheiro ganho no jogo é utilizado para jogar mais, podendo comprometer todo salário, economias e poupanças.

3. Fase do Desespero:
A característica principal nesta fase é o aumento de tempo e dinheiro gastos com o jogo e o afastamento da família, só que de maneira mais intensa.

Surge o pânico, uma vez que o jogador percebe o tamanho de sua dívida, seu desejo de pagá-la prontamente, o isolamento de familiares e amigos, a reputação negativa que passou a ter na sua comunidade e, finalmente, um desejo nostálgico de recuperar os primeiros dias de vitória.

DIFICULDADES ENCONTRADAS PARA DIAGNÓSTICAR E TRATAR O JOGO PATOLÓGICO
Não é tão simples detectar o Jogo Patológico, e menos simples ainda será considerá-lo um transtorno (Transtorno do Controle dos Impulsos). 

Primeiro, porque o jogador ou jogadora compulsiva tende a esconder e dissimular fortemente essa dependência.

Segundo, porque ele ou ela dificilmente reconhecerá a gravidade do quadro, mesmo quando alertado pelos demais. 

Terceiro, porque a própria família subestima, dissimula ou nega o problema até o ponto onde ele se torna insustentável.

Além de tudo, como nossa sociedade está habituada a considerar dependência apenas os casos de alcoolismo ou uso de drogas, dificilmente se entenderá que o Jogo Patológico é também uma forma de dependência. Essa cegueira social se reforça diante do fato do jogador ou jogadora ser, comumente, uma pessoa psiquiatricamente normal nas demais áreas de sua atuação.

Há ainda um discurso complacente sobre o problema. É quando familiares ou mesmo o jogador ou jogadora diz que "afinal, ele(a) tem direito a um pouco de lazer, já que trabalha tanto, é bons marido (esposa), etc...".

INDÍCIOS DA EXISTÊNCIA DA DEPENDÊNCIA DO JOGO, O JOGO PATOLÓGICO 
Preocupação com jogo (preocupação com experiências passadas, especulação do resultado ou planejamento de novas apostas, pensamento de como conseguir dinheiro para jogar); 
Necessidade de aumentar o tamanho das apostas para alcançar a excitação desejada; 
Esforço repetido e sem sucesso de controlar, diminuir ou parar de jogar; 
Inquietude ou irritabilidade quando diminui ou pára de jogar; 
Jogo como forma de escapar de problemas ou para aliviar estado disfórico (sentimentos de culpa, de desamparo, ansiedade, depressão); 
Depois da perda de dinheiro no jogo, retorna frequentemente no dia seguinte para recuperar o dinheiro perdido; 
Mentir para familiares, terapeuta ou outros, a fim de esconder a extensão do envolvimento com jogo; 
Cometer atos ilegais como falsificação, fraude, roubo ou desfalque para financiar o jogo;
Ameaçar ou perder relacionamentos significativos, oportunidades de trabalho, educação ou carreira por causa do jogo; 
Contar com outros para prover dinheiro, no intuito de aliviar a situação financeira desesperadora por causa do jogo.

A PERSONALIDADE DO JOGADOR COMPULSIVO
Através de testes neuropsicológicos computadorizados e específicos, o Ambulatório do Jogo Patológico do Instituto de Psiquiatria do HC, avaliou 20 jogadores patológicos e 20 pessoas normais para tentar estabelecer uma correlação entre cérebro, comportamento, personalidade e o processamento mental do grupo dos jogadores.

De acordo com essa pesquisa, 90% dos jogadores patológicos apresenta disfunções da capacidade de planejamento, ou seja, de estabelecer e seguir metas. 

Ainda foram evidenciadas as seguintes características:
Jogadores compulsivos tendem a processar informações mais rápido ou de forma mais acelerada do que pessoas normais quando têm que tomar decisões simples; porém, em questões mais complexas, perdem velocidade e erram mais na escolha entre o certo e o errado; 
Têm tendência à liderança (ocupam posições de destaque no trabalho, são líderes em comunidades de bairro, capitães de times); 
São dinâmicos, criativos, inquietos e agitados, estão sempre em busca de novidades, têm poder de persuasão (características comuns aos profissionais de sucesso); 
São reconhecidamente perfeccionistas, severos, rígidos, metódicos, impõem regras aos filhos; 
90% do jogadores têm problemas com a justiça (apesar de reconhecida boa índole, com o avanço da doença, começam a desviar dinheiro da família e amigos, muitas vezes tornando-se golpistas e mentirosos); 
Têm QI (quociente de inteligência) acima da média normal, sendo que em 20% dos casos, ultrapassa 120 (o QI normal fica entre 90 e 110). 

Essas descobertas, aliadas a estudos em curso com ressonância magnética (objetivando melhor especificar as estruturas do cérebro com mal funcionamento), ampliam o conhecimento do perfil do jogador patológico, fundamental para a busca de tratamentos adequados e eficazes.

TRATAMENTO
Como todas as patologias emocionais que envolvem a volição (vontade), o Jogo Patológico é muito difícil de ser tratado, mas essa dificuldade não desautoriza as iniciativas de controle e tratamento. 

Todas as dependências envolvem a volição, assim como os tiques, o TOC e demais quadros considerados na categoria dos Transtornos do Espectro Impulsivo-Compulsivo.

Primeiramente, como em quase todos os tratamentos psiquiátricos (exceto no caso das psicoses), uma das premissas básicas é a pessoa reconhecer que precisa de ajuda, reconhecer que não tem mais controle sobre seu comportamento quando joga.

O paciente deve reconhecer, com muita franqueza, que não tem controle sobre sua situação econômica, que precisa contar com familiares ou amigos para cuidar de suas finanças, para poder pagar suas dívidas.

Devem ser procurados programas de tratamento específico para jogo patológico (normalmente em universidades), ou consultar periodicamente profissionais capacitados, ou ainda, frequentar reuniões de grupos de auto-ajuda como os Jogadores Anônimos.

O tratamento do Jogo Patológico envolve, como sempre, uma avaliação do paciente, podendo ser necessário o uso de medicamentos, uma vez que a depressão nesses casos é bastante comum, inclusive há alta incidência de ideação suicida.

Assim sendo, a alternativa mais viável, até o momento, é o apoio psicológico e as terapias de grupo para que as pessoas com o mal possam superar a fase de fissura pelo jogo e entender que não poderá mais voltar a uma mesa para jogar, mesmo de “brincadeira”, por conta do risco de recaída.