sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CELULAR, SMARTPHONE E TABLET PODEM CAUSAR SÉRIOS PROBLEMAS NAS CRIANÇAS


Hoje é um fato, a tecnologia está definitivamente presente na vida cotidiana. 

Seja para consultar informações, conversar com amigos e familiares ou apenas entreter, a internet e os celulares não saem das mãos e mentes das pessoas.

No entanto, algo preocupante tem acontecido, pois notamos que mais e mais crianças estão recebendo apoio dos pais para o uso constante de celulares, smartphone e tablets, antes do tempo apropriado e isso segundo alguns especialistas têm gerado inúmeros problemas para essas crianças.

Você é do tipo que deixa que seus filhos pequenos ou outras crianças tenham acesso a smartphones ou tablets?

Pois saiba que isso pode acarretar uma série de problemas no desenvolvimento deles. 

Dois grandes institutos da América do Norte — Sociedade Canadense de Pediatria e Academia Americana de Pediatria — foram responsáveis por uma série de estudos bem profundos sobre isso.

A conclusão a que chegaram é bem interessante, mas preocupante.

Segundo os especialistas, há diversos problemas causados pelos eletrônicos em crianças de até 12 anos. 

Então fique atento neste ensaio e saiba exatamente em que aspectos a utilização de smartphones e tablets podem ser prejudiciais.

Problemas no Desenvolvimento cerebral
Os cérebros dos bebês crescem muito rapidamente nos primeiros anos de vida. Até completar dois anos, uma criança tem seu órgão triplicado em tamanho. 

Nesse período, os estímulos do ambiente — ou a falta deles — são muito importantes para determinar o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral. 

Alguns estudos mostram que a superexposição aos eletrônicos nesse período pode ser prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

Problemas no controle do peso
Você já deve ter ouvido alguma afirmação similar a: “As crianças do século 21 fazem parte da primeira geração de pessoas que não vai viver mais do que os próprios pais”. 

Um dos grandes motivos para isso é a obesidade, que pode sim estar ligada ao uso excessivo de eletrônicos. 

Estima-se que crianças com aparelhos no próprio quarto têm 30% mais chance de serem obesas do que outras.

Problemas ligados ao sono
A constante utilização dos aparelhos pode acabar gerando dependência em diversos graus diferentes. 

Um dos problemas relacionados a isso está no fato de que muitas crianças deixam de dormir para jogar, navegar ou conversar nos aparelhos. 

Além das consequências psicológicas causadas por isso, também é preciso lembrar que a falta de sono noturno pode gerar problemas de crescimento.

Problemas mentais e emocionais
Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais. 

Entre os mais citados pelos pesquisadores estão: “Depressão infantil, ansiedade, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento problemático”. 

Crianças tendem a repetir comportamentos dos adultos e de personagens que consideram referências. 

Logo, a exposição a jogos e filmes com violência excessiva pode causar problemas de agressividade também às crianças de até 12 anos.

Surgimento da Demência digital
Psicólogos e pediatras dos institutos já mencionados afirmam: “Conteúdos multimídia em alta velocidade podem contribuir para aumento o déficit de atenção.”. 

Além disso, a exposição a isso também causa problemas de concentração e memória. 

O motivo para isso seria a redução de faixas neuronais para o córtex frontal, que acontece pelo mesmo motivo recém-mencionado.

Exposição excessiva a radiação
A discussão sobre a relação entre o uso de celulares e o surgimento de câncer cerebral ainda é bem polêmica — e pouco conclusiva. 

Mas há algo em que os cientistas concordam: as crianças são mais sensíveis aos agentes radioativos do que adultos. 

Por causa disso, pesquisadores canadenses acreditam que a radiação dos celulares deveria ser considerada como “provavelmente cancerígena” para crianças.

Independente do quanto os médicos norte-americanos culpam os celulares e tablets por uma série de problemas infantis, é importante sempre ficar atento aos usos de cada aparelho. 

Dependência e a síndrome de abstinência
Na dependência patológica, o uso excessivo está ligado a um transtorno de ansiedade, como pânico ou fobia social — afirma a psicóloga Anna Lucia Spear King. 

A pesquisadora é a pioneira no estudo científico da nomofobia, nome cunhado na Inglaterra para descrever o medo de ficar sem celular (no + mobile + fobia). 

Ela explica que os principais sintomas da síndrome são angústia e sensação de desconforto quando se está sem o telefone e mudanças comportamentais, como isolamento e falta de interesse em outras atividades. — Isso pode indicar que a pessoa está com algum problema que precisa ser investigado.

Os sintomas de dependência e que já requer cuidados por parte dos pais
Preocupação constante com o que acontece na internet quando está off-line;
Necessidade contínua de utilizar a web como forma de obter excitação;
Irritabilidade quando tenta reduzir o tempo de uso;
Utilização da internet como forma de fugir de problemas ou aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão;
Mentir para familiares para encobrir a extensão do envolvimento com as atividades on-line;
Diminuição ou piora do contato social com amigos e familiares;
Falta de interesse em atividades fora da rede;
Comprometimento das atividades profissionais e acadêmicas, como perda do emprego ou não ser aprovado na escola;
Lesões nas articulações dos dedos causadas pela intensa digitação.

Orientações aos pais e responsáveis
É claro que muitas pessoas podem pensar que essas pesquisas não têm validade e que isso depende muito de interpretação, mas é um fato, no mínimo devemos ficar atentos para que nenhuma dessas coisas possa tingir nossas crianças.

Manter os eletrônicos aliados à educação das crianças pode ser uma saída muito interessante, mas sempre evitando os excessos e a superexposição a conteúdos agressivos.

Para não sofrer nenhum risco, os especialistas recomendam moderação, mesmo que o smartphone ou a internet sejam essenciais para determinadas atividades. 

É aconselhado que os pais não expusessem seus filhos menores de 12 anos excessivamente ao smartphone e tablets, pois muitos danos podem advir dessa exposição excessiva. 

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