quinta-feira, 19 de maio de 2016

GLOSSOFOBIA – MEDO DE FALAR EM PÚBLICO


Glossofobia (do grego: glōssa (γλῶσσα), "língua" + fobos (φόβος), "medo" ou "temor") é o medo de falar em público.

Muitas pessoas apenas possuem esta fobia, enquanto outras podem também possuir sociofobia.

O medo de palco pode ser um sintoma de glossofobia.

De todos os medos existentes na atualidade ou modernidade, o medo de falar em público é o primeiro de todos.

Normalmente a Glossofobia estar ligada a FOBIA SOCIAL, chamada tecnicamente TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL GENERALIZADA OU TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL ESPECÍFICA.

A REALIDADE DA GLOSSOFOBIA
Embora algumas pessoas tenham medo de falar em público, este medo não as impede de viver esta experiência, ou seja, elas são capazes de fazer uma exposição para apresentar um trabalho na faculdade ou um projeto na empresa, por exemplo.

Entretanto existem aquelas que só de pensar em se expor já começam a sentir os efeitos que vão se somatizando: tremor, suor nas mãos, palpitação, uma sensação estranha e indefinível, dores no peito, garganta seca, respiração cansada, tremor nas pernas, sensação de desmaio, etc.

Estima-se que 75% de todos os oradores sente algum nível de ansiedade/nervosismo durante discursos públicos.

DIÁLOGO DAS PESSOAS QUE SOFREM COM A GLOSSOFOBIA OU COM A FOBIA SOCIAL
“Toda vez que tem uma chamada oral na classe fico apavorado. Tenho medo de ser ridículo, de me dar uma  “branca”. Sofro a semana inteira e na véspera desta aula não consigo dormir. Se puder, falto na aula.”

“Para ir ao clube ou a uma festa e reunir-me com o pessoal preciso tomar duas cervejas. As mãos suam frio e só depois de beber eu tenho coragem.”

“Saí do emprego em que eu estava porque tinha uma garota que gostava de mim e eu não conseguia me aproximar dela.”

“Cada vez que um garoto se aproxima eu tremo e passo mal. Meu coração dispara, eu suo sem parar e não vem nada à minha cabeça. Não consigo arrumar um namorado e não aguento mais a solidão.”

“Tirei meu chefe como amigo secreto. Ficava nervoso só de pensar na festa. Comprei um bom presente mas não tive coragem de me identificar. Ele me perguntou se era eu mas neguei. Morria de vergonha e até hoje ninguém sabe quem deu aquele presente.”

OS SINTOMAS
Ansiedade intensa antes de, ou simplesmente a ideia de ter de se comunicar verbalmente com qualquer grupo;
Evitar eventos que foquem a atenção do grupo sobre indivíduos na assistência;
Desconforto físico, náuseas, ou sensação de pânico nestas circunstâncias.

Os sintomas mais específicos da ansiedade da fala podem agrupar-se em três categorias: física, verbal e não verbal. 

Sintomas físicos:
Os sintomas físicos resultam do sistema nervoso simpático responder à situação com uma "reação de lutar ou fugir". 

Estes sintomas incluem acuidade auditiva, aumento da frequência cardíaca, aumento da pressão arterial, pupilas dilatadas, aumento da transpiração, aumento do consumo de oxigénio, rigidez dos músculos do pescoço/parte superior das costas e boca seca.

Sintomas verbais:
Os sintomas verbais incluem, mas não estão limitados, a uma voz tensa, a um tremor na voz, à repetição de "Umms" e "Ahhs" - pausas vocalizadas - que tendem a confortar oradores ansiosos.

Muitas pessoas relatam transtornos da fala induzidos pelo stresse que apenas ocorrem durante discursos públicos. 

Alguns glossofóbicos conseguem dançar, atuar em público, ou até falar (como numa peça de teatro) e cantar, desde que não vejam o público ou se sentirem que estão a apresentar um personagem em vez de si próprio. 

Outros sintomas associados
Preocupação intensa durante dias, semanas, ou até mesmo meses antes da aproximação de um evento social;
Medo extremo de ser visto ou julgado pelo outros, especialmente pessoas que não conhece;
Auto-consciência excessiva e ansiedade em todas as situações situacionais da vida;
Medo de que você vai agir de forma a que se envergonhe ou que se humilhe;
Medo de que os outros reparem que está nervoso;
Evita situações sociais de tal forma que limita as suas atividades ou perturba a sua vida.

AS CAUSAS POSSÍVEIS
Traumas infantis
Em geral, a fobia de falar em público está associada a um ou mais fatos ocorridos no passado cuja emoção vinculada é negativa; é um mecanismo de defesa do inconsciente que reage para garantir a integridade física e emocional da pessoa.

Para o inconsciente não existe o tempo e mesmo que o trauma tenha ocorrido ainda na infância, para o inconsciente ocorreu (ocorre) agora. 

Assim, quando a pessoa se vê frente a uma circunstância semelhante, disparam nela sensações idênticas ou muito próximas às vividas no fato que gera o gatilho.

Por exemplo: 
“se na escola a criança se sentiu constrangida por ir na frente fazer uma exposição sem ter estudado; se nesta exposição sofreu uma crítica da professora; se foi humilhada pelos colegas de classe, se urinou na frente da classe devido a uma forte emoção de constrangimento e repreensão, possivelmente isto terá criado nela um trauma que a partir daí começa a agir como um gatilho, sendo disparado sempre que a criança se veja em situações semelhantes e se estende mesmo após tornar-se adulto”.

Se não bastasse, após a criança ter sofrido tamanho constrangimento na sala de aula, ao ter contato com os pais recebe novas e duras represálias, intensificando o estado emocional e associando-o à exposição em público na sala de aula. 

A partir daí, sempre que precisar falar em público, as mesmas emoções de defesa contra um perigo iminente serão disparadas e daí podem surgir as fobias de oratória. 

Feedbacks negativos
Além disso, infelizmente são comuns pais e tutores que agridem verbal ou fisicamente a criança, quando esta "fala o que não devia", expressando-se de forma oposta ao esperado pelos adultos. 

Embora por vezes a intenção dos adultos seja a de educar (dizemos as vezes, pois há casos onde só o prazer de humilhar se faz presente), a criança não deixa de se sentir tolhida e para evitar novas repressões que sua fala possa causar, evita expressá-la.

TRATAMENTOS
São vários os tratamentos para tratar a Glossofobia, a saber:

Psicoterapia
Em casos graves a psicoterapia pode ajudar muito pessoas que sofrem de glossofobia. 

A psicanálise pode ajudar, pois trás a tona os motivos inconscientes que causam o medo.

A psicoterapia comportamental que é feita por psicólogos pode ser usada para reverter o medo, usando técnicas próprias que amenizam ou eliminam o medo.

A PNL  - Programação Neuro Linguística
Através da PNL é possível reprogramar o cérebro para reagir de forma diferente às situações que causam fobias, mudando as construções mentais da pessoa e fazendo-a ver o fato-gatilho de forma positiva. 

Dessa maneira, a pessoa consegue separar as sensações negativas que causam a fobia de falar em público do ato em si.

O medo de falar em público é o resultado de emoções guardadas inconscientemente e que vem à tona quando situações semelhantes convidam o indivíduo a novas experiências; uma vez que revertemos tais emoções, o medo ou a fobia de falar em público minimizam ou desaparecem.

Técnicas de respiração
A respiração é outro fator importante a ter em consideração. 

Muitas pessoas nas situações agudas prendem a respiração ou respiram muito rápido, de forma irregular e superficial. Essas sensações criam uma reação de emergência no corpo. 

Aprender algumas técnicas respiratórias de forma controlada e voluntária é um recurso importante para a diminuição dos sintomas físicos desagradáveis.

Trabalho da expressão corporal
A sua postura e expressões faciais jogam um papel importante na expressão do seu medo. 

Quando uma pessoa está relaxada e confiante, os seus ombros estão abertos, a sua postura é ereta e esboça-se um sorriso suave. 

Mas, quando você está com medo, a sua postura é mais fechada, todo o corpo colapsa, você quer ser invisível. 

O seu rosto  expressa tensão, sobrolho franzido, testa enrugada, maxilares fechados. 

Em vez disso, consciente e deliberadamente adote uma postura confiante e relaxada, enviando mensagens para o seu corpo de que tudo irá correr bem e que está capaz de lidar com o desafio entre mãos.  

Desta forma você aciona a parte mais primitiva do seu cérebro, enviando a mensagem para si mesmo: “não há perigo aqui”.

Treinamento, palestras, etc
Os treinamentos e as palestras sobre o assunto, muito comum em nossos dias ajudam em muito as pessoas que tem glossofobia, pois a pessoas aprende a lidar com as técnicas próprias que ajudam a controlar o medo.

MEDICAÇÃO
Alopata
Algumas pessoas afetadas pela glossofobia recorrem a determinados tipos de drogas, tipicamente betabloqueantes, para tratar temporariamente a sua fobia.

Homeopatia e florais
Também existem várias tipos de remédios homeopatas que ajudam a controlar e eliminar o medo de falar em público. 

Assim também como existem os florais que também ajudam em muito no controle e até na eliminação do medo.

Existem outras técnicas que também ajudam.

O fato é que existe tratamento e cura para todo aquele que sofre de glossofobia.

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