quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O MEDO: SUA ORIGEM E SEUS VÁRIOS TIPOS.


O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. O Pavor é a ênfase do medo.

O medo é provocado pelas reações químicas do corpo sendo iniciado com a descarga de adrenalina no nosso organismo causando aceleração cardíaca e tremores.

Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo.

Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.

A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. 

Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que possa lhe causar algum mal. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.

O medo pode se transformar em uma doença (a fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico. 

A DIFERENÇA ENTRE MEDO E FOBIA
Medo é algo natural, uma emoção dentre outras: tristeza, amor, raiva, alegria, nojo, coragem, etc., podendo ser uma pouco mais acentuado, porém não fora de controle.

Fobia é o medo patológico, sem explicação, sem sentido algum, de grande intensidade.

Normalmente a fobia causa comprometimento para o indivíduo, bem como para suas relações sociais e causa um grande sofrimento psicológico.

ORIGEM DO MEDO
Enquanto, que por exemplo, há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, como quando uma criança cai num poço e se esforça violentamente para de lá sair, sofrendo devido ao frio da água e à aflição; esta criança originará um adulto que guarda um medo instintivo aos poços, há no entanto outros géneros de medos que são comuns nas espécies, e que surgiram através da evolução, marcando um aspeto da reminiscência comportamental. 

Do ponto de vista da psicologia evolutiva, medos diferentes podem na realidade ser diferentes adaptações que têm sido úteis no nosso passado evolutivo. 

Diferentes medos podem ter sido desenvolvidos durante períodos de tempo diferentes. 

Alguns medos, como medo de alturas, parece ser comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico. 

Outros medos, como o medo de serpentes, pode ser comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico. 

Ainda outros medos, como o medo de ratos e insetos, pode ser único para os seres humanos e desenvolvidos durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insetos tornam-se portadores de doenças infeciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. 

O medo é um mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

OS VÁRIOS MEDOS
Existem vários tipos de medo, dentro da escala de normalidade, sem que tenha a características de fobia, vejamos:
Medos infantis, que acabam com o desenvolvimento dos infantes;
Medos que são próprios dos homens;
Medos que são próprios das mulheres.

OS DEZ MAIORES MEDOS DO SER HUMANO 
Infelizmente, o medo de falar em público é considerado um dos maiores medos do ser humano. Você sabia disso? Alguns estudos o classificam como sendo o maior de todos os medos. Acredite!
Observe esta curiosidade sobre a escala dos medos presente em mente humana. São elas:
1. De falar em público.
2. De altura.
3. De insetos e vermes.
4. De problemas financeiros.
5. De águas profundas.
6. De doença.
7. Da morte.
8. De voar.
9. Da solidão.
10. De cachorro.

A conclusão que podemos estabelecer diante dessa escala é a seguinte: o ser humano tem mais medo de falar em público que do cachorro. 

Será que isso é possível? Por incrível que pareça, sim.

E acredito que você não é o único a apresentar este problema. São muitas as pessoas que apresentam esse pertinente incômodo. 

Converse contigo mesmo, em silêncio! Responda a estas perguntas com sinceridade:
- Quantas vezes você deixou de fazer uma apresentação na escola, colégio ou universidade com medo de falar em público?
- Quantas vezes você recusou convites interessantes em sua carreira profissional com medo de se expressar?
- Quantas vezes você ficou quieto/a em uma reunião de trabalho ou mesmo familiar, conversa entre amigos sem opinar qualquer ideia, melhoria ou crítica?
- Quantas vezes, talvez, você deixou de vender ou demonstrar um produto/serviço em razão do medo?

Mas será que falar em público é "um bicho de sete cabeças" ou o próprio ser humano o classifica exageradamente?

Verifique o resultado de uma pesquisa feita pelo Jornal Inglês Sunday Times com três mil americanos. 
A pergunta foi: qual é o seu maior medo? 
41% disseram que era falar em público;
32% medo de altura;
22% problemas financeiros;
19% doença;
19% da morte.

Outra pesquisa interessante, agora com 100 mil australianos, diz o seguinte: 1/3 dos entrevistados preferem a morte a falar em público.

E aí, você ainda continua com medo de falar em público?

Na verdade, o medo caracteriza a soma de mais três medos:
1. Medo de falhar em uma apresentação. O famoso "fazer feio diante dos outros".
2. Demonstrar para o público uma apresentação pobre.
3. Medo do julgamento da plateia.

OUTROS MEDOS QUE INCOMODAM
Medo de alma ou de pessoas mortas.
Medo de escuro, bem presente em crianças, sempre se encontra ligado ao medo de almas ou fantasmas.
Medo de ficar sem dinheiro ou perder as condições financeiras.
Medo de não realizar os projetos ao longo da existência.
Medo de perder o emprego.
Medo de ficar velho.
Medo de perder a saúde, de ter uma doença incurável.
Medo de não satisfazer a mulher sexualmente.
Medo de não ser um bom pai.

OS MEDOS PRÓPRIOS DOS HOMENS
Medo de broxar.
Medo de pegar uma doença sexualmente transmissível
Medo de a camisinha estourar na hora da relação sexual.
Medo de ter um filho homossexual.
Medo de pegar um travestir em lugar de uma mulher.
Medo de ter uma ejaculação antes da companheira.
Medo de ser traído ou corno.
Medo de casar.
Medo de ter seu “membro sexual” cortado.
Medo de ser pego se masturbando.

OS MEDOS PRÓPRIOS DAS MULHERES
De sair sozinha e ser assaltada ou sequestrada;
De nunca chegar a se relacionar com um cara normal;
De envelhecer;
De ter que cuidar dos pais, velhos e doentes;
De fazer um check-up e descobrir que tem uma doença incurável;
De ficar gorda como a mãe, ou a tia;
De não conseguir engravidar quando quiser ter filhos;
De o casamento terminar, o marido arrumar outra e ela acabar solitária;
De não dar conta de tudo o que ela tem para fazer;
De ser uma velhinha sem dinheiro;
De não experimentar nada emocionante, de tão monótona que está sua vida;
De ficar inválida e não ter ninguém para cuidar dela;
De que alguma coisa horrível aconteça com os seus filhos;
De ficar sozinha, não conseguir um namorado, ficar encalhada;
De saber que seu companheiro é gay;
De pegar o seu companheiro na cama com outro homen.

FOBIAS
Algumas fobias bizarras.
Antropofobia – Medo da Sociedade humana ou aglomerações.
Catisofobia – Sentar-se.
Ciberfobia- Medo dos computadores.
Cromofobia – Cores.
Eleuterofobia – Liberdade.
Fobofobia – Seus próprios medos.
Fonofobia – Os próprios sons, falar em voz alta ou sons.
Hipnofobia – Dormir.
Unatractifobia – Pessoas feias.
Pantofobia – Medo de tudo.

TRATAMENTO
O tratamento para medos intensos e fobias simples ou mistas é a psicoterapia, em suas várias modalidades. 

O uso da medicação tem em vista a diminuição da ansiedade, mas não combate o medo propriamente dito, pois ele tem basicamente uma característica psicológica. 

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