sexta-feira, 7 de novembro de 2014

HOMEOPATIA


A homeopatia e sua compreensão do mundo opõe-se diametralmente tanto à medicina acadêmica como à medicina natural, formando a base espiritual para uma medicina realmente alternativa que também está comprometida com nosso principio.
 
Não se trata aqui de combater um sintoma com seu contrário, mas sim de aliar-se ao sintoma e em última instância até mesmo apoiá-lo em sua tentativa de trazer um principio carencial à vida do doente.

O símbolo da medicina, a serpente que sobe pelo bastão de Esculápio, demonstra que originalmente a medicina estava profundamente enraizada nessa maneira de pensar. Escolhido como símbolo médico obrigatório pela Organização Mundial de Saúde somente nos anos 50, esse símbolo tem uma história que remonta aos primórdios da humanidade.
 
No Paraíso é a serpente que, como um prolongamento do braço do demônio, leva o homem ao caminho do desenvolvimento. Ela é o símbolo do mundo polar dos opostos e serpenteia pelos dois pólos da realidade para seguir adiante. Ela está presa à terra como nenhum outro animal, tanto devido ao banimento divino ocasionado pelo pecado original como por sua forma.
 
O filósofo da religião Herman Weidelener diz que toda ela é pé. Ela engole suas vitimas inteiras, como o reino dos mortos, do qual também é símbolo.
 
Além de seus dois dentes que injetam veneno, ela tem também a língua bifurcada, um símbolo da deslealdade, da discórdia e da desunião. Ela tem ainda a capacidade de deixar radicalmente para trás o velho e o já vivido e a cada ano, ao trocar de pele, estabelece um início totalmente novo. Mas ela tem acima de tudo o veneno, que pode matar e curar.
 
A palavra inglesa gift [veneno], que também quer dizer presente, dom, representa muito bem essa relação contraditória de significados.

Tal como na Antiguidade, quando a serpente era mantida no templo sagrado de Esculápio (Asklepios, em grego), a missão mais característica e nobre do médico é transformar o veneno da polaridade em um presente, com o qual o paciente pode crescer e curar-se.
 
A medicina homeopática segue esse caminho desde o início em sua maneira de pensar e agir e até mesmo na produção de seus medicamentos.
 
A homeopatia fabrica remédios a partir de venenos tais como arsênico e Lachesis, livrando-os pouco a pouco de sua materialidade através da agitação. Essa assim chamada potenciação não é uma diluição, mas uma agitação ou dinamização, tal como enfatizam os homeopatas.
 
Dessa maneira, a cada etapa de dinamização a substância ou tintura original é reduzida a um décimo (potência D para decimal) ou um centésimo (potência C para centesimal) e a cada etapa transfere seu padrão para o solvente através da dinamização.
 
Através deste método, potências superiores a D 23 já não contêm nada da substância original, conservando sua informação totalmente livre da toxicidade original. Essa informação pertence ao plano espiritual, tendo superado o plano material, que tem uma freqüência de vibração mais baixa. Liberada de sua materialidade e transportada a um plano superior, ela pode agir como um verdadeiro remédio. Ela dá ao paciente uma informação que lhe falta, tornando-o assim mais são.

Como informação pura, ela pode agora contribuir para sua cura, contanto que o quadro do medicamento corresponda ao quadro de sintomas.

Cada sintoma é a expressão de uma idéia que afundou no corpo, sendo portanto um padrão que falta à consciência.
 
Ele pode ser tratado com uma informação medicamentosa ou espiritual semelhante. No primeiro caso falamos de homeopatia, no segundo, de conscientização do padrão ou interpretação dos sintomas.
 
De acordo com sua natureza, a informação está em um plano de vibração superior ao do problema corporal.
 
Quando se consegue levar a problemática a esse plano superior, o veneno se transforma em presente.
 
A manifestação da sombra na sintomática leva à sua iluminação, a doença transforma-se em caminho de auto-conhecimento.
 
Referência: DANHLKE, Rudger. A doença como linguagem da alma. Editora Cultrix: São Paulo, 1992.
 
 
 
 

 
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